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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Poderá ser a imagem do anticristo, um robô?

          Um dos assuntos mais fascinantes da Bíblia é o que chamamos de Escatologia, que quer dizer a doutrina do fim dos tempos. Dentro desse assunto fala-se muito sobre o anticristo (a besta) e o falso profeta (segunda besta). Há também referências sobre a imagem da besta. Pretendo neste texto expor alguns pensamentos a respeito da imagem da besta. O que será essa imagem da besta? Antes, vamos entender um pouco sobre o que é a besta (anticristo) e a segunda besta (falso profeta).

Tanto no livro do Apocalipse no Novo Testamento quanto no livro de Daniel no Velho Testamento, há referências sobre a Besta. A Bíblia diz que a besta é um animal estranho que possui “sete cabeças e dez chifres, [...] era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão” (Ap 13:1-2). No livro de Daniel é dada a interpretação de que a besta será um rei (governante) que se levantará e comandará um reino poderoso que dominará a terra (Dn 7:17,23). Segundo o profeta Daniel, as sete cabeças e os dez chifres simbolizam nações e seus respectivos governantes que comporão esse reino (Dn 7:24).

Muitos acreditam que essas nações são os membros do G-7, ou G-10. Sabemos que atualmente as nações mais ricas do planeta se reúnem em blocos econômicos que definem as estratégias da economia e do poderio bélico.

Sobre o anticristo, que é a primeira besta, a Bíblia afirma que ele terá poder sobre toda a tribo, nação e língua e, que os habitantes da terra o adorarão e ficarão empolgados com ele. (Ap 13:4,8). Ele promoverá uma perseguição aos seguidores de Cristo e falará coisas espantosas contra Deus (Ap 13:6-7).

Neste mesmo tempo aparecerá o falso profeta, que é a segunda besta. Ele promoverá uma exaltação ao anticristo e conduzirá os habitantes da terra para adorá-lo. O falso profeta fará grandes sinais e prodígios e enganará a muitos. Um dos sinais que a Bíblia registra é que ele fará descer fogo do céu para convencer as nações do seu poder (Ap 13:11-14).

A imagem da besta surge da necessidade criada pelo falso profeta em se adorar o anticristo. O falso profeta promoverá a criação dessa imagem. Essa imagem do anticristo terá a capacidade de falar e fazer com que sejam mortos todos que não a adorarem. Nesse ponto surge a marca da besta, onde todo aquele que não se submeter ao novo sistema do anticristo, não poderá comprar e vender se não tiver essa marca, que pode ser o seu nome, ou o número do seu nome, que a bíblia nos indica ser o número 666 (Ap 13:15-18). 

O que me chama atenção é que é a própria imagem da besta promoverá a morte dos “rebeldes”. Todas as pessoas que não se submeterem ao novo sistema de comércio serão perseguidas e mortas. Daí é que surge o termo “grande tribulação”. Imagine você não poder se alimentar, ou se dirigir a um supermercado para comprar comida. Não poder se consultar com um médico, comprar remédios etc. Você precisará ter uma chácara para poder criar bichos e plantar seu próprio alimento. Será realmente muito difícil nesses dias. Jesus deixou claro que nesse período muitos serão traídos por seus próprios familiares, amigos e, quem sabe, até por membros de sua igreja. Nesse tempo a fé será provada. A bíblia deixa claro que muitos cristãos serão mortos. A exemplo do que aconteceu na época de Nero, muitos terão que viver num submundo. Alguns estudiosos da bíblia divergem nesse ponto de interpretação. Alguns interpretam que muitos cristãos serão arrebatados (retirados) da terra antes da chegada do anticristo e dessa grande tribulação. Outros interpretam que os cristãos passarão pela metade da tribulação e, outros interpretam que os cristãos passarão por esse período crítico até a volta de Jesus ao planeta. O que não se pode negar é que existem várias passagens afirmando que muitos santos (seguidores de Cristo) serão mortos e vencidos. (Dn 7:21; Ap 13:7).  Nesse tempo a morte do crente será uma bem-aventurança e um alívio (Ap 14:13).

Voltando a falar sobre a imagem da besta, lembremos que um dos maiores desejos do homem é a criação de um Ciborgue. Um Ciborgue é um organismo cibernético, isto é, um organismo dotado de partes orgânicas e mecânicas, geralmente com a finalidade de melhorar suas capacidades utilizando tecnologia artificial. Muitos filmes de ficção “profetizam” sobre esse dia, em que haverá homens-máquina, com muitos poderes especiais. A tecnologia aliada ao poder do mal terá todas as condições para construir uma máquina (imagem de homem) com poder de processamento e informações integradas de todo o mundo. Atualmente as nações estão trabalhando a todo vapor para a criação de um sistema único de identificação digital e, num futuro próximo, toda a rede de computadores estará integrada mundialmente para utilizar esse sistema.

Outra questão importante a ser levantada aqui é a cultura da idolatria. A bíblia nos ensina de capa a capa que a idolatria é um dos piores pecados praticados pelo homem. Penso que a arma do Diabo em todas as gerações é colocar esse desejo no coração do ser humano, ou seja, de se criar um ídolo e curvar-se a ele. As pessoas são adestradas por várias religiões a adorarem imagens criadas pelas mãos de homem. Isso nada mais é do que um treino para o que virá no futuro. Não haverá espanto quando uma imagem falar e tiver poder para comandar. Então, as pessoas ficarão satisfeitas por terem dado vida ao seu deus.

sábado, 11 de setembro de 2010

Você está preparado para a volta de Jesus?


Extraído e adaptado de: [www.projetoomega.com]

Estamos vivendo num mundo cheio de contradições. Uma delas é o fato que, em plena era da informática e das telecomunicações, as pessoas continuam desinformadas a respeito daquilo que tem uma importância vital: o fim dos tempos profetizado pela palavra de Deus. Tabu para alguns, simples jogo de analogias ultrapassadas para outros, a revelação escatológica (fim dos tempos) continua sendo desprezada por muitos. 

De acordo com o entendimento de alguns estudiosos da bíblia, fica patente que a Igreja de Cristo passará por um período de tribulação nunca visto, ao relacionar diretamente a volta de Cristo em poder e glória para derrotar o anticristo e o arrebatamento da Igreja como eventos simultâneos e não separados no tempo, como acredita a maioria. 

Esse tema é importantíssimo, pois verificamos que a maior parte dos cristãos não está sendo preparada nas áreas espiritual, psicológica e estrutural para enfrentar esses momentos de futura perseguição institucionalizada contra a Igreja de Cristo. Nosso propósito não é o de defender uma determinada corrente teológica ou a de assumir a perigosa posição de “donos da verdade”. Temos como intuito principal dar aos nossos leitores uma ampla gama de informações a respeito das questões escatológicas (visite o sitio do projetoomega.com) possibilitando que cada um, buscando o discernimento que vem do Senhor, chegue às conclusões mais apropriadas e verdadeiras. 

Cremos que, da mesma forma que os nossos irmãos primitivos tiveram que escolher viver em catacumbas, devido à implacável perseguição desencadeada a partir do ano 64 d.C., por não se sujeitar aos princípios espirituais e morais do Império Romano, de modo semelhante, a Igreja nos últimos tempos terá que viver à margem do sistema político, econômico e religioso que governará o mundo, a ter que  aceitar a marca do anticristo.

Provavelmente você e sua família tenham que decidir sobre isso num futuro muito próximo... 

Sustentamos que a Igreja atual precisa voltar à concepção escatológica e eclesiástica da Igreja primitiva, rejeitando todo modismo, novidade, ensinamento, revelação ou costume que não esteja de acordo com "a fé que uma vez foi dada aos santos" (Judas 3).

Já é hora de voltarmos a viver nossa vida em Cristo da mesma forma que aqueles irmãos viviam, nos despojando de tudo aquilo que foi acrescentado ao ensino original do Evangelho, na forma de costumes, dogmas, hierarquias humanas, sofismas e paradigmas do paganismo. Que haja comunhão genuína entre os irmãos, no partir do pão, no conhecimento das necessidades e no desapego a todo valor ou padrão mundano. Que o importante não seja o local físico onde estivermos, mas que estejamos em Cristo e Ele em nós. O Senhor prometeu que, onde estivessem dois ou três reunidos em Seu nome, ali Ele mesmo estará PESSOALMENTE. É desse tipo de comunhão entre irmãos que precisamos, ainda mais vendo que se aproxima o tempo em que as denominações que verdadeiramente ainda servem a Deus com pureza de coração serão fechadas e seus templos serão inutilizados. 

Apenas uma volta radical ao que um dia foi seguido pelos nossos primeiros irmãos, poderá fazer com que nós enfrentemos os dias tenebrosos que se aproximam. Cristãos maduros, que não sejam dependentes dos rituais e formas que os templos oferecem, nem dependentes de campanhas ou de líderes, mas dependentes da direção do Espírito Santo em suas vidas. Cristãos que tenham a maturidade espiritual e crescimento que eram estimulados constantemente por Paulo e pelos outros apóstolos, mas que são tão negados atualmente. Cristãos que saiam de uma vez por todas do constante estado de superstição, legalismo, dependência emocional e infantilidade espiritual que são impostos atualmente em tantos lugares... Que exerçam os dons espirituais como sacerdotes de Cristo e que estejam desprovidos de todo apego às posições hierárquicas, aos títulos eclesiásticos e à vaidade e orgulho que giram em torno das suntuosas estruturas e impérios que foram materialmente construídos em torno do que verdadeiramente é a igreja: a reunião de pessoas em nome de Jesus. Só assim teremos uma vida cristã vitoriosa diante da tribulação que se aproxima...

Autores: Johnerikson Santana / Jesiel Rodrigues
Adaptado para o blog por: Lincoln Máximo Alves.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quando Ele voltar, seremos semelhantes a Ele


A Bíblia nos ensina algo maravilhoso sobre sermos semelhantes a Jesus. Em suas páginas ela afirma que seremos semelhantes a Ele tanto físicamente como espiritualmente. Essa esperança é algo maravilhoso.

O apóstolo Paulo diz: “[Jesus] transformará o corpo da nossa humilhação, para ser semelhante ao corpo da sua glória” (Fp 3:21). O corpo de Jesus é de carne e ossos desde o nascimento e até depois da ressurreição (Lc 24:39). Mas essa verdade é constantemente atacada por seitas e doutrinas falsas que negam esse fato. A Bíblia nos ensina que Jesus ressuscitou fisicamente e possui eternamente um corpo físico. Esse corpo físico possui características diferentes do nosso corpo atual, mas é um corpo real. A promessa da ressurreição implica que todos os que crêem Nele terão um corpo semelhante ao Dele. Esse corpo não estará sujeito aos problemas atuais e limitações. Jesus atravessou portas e paredes e comeu com os discípulos para provar que seu corpo era real. Possuía as marcas de identificação da crucificação e, penso que isso foi necessário para provar aos discípulos que era Ele mesmo. Era o mesmo corpo, só que agora glorificado, um corpo especial.

O principio bíblico da predestinação nos ensina que Deus nos predestinou para sermos "conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29). Muita gente se confunde quando se fala em predestinação. A bíblia ensina com simplicidade que os que crêem em Jesus serão como Ele. Essa é a destinação ou predestinação que Deus quis. Nada mais lógico e simples. Seremos como Ele é. Somos irmãos de Jesus e ele é o primeiro, ou seja, Ele é o padrão absoluto que Deus estipulou como perfeição.

Quando Deus criou o homem à sua imagem e semelhança é porque a nossa imagem é a imagem do próprio Deus, que é Jesus (Gn 1:26). Deus planejou para que fôssemos iguais à imagem que Ele projetou para si mesmo. Paulo diz “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1:15). Jesus também disse: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14:9). Deus Pai quer que sejamos como Jesus, tanto na forma como no ser. Semelhantes em amor, paz, alegria, mansidão, justiça etc. O salmista diz: “Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar” (Salmos 17:15).

O apóstolo Pedro conclui: “ele nos deu suas preciosas e mais sublimes promessas para que, por meio delas, vos torneis participantes da natureza divina” (II Pe 1:4). O projeto de Deus tem que passar por Jesus. Mas o Diabo, desde o princípio, tenta perverter os planos de Deus, fazendo com que o homem creia que pode ser “como Deus” sem Jesus. Isso é impossível.

Lincoln Máximo Alves (Junho/2010)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Agora é Trízimo. Essa é a nova “revelation” da igreja contemporânea

Meus irmãos em Cristo,


Gostaria de comentar a nova onda do momento no meio evangélico. A nova “revelation” é o TRÍZIMO. Os que inventaram essa novidade afirmam que existe uma explicação bíblica para isso, é claro. Tudo teologicamente comprovado. Dizem que é por causa da trindade: 10% ao Pai, 10% ao Filho e 10% ao Espírito Santo.


Boa argumentação, não é mesmo? Se acharem que estou exagerando, busque no Youtube a palavra trízimo e vejam pastores famosos e grandes líderes defendendo essa idéia.


Bem, fico triste a cada dia ver essas igrejas seduzirem muitos com suas pregações empolgantes e barganhentas. Isso tudo estava previsto e dito pelos apóstolos e profetas do Novo Testamento. Basta conferir:


I Timóteo 6:5-11:

5 disputas de homens de entendimento corrompido e privados da verdade, que imaginam que a piedade é fonte de lucro.
6 De fato, a piedade acompanhada de satisfação é grande fonte de lucro.
7 Porque nada trouxemos para este mundo, e daqui nada podemos levar dele.
8 por isso, devemos estar satisfeitos se tivermos alimento e roupa.
9 Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos loucos e nocivos, que afundam os homens na ruína e na desgraça.
10 Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa dessa cobiça alguns se desviaram da fé e se torturaram com muitas dores.
11 Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância e a mansidão.

II Pedro 2:1-3:

1 Mas entre o povo também houve falsos profetas, assim como entre vós haverá falsos mestres. Às ocultas, introduzirão heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou e trazendo sobre si mesmos repentina destruição..
2 E muitos seguirão sua vida de libertinagem, e o caminho da verdade será difamado por causa deles.
3 Movidos pela ganância, também vos explorarão com suas artimanhas. Sua condenação desde há muito tempo não tarda, e a sua destruição não está inerte.

A falta de conhecimento bíblico, em especial o do Novo Testamento, tem causado o desvio de muitos. Que tristeza!


A “igreja” contemporânea é fundamentada na teologia do Antigo Testamento. Interpretam o Novo à luz Antigo, sendo que o correto seria interpretar o Antigo à luz do Novo.


Listo três razões que o Novo é superior ao Antigo:
1) O Novo é uma Nova e eterna aliança no sangue de Jesus, enquanto que o Antigo era aliança temporária e baseada em sangue de animais (Hebreus caps 7 a 10)
2) O Novo é baseado no Sacerdócio de Melquisedeque, enquanto que o Antigo é baseado no Sacerdócio de Arão (Levítico) (Hebreus 7).
3) O Novo possui a revelação do mistério da piedade e a dispensação da graça. No Antigo a revelação era a Lei de Moisés. Não estava completa. Eram sombras e figuras, e não era perfeita e não podia aperfeiçoar. Os profetas não sabiam de muitas coisas, pois estava encoberto a eles. Na plenitude dos tempos Deus se revelou em Jesus Cristo (Efésios 3; I Tm 3:16).


A situação atual da igreja:
1) Prefere-se as figuras e símbolos, em vez do real, Cristo. Guardam dias, meses, comidas, rituais etc.
2) Prefere-se os jugos e maldições da lei, em vez da liberdade e bênçãos em Cristo.
3) Prefere-se o sacerdócio Levítico, em vez do sacerdócio de Cristo.
4) Prefere-se a religiosidade, em vez do conhecimento de Cristo.


O que mais me incomoda é que a frase dita por um nazista chamado Joseph Goebbels tem acontecido em nosso meio: “uma mentira dita cem vezes, torna-se uma verdade”. De tanto os pregadores gananciosos pregarem frases de efeito, que na verdade estão cheias de defeitos teológicos, se tornam uma “verdade” no meio cristão.


Portanto, meu conselho é: vigiai e estudai o Novo Testamento!


Lincoln Máximo (Junho/2010).



sábado, 27 de março de 2010

O Evangelho é simples, não complique! Em menos de dois minutos...

         – Com tantas religiões e denominações cristãs, muitas pessoas desejam saber: O que é o Evangelho de Jesus? E o que preciso para ser salvo?
         – Bem, vou responder a você em menos de dois minutos:
          A Palavra “Evangelho” não foi traduzida do grego para as outras línguas. A palavra “Evangelho” significa “Boa Notícia”. Jesus veio para nos anunciar a “Boa Notícia” de que o Reino de Deus havia chegado.
         – O que significa essa “Boa Notícia”?
         – A “Boa Notícia” era que Deus estava se reconciliando com o mundo por meio Dele, Jesus, o Cristo. (confira em II Corintios 5:18-19). Em outras palavras, isso significa que se uma pessoa se “conectar” a Jesus seus pecados são perdoados.
        – Então, explique por que os pecados são perdoados por causa Dele e não por mim mesmo? Não seria isso mais justo?
        – É porque ninguém consegue ser perfeito e cumprir toda a Lei de Deus. Por isso ninguém pode ser salvo por suas próprias obras de justiça. (confira em Tito 3:3-7). É isso que chamamos de “Graça de Deus”. Graça significa “favor imerecido”. Mesmo sem merecermos Deus quer restaurar a Paz conosco por meio de Jesus, seu Filho. Que maravilha! Que Boa Notícia!
         Jesus precisou vir cumprir a Lei de Deus, sem pecado, e também, agir como substituto em nosso lugar para “pagar” essa pena, pois Deus além de amor Ele é justiça e, como Juiz, precisava punir o erro. Pergunto: o que você acharia de um juiz que não pune o erro ou um crime? Com certeza você o consideraria um péssimo juiz, não é verdade?
         Pois bem, por Ele ser justo e ao mesmo tempo amoroso, Deus resolveu o problema enviando Jesus.
         Você entendeu por que a Salvação é só por meio Dele? Porque Ele foi o único que pôde fazer isso! Ninguém mais!
         Em Jesus Cristo, a justiça de Deus foi cumprida, pois se Deus fosse nos punir por todos os nossos pecados não sobraria ninguém pra contar história!
         Você pode está se perguntando: Posso pecar à vontade que estou salvo? Bem, essa pergunta todo mundo faz, não é mesmo? O Apóstolo Paulo respondeu isso em sua carta aos Romanos capítulo 6, mas vou te responder rapidinho...
         Além de morrer por nossos pecados Jesus prometeu também nos libertar deles nos dando o Espírito Santo. Uma vez selado pelo Espírito Santo, ou seja, "carimbado espiritualmente", você começará a não sentir mais prazer no pecado. Aquilo que lhe seduzia e você não conseguia resistir, O Espírito Santo começa a lhe dar força espiritual para vencer e desejar algo novo. É uma outra paz, uma outra alegria, uma outra vida. É por isso que algumas pessoas não entendem quando um criminoso, ou um alcoólatra, ou uma prostituta ou até mesmo uma pessoa que se achava “boazinha” abandona completamente seus vícios e começa a sentir o desejo de louvar a Deus. É fantástico! Só quem experimentou é que sabe como é!
     Eu lhe pergunto: Você tem vontade de abandonar algo que lhe perturba e que não consegue resistir? Então, acredite na Boa Notícia e você será liberto de seus pecados.
     Portanto, meu amigo(a), tenha Paz com Deus por meio de Jesus Cristo. (confira em Romanos 5:1).
    São os meus votos para você...


Lincoln Máximo Alves


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um crente pode perder a salvação?

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).

No meio cristão existe uma divergência de opiniões a respeito da Segurança da Salvação. Até mesmo dentro de uma igreja local essa divergência acontece. Pretendo, neste estudo, passar o fundamento claro do porquê uma pessoa salva por Cristo jamais poderá perder sua salvação, e ainda, esclarecer alguns trechos das escrituras que sempre são usados contra esta doutrina.

A pergunta é sempre essa: “Pode um crente perder a sua salvação?”. Normalmente se houve a seguinte resposta: “Claro que se sim, pois seria muito fácil ser crente”.

Acredito que são duas as principais causas dessas divergências de opiniões. A primeira é devido à influência de programas evangélicos de diversas denominações que são assistidos por nossa geração. Outra razão é a movimentação muito grande de evangélicos entre as denominações. Uma pessoa aprende uma doutrina numa igreja e leva seus conceitos teológicos adquiridos para uma outra igreja e, com isso, as divergências vão surgindo numa igreja local.

Também quero alertar que um crente não deve crer numa determinada doutrina somente porque a sua denominação assim determina, mas que confirme se é assim mesmo, por meio de oração e muito estudo bíblico. Esse foi o elogio do apóstolo Paulo aos irmãos de Beréia, pois confirmavam tudo que o apóstolo pregava, conforme está registrado no livro de Atos 17:11. Observem que Paulo não ficou chateado por eles conferirem tudo, pelo contrário, os elogiou por isso. Todo crente precisa manejar bem a palavra da verdade, pois essa foi outra recomendação do apóstolo Paulo ao jovem Timóteo.

I – DICERNINDO "SALVAÇÃO" DE "GALARDÃO"

Realmente existem vários versículos que alertam os crentes a perseverarem na fé, a vigiarem, a tomarem cuidado para não cair etc. Mas existe uma certa confusão quando se trata de perda de recompensas (os galardões) de um crente, com a condenação de infiéis.

No trecho de I Coríntios 3:10-15, Paulo explica claramente que, se um crente verdadeiro, só produzir obras sem valor, comparadas a "madeira, feno e palha", esse crente será salvo, mas terá perdidos seus galardões (recompensas). Entretanto, um outro crente que produziiu obras de valor, comparadas a "ouro, prata, pedras preciosas" , esse crente receberá essas obras convertidas em recompensas. Isso é claro e justo. Imagine um crente que ficou em casa assistindo televisão a maior parte do tempo e não ajudou em nada no reino de Deus. Agora imagine um outro crente que se dedicou a ganhar almas e ajudar os outros. O princípio da plantação e da colheita é bem clara na Bíblia. Quem planta colhe (Gl 6:7; II Co 5:10; II Co 9:6). Jesus também nos ensinou isso por meio da parábola das minas (Lc 19:11-27).

Judas Iscariotes foi um crente que perdeu a salvação?

Muitos falam de Judas Iscariotes como um exemplo clássico de um crente que perdeu a salvação. Será mesmo que as Escrituras afirmam que Judas era um crente verdadeiro?

Primeiramente precisamos responder algumas perguntas básicas.

Pergunta: O que você fez para MERECER a sua SALVAÇÃO?

Resposta: NADA! Pois um pecador (transgressor da lei de Deus), pela Lei não merece a vida, e sim, a condenação. Mas, pela misericórdia de Deus você foi salvo. Então, se é por misericórdia, então você não mereceu, você ganhou. Isto é Graça. A Graça é um dom que você ganhou sem ter merecido. A salvação lhe foi oferecida e simplesmente você recebeu pela fé, não foi pelos seus méritos, nem por suas obras, nem por sua justiça própria, nem pelo seu bom comportamento cristão. A salvação é pela graça de Deus para que ninguém se glorie, é isso que a Bíblia deixa bem claro:

"Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por méritos de atos de justiça que houvéssemos praticado, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar da regeneração e da renovação realizados pelo Espírito Santo, que ele derramou amplamente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador; para que, justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna". (Tito 3:4-7).

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se orgulhe" (Ef 2:8-9)

Não há mérito na Fé. Alguns acham que “ter fé” é uma obra humana. A fé, por si só não pode salvar, porque ela depende do alvo. Quem salva é o alvo da fé e não simplesmente a fé. Observe que a escritura diz “por meio da fé”. Assim, a Fé é o meio para se receber a salvação, pois esta fé é um atributo que foi dado por Deus para usarmos com entendimento. Portanto, a Fé também é um dádiva de Deus.

Vamos exemplificar: alguém que foi salvo de um afogamento quando estava numa situação terrível, jamais afirma que foi salvo porque mereceu ou porque foi pelo seu esforço. Simplesmente afirma que se não fosse a outra pessoa, estaria morta. A vítima confiou totalmente sua vida em seu salvador. Isso é fé. Não houve mérito nenhum para o afogado. Sem o salvador, a vítima estaria perdida. Onde está o mérito do afogado? O máximo que ele fez foi confiar (fé) que o outro podia salvá-lo. O mérito está no salvador e não no afogado.

Jesus desceu para nos salvar porque já estávamos espiritualmente mortos em ofensas e pecados (Ef. 2.1). Um morto espiritual não pode salvar a si mesmo. Mas Deus pode, por sua graça, fazer um morto reviver. Nós não temos poder para fazer um morto ouvir, mas Deus pode. Jesus falou com Lázaro quando este estava morto e ele ouviu e saiu da tumba. O trabalho do Espírito Santo é fazer com que as pessoas espiritualmente mortas ouçam a Palavra de Deus e decidam entre viver ou continuar mortas.

II – UM SALVO NÃO MANTÊM SUA SALVAÇÃO POR OBRAS

Pergunta: O que você faz para manter a sua Salvação? Será que são as suas obras? 

Se você entende que para receber a salvação você precisou da fé, e, que você foi SELADO com o Espírito Santo para o dia da redenção, (Ef 1:13;4:30),  como agora você acha que para manter a sua salvação você precisa de suas obras? Se você pensa assim, então Cristo morreu em vão (Gl 2:21). As suas boas obras devem refletir a sua fé em Deus. Elas não são a causa da sua salvação.

Se você tentar vencer Satanás por sua própria força, perderá a luta. Se você tentar vencer o pecado por sua própria força, perderá também. A nossa força vem do Senhor, pela total confiança Nele.

Você só vence tudo isso, se você nascer de novo. E você só nasce de novo se receber a Cristo no seu coração sem medo do que ele possa fazer com você. Se você não permitiu que Cristo tomasse de conta de todo o seu ser e, deixou um lugarzinho escondido que ninguém entra, então, você não se entregou por completo. Ainda falta algo. Eu pergunto: Será que existe ainda alguma parte em seu coração que Jesus ainda não tocou? Será que você está tentando esconder de Cristo uma parte de sua vida? Saiba que isso não vai dar certo.

Vejamos o que o Apóstolo Paulo escreveu para os irmãos da Galácia:

“Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gl 3:2-3).

“Aquele que vos dá o Espírito, e que realiza milagres entre vós, será que o faz pelas obras da lei, ou pela fé naquilo que ouvistes?” (Gl 3:5).

Vamos exemplificar: Você paga uma dívida duas vezes? Jesus pagou a sua dívida na cruz e, depois de estar paga você ainda quer tentar aliviá-la com as suas obras?

Vejamos: vamos supor que você devesse uma quantia impossível de pagar, por exemplo, "Um Bilhão de dólares”. Alguém aparece lhe oferecendo para quitar a sua dívida, sem lhe cobrar nada. Depois de você aceitar, sua dívida é quitada. Pois bem, eu pergunto: adiantaria você dar “Um Real” para aliviar a dívida que já foi paga?

Tem gente querendo aliviar uma dívida que Jesus já pagou! A palavra imputada significa creditada. A bíblia diz que pela fé, a justiça de Cristo nos foi imputada (Romanos cap 4). O coração humano tem enraizado a idéia de que deve fazer algo para tornar-se merecedor da Salvação. As obras do crente devem ser feitas para glorificar o Senhor e não para comprar a Salvação (Ef 2:10; Mt 5:16).

III - PELOS FRUTOS CONHECEREIS A ÁRVORE

Surge uma pergunta: Por que a Bíblia nos aconselha a perseverar, vigiar, etc?

A resposta é simples. É uma questão prática. Nós somos alertados para crescermos em santificação, senão atrairemos dezenas de males, e isso Deus não deseja que passemos (I Co 11:30-32). Todo pecado traz consequências ruins até para um crente salvo. Quem semeia na carne colhe corrupção, quem semeia no espírito colhe vida eterna. Quem semeia no Espírito é porque está com o Espírito, quem semeia na carne é porque ainda está na carne. Vejamos o trecho em Romanos 8:1,5-9:

1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.
6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

O fruto é bom, quando a árvore é boa. Esse é o princípio bíblico. Não se pode colher uvas de um espinheiro. Jesus nos disse que pelos frutos conheceremos as árvores. E toda planta que o Pai não plantou será arrancada (Mt 15:13). Um crente que foi salvo é uma planta que o Pai Celestial plantou. Essa não será arrancada.

O que nos confunde é que não temos a capacidade de identificar quem é verdadeiramente salvo e quem é um crente nominal. Esse atributo não nos foi dado. A única dica que Jesus nos deu foi para observarmos os frutos e não os dons. Mas a maioria das pessoas só observa os dons espetaculares de um crente. Por isso, uma pessoa pode conviver vinte anos no meio cristão e ainda assim não ser salva. Isso é possível. Existem vários casos de pastores e teólogos famosos que não acreditavam em Jesus, até o dia em que tiveram uma verdadeira experiência de conversão e se entregam a Cristo. Outros continuaram incrédulos, mesmo tendo vários livros publicados e influenciado muitos.

Vejamos o caso de Judas Iscariotes. Ele recebeu autoridade para expulsar demônios, pregar o evangelho etc, mas não tinha fruto porque não era regenerado:

Mateus 10:1,7-8:
1 E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.
7 E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.

João 6:64:
“Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio. Quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar”.


João 6:70-71:
Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo. E isto dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão; porque este o havia de entregar, sendo um dos doze”.

Jesus afirma que escolheu doze apóstolos, mas um deles era um diabo. A palavra “Diabo” no grego significa “enganador”,  “caluniador”,  “falso”,  “mentiroso”.

Jesus afirmou em outras situações que Judas não era um verdadeiro convertido:

João 13:10-11: “Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos”.


Quem está lavado, ou seja, foi regenerado, não precisa ser lavado novamente senão os pés. Lavar os pés significa que precisamos confessar esses pecados que cometemos no dia a dia por causa de nossa natureza contaminada. É por isso que o Senhor transformará esse corpo corrompido em um corpo glorioso, e então, não seremos mais atingidos pelo pecado.

IV – AS SUPOSTAS PERDAS DA SALVAÇÃO

Muitos que defendem a perda da salvação argumentam com esse trecho: “Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida” (Ap 2:10).

Precisamos entender que, quando a Bíblia se refere a um grupo, por exemplo, uma igreja local, quase sempre existirá no meio desse grupo dois subgrupos, um fiel e outro infiel. A explicação é a seguinte: Jesus está falando a várias igrejas locais, no sentido de grupo, e dentro de cada uma há pessoas arrependidas e outras que precisam se arrepender. Os vencedores serão aqueles que se arrependerem, e o castigo será para os que não se arrependerem. Observe também que Jesus está se referindo às obras dessas igrejas, parte elogiando e parte repreendendo. Basta conferir as expressões usadas a seguir e verá quando ele fala para um grupo errado dentro de cada igreja:

"porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão" (Ap 2:14);
"tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas" (Ap 2:15);
"Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco" (Ap 3:4).

Só conseguirá ser fiel até o fim quem tiver o Espírito Santo, ou seja, quem realmente nasceu de novo e foi selado com o Espírito. Quem está numa igreja confiando em sua religiosidade não resistirá.

Vejamos agora outro trecho usado para provar que o crente perde a salvação:

II Pedro 2:21-22:
21 Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22 Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.

A explicação é a seguinte: No início do capítulo 2, Pedro está se referindo a falsos crentes que mesmo eles tendo recebido o conhecimento da verdade não se converteram, eram sanguessugas no meio cristão, assim como Judas, aproveitaram as bênçãos enquanto podiam e depois voltaram ao seu estado inicial. O cão volta pro vômito porque ele continua cão, a porca lavada volta pra lama porque continua uma porca. A natureza não mudou, mas quem nasceu de novo pelo Espírito sua natureza é de ovelha. Uma ovelha mesmo que passe pela lama não fica na lama, pois não suporta ficar na lama.

Veja o que diz em 1 João 2:19:
“Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.

O mais famoso texto usado contra a segurança da Salvação é o de Hebreus 6:4-6:
4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo.
5 E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,
6 E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.

Mas, novamente eu esclareço que o texto se refere a crentes nominais, pois vejam o verso 7 e 8, que nos mostra o fruto da terra depois de receber a chuva, ou seja, mesmo recebendo bênçãos dos céus, representada pela chuva, só produziram espinhos e nada proveitoso:
7 Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus;
8 Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

Todo o contexto da carta aos Hebreus se refere a pessoas que não entraram no repouso espiritual por causa da incredulidade, mesmo participando e usufruindo tudo (Hb 3:19;4:2).

V – QUEM NASCEU DE NOVO DEUS NÃO MATA

Voltando ao nosso texto principal, vamos analisar o restante dos versos:

Romanos 8:9-11,14,16:
“9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10 E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
11 E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Quando Paulo fala à igreja de Roma, como um grupo, ele não tem certeza que todos estão salvos, é por isso que usa várias vezes a expressão “se”. Dessa forma ele confirma que aqueles que receberam o Espírito Santo tornaram-se filhos de Deus e possuem uma nova natureza e agem diferentemente. Jamais ele afirma que um filho de Deus morrerá novamente.

Provérbios 24:16 diz: “Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal”.

Em João 10:27-28, Jesus diz: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão".

Em João 5:24, Jesus diz: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida".

Quem nasceu de novo, pelo Espírito, não pode morrer de novo; senão Jesus precisaria voltar à terra para oferecer novamente a redenção pelos homens, morrer, ser crucificado e, isso é impossível, conforme a carta aos Hebreus afirma no capítulo 10. Em Hebreus nos diz que ele ofereceu uma eterna redenção (Hb 9:12). Se a perda da salvação ocorresse, significaria que o sangue de Jesus teria sido insuficiente e incapaz de prover a salvação e proteção eterna para aqueles que ele veio remir. Não há lógica nem fundamentação bíblica para isso.

CONCLUSÃO

A Segurança da salvação é um dos privilégios do crente. Quem tem a fé firmada em Jesus pode sentir-se tranquilo e seguro, e não precisa mais temer pelo destino eterno da sua alma.

A Segurança do cristão não está baseada em sua frágil capacidade pessoal. Seu fundamento seguro é a grandeza de Deus e o caráter imutável da sua aliança com os salvos.

A Segurança da salvação, porém, só é válida quando baseada no testemunho interno do Espírito Santo e na evidência de uma vida transformada.

Não se esqueça que o Diabo é enganador. Ele põe nas mentes das pessoas perdidas a tranquilidade de que por suas obras elas serão salvas. Dessa forma elas não percebem o seu estado de condenação. O Diabo também tem o prazer em deixar as pessoas salvas em dúvida. Por isso, toda vez que você tiver dúvida sobre nossa salvação, olhe para o autor e consumador da fé, Jesus Cristo, o nosso Senhor, pois ele lhe confortará em toda a tribulação.

Amém!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Importância da Música

INTRODUÇÃO
A música sempre esteve presente entre o povo de Deus em todas as gerações, tanto nos relatos do Antigo Testamento com os Judeus, como nos relatos do Novo Testamento com a Igreja.


A música não é a única maneira de se louvar a Deus, entretanto é uma das mais belas expressões de louvor. A música mexe conosco e agrada muitíssimo a Deus.


A Bíblia está repleta de exemplos onde a música, cantata ou tocada, foi utilizada como expressão de amor e devoção a Deus.


Neste estudo aprenderemos três coisas importantes a respeito da música.


I – A MÚSICA COMO LOUVOR E ADORAÇÃO


Está escrito em I Reis 4:32 que Salomão produziu mil e cinco (1005) cânticos e, o livro de “Cantares de Salomão” ou “Cânticos dos Cânticos” é considerado o melhor deles, pois é isso que significa o nome "Cânticos dos Cânticos". E, por incrível que pareça, esse cântico exalta o amor entre um homem e uma mulher. Por causa disso, esse livro foi alvo de inúmeros questionamentos quanto à sua inspiração e utilidade dele na Bíblia. Isso foi problema somente para as mentes daqueles que achavam que o amor verdadeiro de um homem e uma mulher era pecado.


Nos Salmos, encontramos diversos hinos classificados de diversas formas:
a) Cânticos de vitória: que louvam a Deus por suas vitórias sobre as nações (Sl 68);
b) Hinos processionais: cantados enquanto os adoradores moviam-se para a área do templo (Sl 24);
c) Cânticos de Sião, que louvam a Deus, referindo-se especificamente à sua presença em Sião (Sl 48); (Sião = monte de Jerusalém, também outro nome para Jerusalém)
d) Cânticos do Reinado do Senhor: que começam com as palavras “Reina o Senhor” (Sl 99);
e) Hinos de aleluia: que começam ou terminam com “Louvai ao Senhor" (hb. Halleluyah) (Sl 146);
No Novo Testamento também está repleto de cânticos de louvor. Por incrível que pareça, várias passagens bíblicas que conhecemos são na realidade trechos de hinos usados na Igreja Primitiva:
a) Em Filipenses 2:6-11, encontra-se o chamado “hino de Filipenses”. Nesse hino, encontramos um breve esboço dos dados cristológicos básicos:
  1. ele se humilha
  2. assume a forma de servo
  3. torna-se homem
  4. morre numa cruz
  5. é exaltado e recebe um nome acima de qualquer outro
b) Hinos de Revelação. O livro de Apocalipse também contém muitos hinos. Nos capítulos 4 e 5, os vinte e quatro anciãos formam um coro que canta muitos hinos de louvor a Deus. Depois, os quatros seres viventes começam a música cantando “Santo, Santo, Santo” e depois seguem três hinos que começam com a palavra “Digno” (Ap 4:10-11; Ap 5:8-12).


c) O hino na carta a Timóteo. Em I Timóteo 3:16 encontramos um hino que contém um ensino cristológico bem antigo da igreja. A igreja primitiva usou muito desses hinos para ensinar e treinar seus membros. A partir desses hinos a igreja desenvolveu seus primeiros credos.


Assim, em um hino simples, a igreja podia ensinar alguns dos aspectos mais importantes da fé em Cristo. As passagens refletem hinos de fé, usados para treinamento e ensino.


II – A MÚSICA COMO EDIFICAÇÃO DA IGREJA
Como acabamos de ver, a igreja sempre usou esse recurso da música para facilitar o aprendizado dos crentes. A música é uma forma simples e eficiente para se decorar textos. Muitos professores usam esse método para ensinar seus alunos de cursinhos e acabam se tornam famosos por causa disso. Muitas professoras da escola infantil ensinam as crianças por meio da música.


O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios (Ef 5:19) como também em sua carta aos Colossenses (Cl 3:16) recomenda aos irmãos que falem entre eles com salmos, hinos, cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor.


Observamos que a música sempre esteve presente, e era uma recomendação apostólica para toda a igreja.


III – A MÚSICA COMO UM BOM TESTEMUNHO


A bíblia nos mostra que a música foi usada várias vezes como um bom testemunho da presença de Deus. Em certa ocasião Davi foi chamado pelo Rei Saul para que tocasse. E Toda vez que o Rei estava perturbado por um espírito maligno, Davi tocava e, o espírito maligno se retirava de Saul (1 Sm 16:23). Em outra ocasião o profeta Eliseu mandou chamar um músico e, quando o músico tocou, o poder do Senhor veio sobre Eliseu (II Reis 3:15).


O Apóstolo Paulo recomendou aos crentes em Corinto que usassem a música com entendimento, “com o espírito, mas também com entendimento” (I Coríntios 14:15), ou seja, sabendo o que está se fazendo, sem dar escândalo, tudo com decência e com ordem.


Infelizmente, não é bem isso que estamos vendo na igreja contemporânea. A igreja tem trazido para dentro do local de culto, costumes e trejeitos do mundanismo. Ritmos, danças, gestos e outras esquisitices, dando um péssimo testemunho para os que são de fora. Tudo isso em nome do evangelismo gospel para agradar os jovens do mundo e atraí-los para a igreja por meio do entretenimento. Evangelho não é isso. Evangelho não é encher um local com membros satisfeitos com as programações de shows.

As coisas não estão indo bem. Muitos crentes não sabem o que é o Evangelho, outros têm vergonha de falar de Jesus por medo de serem chamados de "fanáticos",  outros não têm vergonha de se comportarem de modo que escandalizam até os não crentes.


CONCLUSÃO


Gostaria de recapitular os três pontos que acabamos de refletir:
1ª - A música como meio de louvor e adoração a Deus. Continuemos a fazer isso com dedicação e amor, pois Deus se agrada dos frutos dos nossos lábios que confessam o seu nome (Hb 13:15).
2ª - A música como meio de edificar a igreja. Professores, regentes, coristas, e músicos em geral. Vamos imitar os crentes da igreja primitiva e ensinar trechos das Escrituras por meio da música.
3ª - A música como bom testemunho. Vamos realizar cantatas, corais, hinos espirituais, que possam trazer paz aos ouvintes e dar um bom testemunho a todos que ouvirem.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Enganados por REPREENDER e DETERMINAR

        A igreja moderna aprendeu a REPREENDER e a DETERMINAR em nome de Jesus qualquer coisa que veem pela frente. Veremos neste estudo que REPREENDER e DETERMINAR pode ser coisa do maligno.


       O povo cristão aprende muito rápido certas FRASES DE EFEITO e outras esquisitices inventadas por alguns líderes e, essas coisas, são disseminadas rapidamente como uma praga. Infelizmente muitos embarcam nessas novidades, mas, o conhecimento bíblico, o discernimento espiritual e o bom senso, são sempre os três elementos que normalmente faltam ao povo cristão para refutar as falsas doutrinas.


       O conceito de fé do cristão moderno está equivocado. Com a influência do PENSAMENTO POSITIVO e da NEUROLINGUISTICA, muitos cristãos estão usando técnicas e métodos que foram aprendidas com essas Filosofias do mundo e trazidas para dentro da igreja. Muitos líderes estão fazendo cursos de Psicologia, Psicanálise e técnicas de Auto-Ajuda, com o objetivo de aplicar essas técnicas na igreja. Não estou dizendo que seja pecado fazer um curso de Psicologia e Psicanálise, ou de qualquer outra área da ciência, mas o meu alerta é que alguns líderes estão trazendo essas técnicas como sendo "a nova revelação do Senhor para a igreja". Isso vem causando enormes transtornos às pessoas. Eles estão usando os fiéis como cobaias de suas experiências e teorias. O uso de hipnose, meditação oriental, mentalização, confissão positiva, indução psicológica, e outras esquisitices invadiram o meio evangélico.


       A Bíblia nos ensina que FÉ, é confiar em Deus de tal forma que, mesmo quando nossas orações não sejam respondidas como a gente deseja, devemos permanecer firmados na fidelidade ao Senhor, pois é Ele que sabe o que é melhor para nós. Porém, estamos vendo uma idéia de que o método usado na oração é o "segredo do sucesso". Dizem que, dependo da frase que você usou, a sua oração não tem poder. Então, a FÉ moderna passou a ser no MÉTODO (ou melhor, no MITO) e não no SENHOR.


       Independente da frase que você usou, ou, se a oração foi de feita de joelhos, ou num monte, ou com olhos fechados, ou com olhos abertos, ou com os braços pra cima, ou em voz baixa, ou em voz alta etc, isso não importa para Deus. Não importa o método, o que importa é a sua confiança Nele. O enfoque hoje é sempre dado no método da oração e não em Deus. Isso é um erro. É um desvio do conceito correto de Fé. Nós, seres humanos, temos uma forte tendência carnal em apegar-nos a mitos e amuletos. Muitos de nós, por fraqueza de nossa fé, acreditamos que Deus não nos atendeu foi por causa do método errado que usamos. Será mesmo? Por exemplo, será que para se alcançar uma graça de Deus eu tenho que orar sete vezes? Ou tem que ser no monte para ter efeito? Onde está escrito que Jesus e os apóstolos ensinaram isso?


       Vemos cristãos cometendo os mesmos erros do cristianismo medieval. Utilizam todos os tipos de amuletos e métodos com sendo “a verdade” e a “maneira certa” de se conseguir extrair alguma coisa de Deus. Eles dizem: “Se não for dessa maneira não funciona, não dá certo”. Por exemplo, as pessoas ficam presas às campanhas e correntes de orações de SETE SEXTAS-FEIRAS, ou da rosa amarela, ou do terço, ou do lenço ungido, ou do óleo etc. Eu pergunto: Isso tudo não é herança das religiões, seitas e misticismo? Nada disso tem haver com a verdade do Evangelho. A fé do cristão contemporâneo continua no MÉTODO e não em DEUS! Temos que confiar em Deus e não no MÉTODO!


       Muitas igrejas vivem mudando de método, criando religiosidades, mas não crescem espiritualmente. A cada mês inicia-se uma nova campanha. A cada ano cria-se uma nova “unção”. Tem unção do riso, do sopro, do sapateado, do soldado, e por aí vai. 

A Falsa Teologia do "Repreender"

       Hoje, qualquer enfermidade, ou problema que um cristão passa, logo vem um irmão ou irmã mandando você repreender esse mal. Eu pergunto: E se for um espinho na carne posto pelo Senhor como aconteceu com Paulo para que ele não se orgulhasse? A quem eu estaria repreendendo? O Senhor? Observe que Paulo não repreendeu. Ele orou PEDINDO por três vezes ao Senhor. E o Senhor disse: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (II Co 12:7-10).
 
       O apóstolo Paulo escreveu para Timóteo usar um pouco de vinho por causa de suas frequentes enfermidades do estômago (I Tm 5:23). Paulo também disse que deixou seu amigo Trófimo doente na cidade de Mileto (II Tm 4:20). Em nenhum momento Paulo ensina para os crentes "repreenderem" e "negarem" suas enfermidades, como muitos líderes andam ensinando aos evangélicos. Será que o apóstolo Paulo, escolhido por Jesus para trazer a verdade do Evangelho aos gentios, não sabia desse "segredo" tão importante para combater as doenças? Bem, eu também tenho problemas de estômago, e por diversas vezes eu fui questionado e pressionado por evangélicos do porquê dessa minha "falta de fé", por não ter "repreendido" essa enfermidade em minha vida.

        Observe no texto de Mateus capítulo 16, que Pedro tentou repreender o Senhor Jesus depois que Ele disse que sofreria, morreria e ressuscitaria. Mas foi o Senhor que o repreendeu, pois Pedro estava tentando a Jesus “ter compaixão de si mesmo”.
 
Exemplo bíblico em que a REPREENSÃO foi maligna: (Mateus 16:21-23)


"Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens".


       Não é exatamente isso que acontece quando nós falamos em suportar sofrimentos por Cristo? Vem logo um irmão te repreendendo e falando para você não aceitar isso. Os crentes modernos esqueceram que temos que glorificar ao Senhor também em épocas de crise. Basta lermos o Novo Testamento, e em especial as cartas de I Pedro e II Coríntios que nós encontraremos a instrução de suportar os sofrimentos glorificando o nome do Senhor, e não encontramos nada nessas cartas de que temos que repreender.

       Quando Judas (não o Iscariotes) escreveu sua carta, ele mencionou que o Arcanjo Miguel não ousou pronunciar palavras de juízo de maldição contra o diabo, mas disse: "O Senhor te repreenda!” (Jd 1:9). O arcanjo que é mais poderoso do que nós, não foi soberbo quando tratou com o diabo, e não usou de palavras difamatórias. Mas hoje o que temos visto são crentes “pisando na cabeça do diabo” e fazendo chacota do inimigo com suas músicas animadas. Judas afirma que essas pessoas "dizem mal do que não sabem" (Jd 1:10).

A Falsa Teologia do "Determinar"

       A outra mania do povo de Deus é de DETERMINAR. Quando eu comento algo com alguns crentes a respeito de um projeto ou uma bênção que desejo alcançar, logo vem a frase “determina irmão, em nome do Senhor”. Na TV, vejo alguns cristãos testemunhando que depois que “determinou” tudo aconteceu na vida deles. O que eu não vejo é essa doutrina na Bíblia. Vejamos que na carta de Tiago nos é alertado para tomarmos cuidado com esse tipo de presunção:

Exemplo bíblico em que DETERMINIAR é de origem maligna:
Tiago 4:13-16

13 Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;
14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
15 Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 Mas agora vos gloriais em vossas presunções: toda a glória tal como esta é maligna.
       O texto acima mostra que eu devo usar a expressão “se o Senhor quiser”, indicando submissão à vontade do Senhor e não à minha.

       No início da minha fé, ainda engatinhando e tomando leite, fui conversar com um irmão de uma denominação pentecostal e acabamos entrando no assunto sobre o batismo no Espírito Santo. Ele me exortava dizendo que eu deveria buscar o batismo do Espírito Santo e falar em línguas. Eu tentei explicar o meu entendimento sobre esse assunto e, que também já tinha pedido ao Senhor, durante um período de um ano ou mais que, SE FOSSE DA VONTADE DELE, e se realmente, a posição pentecostal estivesse correta, ou seja, que TODOS somos “obrigados” a falar em línguas como testemunho do batismo do Espírito Santo, então que Ele me batizasse. Pedi ao Senhor uma resposta sobre o assunto independente de eu estar numa igreja tradicional, mas,  que se isso fosse A VERDADE, eu a aceitaria, pois viria Dele e não de nenhuma IMPOSIÇÃO denominacional, mesmo que isso significasse ter de mudar de denominação. Fui sincero com o Senhor em minha oração. O que eu não queria, era receber um falso “batismo em línguas” desses que se aprende por ouvir, como eu mesmo já pude constatar com vários irmãos que oram em línguas, pois repetem sempre as mesmas frases. A famosa frase do falar em línguas “RITA CANTA CHALAMANDUCAIA” já não era novidade para mim. Pois bem, depois que eu expliquei ao amigo sobre a minha oração e, de como eu vinha pedindo ao Senhor a confirmação, ele me disse que eu não havia recebido o batismo simplesmente porque eu usei a expressão “SE FOR DA TUA VONTADE", dizendo que eu destruí a minha fé quando a usei essa expressão "SE".

       Analisando essa teoria de que se usar o “SE” você destrói a fé, não encontrei respaldo bíblico, pois o próprio Senhor Jesus disse: “Pai, SE queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Em outra ocasião, um leproso se dirigiu ao Senhor e disse: “Senhor, SE quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra” (Mt 8:2-3). Então, não é o SE que atrapalha a oração. Mais uma vez eu vejo que muitos cristãos estão presos a métodos e não a Cristo. O problema disso é a influência maligna do PENSAMENTO POSITIVO na igreja contemporânea. Centenas de líderes evangélicos aprendem essas técnicas com o mundo e buscam textos fora de contexto para respaldar seus métodos, e não são honestos para mostrarem outros trechos da Bíblia que são contrários a esses métodos.

       Para entendermos melhor o que aconteceu com o conceito de FÉ com o passar dos tempos, vejamos o esquema abaixo:


a) HOMEM => FÉ => DEUS (conceito bíblico)


        O conceito bíblico de fé é confiar inteiramente em Deus, independente das circunstâncias. O alvo da fé é Deus. No Novo Testamento, não encontramos campanhas de oração das sete sextas-feiras, nem oração no monte porque é mais forte, nem rosa amarela, nem terços, nem medalhas milagrosas, nem penitências. Encontramos registros de crentes intercedendo com orações e súplicas, louvando e dando graças em nome do Senhor.


b) HOMEM => FÉ => FÉ (conceito religioso diabólico) 


       O conceito religioso de fé tem como alvo a própria fé, independente do que se crê. É por isso que o Brasil se tornou o maior celeiro religioso do mundo, pois o povo tem muita fé, mas  não tem o alvo certo. A frase predileta desse tipo é: “basta ter fé que está tudo bem”, ou seja, não precisa de Cristo, só precisa da fé. Com isso, muitos líderes religiosos montaram suas igrejas baseadas nesse conceito de fé. Infelizmente, muitas pessoas continuam sendo enganadas com essa metodologia.
 

c) HOMEM => FÉ => HOMEM (conceito ateísta diabólico) 


       Com o crescimento do ateísmo devido às decepções religiosas e, ao mesmo tempo, o crescimento da ciência, e de alguns cientistas que constantemente tentam provar a inexistência de Deus, o homem passou a ter a fé no próprio homem, ou seja, em seu intelecto. A frase predileta desse tipo é “o homem pode tudo, é só querer e determinar”. Um dos livros mais vendidos nos últimos anos foi "O Segredo" de Rhonda Byrne, que ensina a "Lei da atração". No meio evangélico esse livro foi adotado como um manual prático da fé. Pois bem, muitos líderes de igrejas foram buscar soluções para os problemas espirituais dos fiéis com cursos modernos na área do misticismo. Se as pessoas do mundo inteiro lessem o Novo Testamento com a mesma empolgação que leem esses livros, muitos teriam descoberto o verdadeiro segredo.


       Portanto, se você foi enganado com mais esse mito evangélico, peça perdão a Deus, e volte para a simplicidade do Evangelho de Jesus, orando com Fé Nele, que pode fazer tudo conforme o conselho de sua vontade.