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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Importância da Música

INTRODUÇÃO
A música sempre esteve presente entre o povo de Deus em todas as gerações, tanto nos relatos do Antigo Testamento com os Judeus, como nos relatos do Novo Testamento com a Igreja.


A música não é a única maneira de se louvar a Deus, entretanto é uma das mais belas expressões de louvor. A música mexe conosco e agrada muitíssimo a Deus.


A Bíblia está repleta de exemplos onde a música, cantata ou tocada, foi utilizada como expressão de amor e devoção a Deus.


Neste estudo aprenderemos três coisas importantes a respeito da música.


I – A MÚSICA COMO LOUVOR E ADORAÇÃO


Está escrito em I Reis 4:32 que Salomão produziu mil e cinco (1005) cânticos e, o livro de “Cantares de Salomão” ou “Cânticos dos Cânticos” é considerado o melhor deles, pois é isso que significa o nome "Cânticos dos Cânticos". E, por incrível que pareça, esse cântico exalta o amor entre um homem e uma mulher. Por causa disso, esse livro foi alvo de inúmeros questionamentos quanto à sua inspiração e utilidade dele na Bíblia. Isso foi problema somente para as mentes daqueles que achavam que o amor verdadeiro de um homem e uma mulher era pecado.


Nos Salmos, encontramos diversos hinos classificados de diversas formas:
a) Cânticos de vitória: que louvam a Deus por suas vitórias sobre as nações (Sl 68);
b) Hinos processionais: cantados enquanto os adoradores moviam-se para a área do templo (Sl 24);
c) Cânticos de Sião, que louvam a Deus, referindo-se especificamente à sua presença em Sião (Sl 48); (Sião = monte de Jerusalém, também outro nome para Jerusalém)
d) Cânticos do Reinado do Senhor: que começam com as palavras “Reina o Senhor” (Sl 99);
e) Hinos de aleluia: que começam ou terminam com “Louvai ao Senhor" (hb. Halleluyah) (Sl 146);
No Novo Testamento também está repleto de cânticos de louvor. Por incrível que pareça, várias passagens bíblicas que conhecemos são na realidade trechos de hinos usados na Igreja Primitiva:
a) Em Filipenses 2:6-11, encontra-se o chamado “hino de Filipenses”. Nesse hino, encontramos um breve esboço dos dados cristológicos básicos:
  1. ele se humilha
  2. assume a forma de servo
  3. torna-se homem
  4. morre numa cruz
  5. é exaltado e recebe um nome acima de qualquer outro
b) Hinos de Revelação. O livro de Apocalipse também contém muitos hinos. Nos capítulos 4 e 5, os vinte e quatro anciãos formam um coro que canta muitos hinos de louvor a Deus. Depois, os quatros seres viventes começam a música cantando “Santo, Santo, Santo” e depois seguem três hinos que começam com a palavra “Digno” (Ap 4:10-11; Ap 5:8-12).


c) O hino na carta a Timóteo. Em I Timóteo 3:16 encontramos um hino que contém um ensino cristológico bem antigo da igreja. A igreja primitiva usou muito desses hinos para ensinar e treinar seus membros. A partir desses hinos a igreja desenvolveu seus primeiros credos.


Assim, em um hino simples, a igreja podia ensinar alguns dos aspectos mais importantes da fé em Cristo. As passagens refletem hinos de fé, usados para treinamento e ensino.


II – A MÚSICA COMO EDIFICAÇÃO DA IGREJA
Como acabamos de ver, a igreja sempre usou esse recurso da música para facilitar o aprendizado dos crentes. A música é uma forma simples e eficiente para se decorar textos. Muitos professores usam esse método para ensinar seus alunos de cursinhos e acabam se tornam famosos por causa disso. Muitas professoras da escola infantil ensinam as crianças por meio da música.


O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios (Ef 5:19) como também em sua carta aos Colossenses (Cl 3:16) recomenda aos irmãos que falem entre eles com salmos, hinos, cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor.


Observamos que a música sempre esteve presente, e era uma recomendação apostólica para toda a igreja.


III – A MÚSICA COMO UM BOM TESTEMUNHO


A bíblia nos mostra que a música foi usada várias vezes como um bom testemunho da presença de Deus. Em certa ocasião Davi foi chamado pelo Rei Saul para que tocasse. E Toda vez que o Rei estava perturbado por um espírito maligno, Davi tocava e, o espírito maligno se retirava de Saul (1 Sm 16:23). Em outra ocasião o profeta Eliseu mandou chamar um músico e, quando o músico tocou, o poder do Senhor veio sobre Eliseu (II Reis 3:15).


O Apóstolo Paulo recomendou aos crentes em Corinto que usassem a música com entendimento, “com o espírito, mas também com entendimento” (I Coríntios 14:15), ou seja, sabendo o que está se fazendo, sem dar escândalo, tudo com decência e com ordem.


Infelizmente, não é bem isso que estamos vendo na igreja contemporânea. A igreja tem trazido para dentro do local de culto, costumes e trejeitos do mundanismo. Ritmos, danças, gestos e outras esquisitices, dando um péssimo testemunho para os que são de fora. Tudo isso em nome do evangelismo gospel para agradar os jovens do mundo e atraí-los para a igreja por meio do entretenimento. Evangelho não é isso. Evangelho não é encher um local com membros satisfeitos com as programações de shows.

As coisas não estão indo bem. Muitos crentes não sabem o que é o Evangelho, outros têm vergonha de falar de Jesus por medo de serem chamados de "fanáticos",  outros não têm vergonha de se comportarem de modo que escandalizam até os não crentes.


CONCLUSÃO


Gostaria de recapitular os três pontos que acabamos de refletir:
1ª - A música como meio de louvor e adoração a Deus. Continuemos a fazer isso com dedicação e amor, pois Deus se agrada dos frutos dos nossos lábios que confessam o seu nome (Hb 13:15).
2ª - A música como meio de edificar a igreja. Professores, regentes, coristas, e músicos em geral. Vamos imitar os crentes da igreja primitiva e ensinar trechos das Escrituras por meio da música.
3ª - A música como bom testemunho. Vamos realizar cantatas, corais, hinos espirituais, que possam trazer paz aos ouvintes e dar um bom testemunho a todos que ouvirem.