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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um crente pode perder a salvação?

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).

No meio cristão existe uma divergência de opiniões a respeito da Segurança da Salvação. Até mesmo dentro de uma igreja local essa divergência acontece. Pretendo, neste estudo, passar o fundamento claro do porquê uma pessoa salva por Cristo jamais poderá perder sua salvação, e ainda, esclarecer alguns trechos das escrituras que sempre são usados contra esta doutrina.

A pergunta é sempre essa: “Pode um crente perder a sua salvação?”. Normalmente se houve a seguinte resposta: “Claro que se sim, pois seria muito fácil ser crente”.

Acredito que são duas as principais causas dessas divergências de opiniões. A primeira é devido à influência de programas evangélicos de diversas denominações que são assistidos por nossa geração. Outra razão é a movimentação muito grande de evangélicos entre as denominações. Uma pessoa aprende uma doutrina numa igreja e leva seus conceitos teológicos adquiridos para uma outra igreja e, com isso, as divergências vão surgindo numa igreja local.

Também quero alertar que um crente não deve crer numa determinada doutrina somente porque a sua denominação assim determina, mas que confirme se é assim mesmo, por meio de oração e muito estudo bíblico. Esse foi o elogio do apóstolo Paulo aos irmãos de Beréia, pois confirmavam tudo que o apóstolo pregava, conforme está registrado no livro de Atos 17:11. Observem que Paulo não ficou chateado por eles conferirem tudo, pelo contrário, os elogiou por isso. Todo crente precisa manejar bem a palavra da verdade, pois essa foi outra recomendação do apóstolo Paulo ao jovem Timóteo.

I – DICERNINDO "SALVAÇÃO" DE "GALARDÃO"

Realmente existem vários versículos que alertam os crentes a perseverarem na fé, a vigiarem, a tomarem cuidado para não cair etc. Mas existe uma certa confusão quando se trata de perda de recompensas (os galardões) de um crente, com a condenação de infiéis.

No trecho de I Coríntios 3:10-15, Paulo explica claramente que, se um crente verdadeiro, só produzir obras sem valor, comparadas a "madeira, feno e palha", esse crente será salvo, mas terá perdidos seus galardões (recompensas). Entretanto, um outro crente que produziiu obras de valor, comparadas a "ouro, prata, pedras preciosas" , esse crente receberá essas obras convertidas em recompensas. Isso é claro e justo. Imagine um crente que ficou em casa assistindo televisão a maior parte do tempo e não ajudou em nada no reino de Deus. Agora imagine um outro crente que se dedicou a ganhar almas e ajudar os outros. O princípio da plantação e da colheita é bem clara na Bíblia. Quem planta colhe (Gl 6:7; II Co 5:10; II Co 9:6). Jesus também nos ensinou isso por meio da parábola das minas (Lc 19:11-27).

Judas Iscariotes foi um crente que perdeu a salvação?

Muitos falam de Judas Iscariotes como um exemplo clássico de um crente que perdeu a salvação. Será mesmo que as Escrituras afirmam que Judas era um crente verdadeiro?

Primeiramente precisamos responder algumas perguntas básicas.

Pergunta: O que você fez para MERECER a sua SALVAÇÃO?

Resposta: NADA! Pois um pecador (transgressor da lei de Deus), pela Lei não merece a vida, e sim, a condenação. Mas, pela misericórdia de Deus você foi salvo. Então, se é por misericórdia, então você não mereceu, você ganhou. Isto é Graça. A Graça é um dom que você ganhou sem ter merecido. A salvação lhe foi oferecida e simplesmente você recebeu pela fé, não foi pelos seus méritos, nem por suas obras, nem por sua justiça própria, nem pelo seu bom comportamento cristão. A salvação é pela graça de Deus para que ninguém se glorie, é isso que a Bíblia deixa bem claro:

"Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por méritos de atos de justiça que houvéssemos praticado, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar da regeneração e da renovação realizados pelo Espírito Santo, que ele derramou amplamente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador; para que, justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna". (Tito 3:4-7).

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se orgulhe" (Ef 2:8-9)

Não há mérito na Fé. Alguns acham que “ter fé” é uma obra humana. A fé, por si só não pode salvar, porque ela depende do alvo. Quem salva é o alvo da fé e não simplesmente a fé. Observe que a escritura diz “por meio da fé”. Assim, a Fé é o meio para se receber a salvação, pois esta fé é um atributo que foi dado por Deus para usarmos com entendimento. Portanto, a Fé também é um dádiva de Deus.

Vamos exemplificar: alguém que foi salvo de um afogamento quando estava numa situação terrível, jamais afirma que foi salvo porque mereceu ou porque foi pelo seu esforço. Simplesmente afirma que se não fosse a outra pessoa, estaria morta. A vítima confiou totalmente sua vida em seu salvador. Isso é fé. Não houve mérito nenhum para o afogado. Sem o salvador, a vítima estaria perdida. Onde está o mérito do afogado? O máximo que ele fez foi confiar (fé) que o outro podia salvá-lo. O mérito está no salvador e não no afogado.

Jesus desceu para nos salvar porque já estávamos espiritualmente mortos em ofensas e pecados (Ef. 2.1). Um morto espiritual não pode salvar a si mesmo. Mas Deus pode, por sua graça, fazer um morto reviver. Nós não temos poder para fazer um morto ouvir, mas Deus pode. Jesus falou com Lázaro quando este estava morto e ele ouviu e saiu da tumba. O trabalho do Espírito Santo é fazer com que as pessoas espiritualmente mortas ouçam a Palavra de Deus e decidam entre viver ou continuar mortas.

II – UM SALVO NÃO MANTÊM SUA SALVAÇÃO POR OBRAS

Pergunta: O que você faz para manter a sua Salvação? Será que são as suas obras? 

Se você entende que para receber a salvação você precisou da fé, e, que você foi SELADO com o Espírito Santo para o dia da redenção, (Ef 1:13;4:30),  como agora você acha que para manter a sua salvação você precisa de suas obras? Se você pensa assim, então Cristo morreu em vão (Gl 2:21). As suas boas obras devem refletir a sua fé em Deus. Elas não são a causa da sua salvação.

Se você tentar vencer Satanás por sua própria força, perderá a luta. Se você tentar vencer o pecado por sua própria força, perderá também. A nossa força vem do Senhor, pela total confiança Nele.

Você só vence tudo isso, se você nascer de novo. E você só nasce de novo se receber a Cristo no seu coração sem medo do que ele possa fazer com você. Se você não permitiu que Cristo tomasse de conta de todo o seu ser e, deixou um lugarzinho escondido que ninguém entra, então, você não se entregou por completo. Ainda falta algo. Eu pergunto: Será que existe ainda alguma parte em seu coração que Jesus ainda não tocou? Será que você está tentando esconder de Cristo uma parte de sua vida? Saiba que isso não vai dar certo.

Vejamos o que o Apóstolo Paulo escreveu para os irmãos da Galácia:

“Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gl 3:2-3).

“Aquele que vos dá o Espírito, e que realiza milagres entre vós, será que o faz pelas obras da lei, ou pela fé naquilo que ouvistes?” (Gl 3:5).

Vamos exemplificar: Você paga uma dívida duas vezes? Jesus pagou a sua dívida na cruz e, depois de estar paga você ainda quer tentar aliviá-la com as suas obras?

Vejamos: vamos supor que você devesse uma quantia impossível de pagar, por exemplo, "Um Bilhão de dólares”. Alguém aparece lhe oferecendo para quitar a sua dívida, sem lhe cobrar nada. Depois de você aceitar, sua dívida é quitada. Pois bem, eu pergunto: adiantaria você dar “Um Real” para aliviar a dívida que já foi paga?

Tem gente querendo aliviar uma dívida que Jesus já pagou! A palavra imputada significa creditada. A bíblia diz que pela fé, a justiça de Cristo nos foi imputada (Romanos cap 4). O coração humano tem enraizado a idéia de que deve fazer algo para tornar-se merecedor da Salvação. As obras do crente devem ser feitas para glorificar o Senhor e não para comprar a Salvação (Ef 2:10; Mt 5:16).

III - PELOS FRUTOS CONHECEREIS A ÁRVORE

Surge uma pergunta: Por que a Bíblia nos aconselha a perseverar, vigiar, etc?

A resposta é simples. É uma questão prática. Nós somos alertados para crescermos em santificação, senão atrairemos dezenas de males, e isso Deus não deseja que passemos (I Co 11:30-32). Todo pecado traz consequências ruins até para um crente salvo. Quem semeia na carne colhe corrupção, quem semeia no espírito colhe vida eterna. Quem semeia no Espírito é porque está com o Espírito, quem semeia na carne é porque ainda está na carne. Vejamos o trecho em Romanos 8:1,5-9:

1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.
6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

O fruto é bom, quando a árvore é boa. Esse é o princípio bíblico. Não se pode colher uvas de um espinheiro. Jesus nos disse que pelos frutos conheceremos as árvores. E toda planta que o Pai não plantou será arrancada (Mt 15:13). Um crente que foi salvo é uma planta que o Pai Celestial plantou. Essa não será arrancada.

O que nos confunde é que não temos a capacidade de identificar quem é verdadeiramente salvo e quem é um crente nominal. Esse atributo não nos foi dado. A única dica que Jesus nos deu foi para observarmos os frutos e não os dons. Mas a maioria das pessoas só observa os dons espetaculares de um crente. Por isso, uma pessoa pode conviver vinte anos no meio cristão e ainda assim não ser salva. Isso é possível. Existem vários casos de pastores e teólogos famosos que não acreditavam em Jesus, até o dia em que tiveram uma verdadeira experiência de conversão e se entregam a Cristo. Outros continuaram incrédulos, mesmo tendo vários livros publicados e influenciado muitos.

Vejamos o caso de Judas Iscariotes. Ele recebeu autoridade para expulsar demônios, pregar o evangelho etc, mas não tinha fruto porque não era regenerado:

Mateus 10:1,7-8:
1 E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.
7 E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.

João 6:64:
“Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio. Quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar”.


João 6:70-71:
Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo. E isto dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão; porque este o havia de entregar, sendo um dos doze”.

Jesus afirma que escolheu doze apóstolos, mas um deles era um diabo. A palavra “Diabo” no grego significa “enganador”,  “caluniador”,  “falso”,  “mentiroso”.

Jesus afirmou em outras situações que Judas não era um verdadeiro convertido:

João 13:10-11: “Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos”.


Quem está lavado, ou seja, foi regenerado, não precisa ser lavado novamente senão os pés. Lavar os pés significa que precisamos confessar esses pecados que cometemos no dia a dia por causa de nossa natureza contaminada. É por isso que o Senhor transformará esse corpo corrompido em um corpo glorioso, e então, não seremos mais atingidos pelo pecado.

IV – AS SUPOSTAS PERDAS DA SALVAÇÃO

Muitos que defendem a perda da salvação argumentam com esse trecho: “Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida” (Ap 2:10).

Precisamos entender que, quando a Bíblia se refere a um grupo, por exemplo, uma igreja local, quase sempre existirá no meio desse grupo dois subgrupos, um fiel e outro infiel. A explicação é a seguinte: Jesus está falando a várias igrejas locais, no sentido de grupo, e dentro de cada uma há pessoas arrependidas e outras que precisam se arrepender. Os vencedores serão aqueles que se arrependerem, e o castigo será para os que não se arrependerem. Observe também que Jesus está se referindo às obras dessas igrejas, parte elogiando e parte repreendendo. Basta conferir as expressões usadas a seguir e verá quando ele fala para um grupo errado dentro de cada igreja:

"porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão" (Ap 2:14);
"tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas" (Ap 2:15);
"Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco" (Ap 3:4).

Só conseguirá ser fiel até o fim quem tiver o Espírito Santo, ou seja, quem realmente nasceu de novo e foi selado com o Espírito. Quem está numa igreja confiando em sua religiosidade não resistirá.

Vejamos agora outro trecho usado para provar que o crente perde a salvação:

II Pedro 2:21-22:
21 Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22 Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.

A explicação é a seguinte: No início do capítulo 2, Pedro está se referindo a falsos crentes que mesmo eles tendo recebido o conhecimento da verdade não se converteram, eram sanguessugas no meio cristão, assim como Judas, aproveitaram as bênçãos enquanto podiam e depois voltaram ao seu estado inicial. O cão volta pro vômito porque ele continua cão, a porca lavada volta pra lama porque continua uma porca. A natureza não mudou, mas quem nasceu de novo pelo Espírito sua natureza é de ovelha. Uma ovelha mesmo que passe pela lama não fica na lama, pois não suporta ficar na lama.

Veja o que diz em 1 João 2:19:
“Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”.

O mais famoso texto usado contra a segurança da Salvação é o de Hebreus 6:4-6:
4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo.
5 E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,
6 E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.

Mas, novamente eu esclareço que o texto se refere a crentes nominais, pois vejam o verso 7 e 8, que nos mostra o fruto da terra depois de receber a chuva, ou seja, mesmo recebendo bênçãos dos céus, representada pela chuva, só produziram espinhos e nada proveitoso:
7 Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus;
8 Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

Todo o contexto da carta aos Hebreus se refere a pessoas que não entraram no repouso espiritual por causa da incredulidade, mesmo participando e usufruindo tudo (Hb 3:19;4:2).

V – QUEM NASCEU DE NOVO DEUS NÃO MATA

Voltando ao nosso texto principal, vamos analisar o restante dos versos:

Romanos 8:9-11,14,16:
“9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10 E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
11 E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Quando Paulo fala à igreja de Roma, como um grupo, ele não tem certeza que todos estão salvos, é por isso que usa várias vezes a expressão “se”. Dessa forma ele confirma que aqueles que receberam o Espírito Santo tornaram-se filhos de Deus e possuem uma nova natureza e agem diferentemente. Jamais ele afirma que um filho de Deus morrerá novamente.

Provérbios 24:16 diz: “Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal”.

Em João 10:27-28, Jesus diz: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão".

Em João 5:24, Jesus diz: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida".

Quem nasceu de novo, pelo Espírito, não pode morrer de novo; senão Jesus precisaria voltar à terra para oferecer novamente a redenção pelos homens, morrer, ser crucificado e, isso é impossível, conforme a carta aos Hebreus afirma no capítulo 10. Em Hebreus nos diz que ele ofereceu uma eterna redenção (Hb 9:12). Se a perda da salvação ocorresse, significaria que o sangue de Jesus teria sido insuficiente e incapaz de prover a salvação e proteção eterna para aqueles que ele veio remir. Não há lógica nem fundamentação bíblica para isso.

CONCLUSÃO

A Segurança da salvação é um dos privilégios do crente. Quem tem a fé firmada em Jesus pode sentir-se tranquilo e seguro, e não precisa mais temer pelo destino eterno da sua alma.

A Segurança do cristão não está baseada em sua frágil capacidade pessoal. Seu fundamento seguro é a grandeza de Deus e o caráter imutável da sua aliança com os salvos.

A Segurança da salvação, porém, só é válida quando baseada no testemunho interno do Espírito Santo e na evidência de uma vida transformada.

Não se esqueça que o Diabo é enganador. Ele põe nas mentes das pessoas perdidas a tranquilidade de que por suas obras elas serão salvas. Dessa forma elas não percebem o seu estado de condenação. O Diabo também tem o prazer em deixar as pessoas salvas em dúvida. Por isso, toda vez que você tiver dúvida sobre nossa salvação, olhe para o autor e consumador da fé, Jesus Cristo, o nosso Senhor, pois ele lhe confortará em toda a tribulação.

Amém!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Importância da Música

INTRODUÇÃO
A música sempre esteve presente entre o povo de Deus em todas as gerações, tanto nos relatos do Antigo Testamento com os Judeus, como nos relatos do Novo Testamento com a Igreja.


A música não é a única maneira de se louvar a Deus, entretanto é uma das mais belas expressões de louvor. A música mexe conosco e agrada muitíssimo a Deus.


A Bíblia está repleta de exemplos onde a música, cantata ou tocada, foi utilizada como expressão de amor e devoção a Deus.


Neste estudo aprenderemos três coisas importantes a respeito da música.


I – A MÚSICA COMO LOUVOR E ADORAÇÃO


Está escrito em I Reis 4:32 que Salomão produziu mil e cinco (1005) cânticos e, o livro de “Cantares de Salomão” ou “Cânticos dos Cânticos” é considerado o melhor deles, pois é isso que significa o nome "Cânticos dos Cânticos". E, por incrível que pareça, esse cântico exalta o amor entre um homem e uma mulher. Por causa disso, esse livro foi alvo de inúmeros questionamentos quanto à sua inspiração e utilidade dele na Bíblia. Isso foi problema somente para as mentes daqueles que achavam que o amor verdadeiro de um homem e uma mulher era pecado.


Nos Salmos, encontramos diversos hinos classificados de diversas formas:
a) Cânticos de vitória: que louvam a Deus por suas vitórias sobre as nações (Sl 68);
b) Hinos processionais: cantados enquanto os adoradores moviam-se para a área do templo (Sl 24);
c) Cânticos de Sião, que louvam a Deus, referindo-se especificamente à sua presença em Sião (Sl 48); (Sião = monte de Jerusalém, também outro nome para Jerusalém)
d) Cânticos do Reinado do Senhor: que começam com as palavras “Reina o Senhor” (Sl 99);
e) Hinos de aleluia: que começam ou terminam com “Louvai ao Senhor" (hb. Halleluyah) (Sl 146);
No Novo Testamento também está repleto de cânticos de louvor. Por incrível que pareça, várias passagens bíblicas que conhecemos são na realidade trechos de hinos usados na Igreja Primitiva:
a) Em Filipenses 2:6-11, encontra-se o chamado “hino de Filipenses”. Nesse hino, encontramos um breve esboço dos dados cristológicos básicos:
  1. ele se humilha
  2. assume a forma de servo
  3. torna-se homem
  4. morre numa cruz
  5. é exaltado e recebe um nome acima de qualquer outro
b) Hinos de Revelação. O livro de Apocalipse também contém muitos hinos. Nos capítulos 4 e 5, os vinte e quatro anciãos formam um coro que canta muitos hinos de louvor a Deus. Depois, os quatros seres viventes começam a música cantando “Santo, Santo, Santo” e depois seguem três hinos que começam com a palavra “Digno” (Ap 4:10-11; Ap 5:8-12).


c) O hino na carta a Timóteo. Em I Timóteo 3:16 encontramos um hino que contém um ensino cristológico bem antigo da igreja. A igreja primitiva usou muito desses hinos para ensinar e treinar seus membros. A partir desses hinos a igreja desenvolveu seus primeiros credos.


Assim, em um hino simples, a igreja podia ensinar alguns dos aspectos mais importantes da fé em Cristo. As passagens refletem hinos de fé, usados para treinamento e ensino.


II – A MÚSICA COMO EDIFICAÇÃO DA IGREJA
Como acabamos de ver, a igreja sempre usou esse recurso da música para facilitar o aprendizado dos crentes. A música é uma forma simples e eficiente para se decorar textos. Muitos professores usam esse método para ensinar seus alunos de cursinhos e acabam se tornam famosos por causa disso. Muitas professoras da escola infantil ensinam as crianças por meio da música.


O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios (Ef 5:19) como também em sua carta aos Colossenses (Cl 3:16) recomenda aos irmãos que falem entre eles com salmos, hinos, cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor.


Observamos que a música sempre esteve presente, e era uma recomendação apostólica para toda a igreja.


III – A MÚSICA COMO UM BOM TESTEMUNHO


A bíblia nos mostra que a música foi usada várias vezes como um bom testemunho da presença de Deus. Em certa ocasião Davi foi chamado pelo Rei Saul para que tocasse. E Toda vez que o Rei estava perturbado por um espírito maligno, Davi tocava e, o espírito maligno se retirava de Saul (1 Sm 16:23). Em outra ocasião o profeta Eliseu mandou chamar um músico e, quando o músico tocou, o poder do Senhor veio sobre Eliseu (II Reis 3:15).


O Apóstolo Paulo recomendou aos crentes em Corinto que usassem a música com entendimento, “com o espírito, mas também com entendimento” (I Coríntios 14:15), ou seja, sabendo o que está se fazendo, sem dar escândalo, tudo com decência e com ordem.


Infelizmente, não é bem isso que estamos vendo na igreja contemporânea. A igreja tem trazido para dentro do local de culto, costumes e trejeitos do mundanismo. Ritmos, danças, gestos e outras esquisitices, dando um péssimo testemunho para os que são de fora. Tudo isso em nome do evangelismo gospel para agradar os jovens do mundo e atraí-los para a igreja por meio do entretenimento. Evangelho não é isso. Evangelho não é encher um local com membros satisfeitos com as programações de shows.

As coisas não estão indo bem. Muitos crentes não sabem o que é o Evangelho, outros têm vergonha de falar de Jesus por medo de serem chamados de "fanáticos",  outros não têm vergonha de se comportarem de modo que escandalizam até os não crentes.


CONCLUSÃO


Gostaria de recapitular os três pontos que acabamos de refletir:
1ª - A música como meio de louvor e adoração a Deus. Continuemos a fazer isso com dedicação e amor, pois Deus se agrada dos frutos dos nossos lábios que confessam o seu nome (Hb 13:15).
2ª - A música como meio de edificar a igreja. Professores, regentes, coristas, e músicos em geral. Vamos imitar os crentes da igreja primitiva e ensinar trechos das Escrituras por meio da música.
3ª - A música como bom testemunho. Vamos realizar cantatas, corais, hinos espirituais, que possam trazer paz aos ouvintes e dar um bom testemunho a todos que ouvirem.