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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Jesus e a salvação de um ladrão

Veja o texto: 

Um dos criminosos que ali estavam dependurados lançava-lhe insultos: “Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!” Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal”. Então ele disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”. Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. (Lucas 23:39-43). 
Comentário: 

      O relato da crucificação de Jesus entre os dois ladrões me faz meditar em algumas questões relacionadas à Graça de Deus. Eles não podiam se mexer, exceto a cabeça de um lado para o outro. Um dos ladrões olhou para Jesus e lhe pediu que lembrasse dele. Esse ladrão não pôde realizar algumas coisas que normalmente "se exige" para comprovar uma conversão: não foi batizado; não levantou a mão para “tomar uma decisão”; não teve tempo de virar “crente”, nem “católico”, nem "espírita”. Também não teve de imitar os trejeitos de um grupo para ser “aprovado por Deus”, nem se vinculou ao rol de membros de uma igreja... É óbvio, pois estava pregado numa cruz... Simplesmente ele creu! Ele tinha a convicção que Jesus era um Rei e tinha um reino, pois se dirigiu ao Senhor dizendo: "quando entrares no teu Reino”. Também reconheceu que estava sendo punido como consequência de suas atitudes durante sua vida e reconheceu que Jesus “não cometeu nenhum mal”. Ele não ousou blasfemar como o outro fez. Para a sociedade daquela época, como a de agora, esse indivíduo "não tinha mais jeito".
      O que me alegra é que somente a Graça de Deus foi suficiente. Quantas vezes ficamos preocupados ou até mesmo desesperados para saber se algum parente ou amigo foi para o céu ou para o inferno? Isso não nos compete, mas precisamos entender que Deus é Deus! Ele pode tudo! Ele sabe tudo! Mas, a mente religiosa e julgadora afirma que o indivíduo foi para o inferno. A lógica religiosa funciona mais ou menos assim: "esse aí não se adequou aos requisitos do nosso grupo, então vai se danar". Porém, o ladrão teve seu encontro com o Senhor e simplesmente pediu da forma mais simples e humilde. Com certeza ele ouviu falar de Jesus durante a sua vida de pecado. Do contrário, não teria se referido ao Senhor daquela forma. Aqui aprendemos que Jesus salva independente de regras e doutrinas. O outro ladrão (o sarcástico) simplesmente demonstrou aquilo que já estava em seu coração. Zombou de Jesus e duvidou que ele pudesse sair daquela cruz. Mas com um detalhe... caso acontecesse, que o tirasse daquela situação, é claro!
      Penso que se esse trecho não tivesse sido registrado, muitos de nós teríamos afirmado categoricamente que “o ladrão foi para o inferno!”. As várias doutrinas e religiões o teriam julgado como alguém "que não teve jeito". Mas, a GRAÇA DE DEUS está registrada. Foi pela Graça que o ladrão foi salvo. Não por obras, nem por religião. Amém por isso! Isso me alegra profundamente. Ninguém pode negar o que está escrito. Simplesmente ele creu e foi salvo. Não importou a igreja, a denominação, o credo, o dogma, o ritual, os trejeitos, a vestimenta, o dinheiro, o batismo, a comida, o sábado, o dízimo. Só a fé em Jesus foi o suficiente. Graças a Deus!

Abraços. 

Lincoln Máximo Alves