Pesquisar este blog

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Estudos em Apocalipse - Aula 4


 
Apocalipse 1:6

“E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.

Nesse verso encontramos mais uma importante doutrina da Nova Aliança. É conhecida como “o Sacerdócio universal dos crentes”. Isso significa que todo crente em Jesus é um sacerdote, ou seja, além de Jesus, que é nosso sumo sacerdote eterno e perfeito, não há mais necessidade de outros mediadores, como acontecia na Antiga Aliança. Paulo afirma isto quando diz: “pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Timóteo 2:5). Há também referências sobre essa doutrina em 1 Pedro 2:5,9 que diz:
Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo [...] Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Mais adiante, em Apocalipse 20:6, quando é feita referência ao reinado de Cristo na terra por mil anos (conhecido como ‘o milênio’) está escrito:
Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos.

Há muitas igrejas e denominações cristãs que erradamente desenvolveram sua Teologia baseada mais no Velho Testamento do que no Novo. É por causa disso que encontramos divergências de culto e de organizações eclesiásticas. Algumas igrejas possuem a figura do líder como um sacerdote, e que somente este sacerdote possui um “poder especial” ou uma “unção” e uma “oração forte” para falar com Deus. Até mesmo a realização de determinados atos litúrgicos como o batismo, a ceia e os casamentos só podem ser feitos por eles. Pode-se convencionar isso por uma questão de organização, mas não como uma exigência bíblica. Isto é um costume e não uma doutrina do Novo Testamento. O Novo Testamento ensina que todos os crentes são servos, logo, todos são ministros de Cristo, pois a palavra ministério significa serviço.

Outras igrejas colocam diversos níveis de mediadores entre o homem e Deus como se isso fosse uma doutrina dos apóstolos. Mas, não é isso que o Novo Testamento ensina. Vejamos que na carta aos Hebreus diz:
“portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Lugar Santíssimo pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé [...]” (Hb 10:19-22).

No Novo testamento encontramos a explicação de que a igreja é como um corpo e a cabeça desse corpo é Jesus Cristo, ou seja, o líder. Este corpo é composto de membros e cada membro é importante para o corpo. Não há um membro mais especial do que o outro, e um membro depende do outro (1 Coríntios 12:12-31). Jesus falou aos seus discípulos que todos somos irmãos e que não deveríamos procurar ser superior aos outros e nem dominar sobre os outros como fazem os líderes desse mundo (Mateus 20:35-26). Jesus também alertou aos crentes que
“não devem ser chamados mestres; um só é o Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus. Tampouco vocês devem ser chamados ‘chefes’, porquanto vocês têm um só Chefe, o Cristo” (Mateus 23:8-10)

Concluindo o assunto sobre o sacerdócio do crente, entendemos que os dons espirituais são distribuídos pelo Espírito Santo para toda a igreja, e não para um clero. O Espírito Santo distribui os dons como quer, para edificação da igreja. Existem dons diferentes para tarefas diferentes, mas o Espírito é o mesmo. (1 Co 12:4-11). Como sacerdotes santos, oferecemos sacrifícios espirituais a Deus: nossa vida, nossos bens e nosso serviço. Como sacerdotes reais, proclamamos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Ao meditarmos sobre esse amor, somos levados a concluir que Deus é digno de toda glória, honra, adoração e louvor.

Apocalipse 1:7:

Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém. (Apocalipse 1:7).

O verso sete deixa claro que Jesus voltará da mesma forma que foi para os céus. Podemos conferir isto em Atos 1:9-11:

Tendo dito isso, foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles. E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: "Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir". (Atos 1:9-11)

Muita gente não crê na volta de Jesus. Até mesmo algumas denominações cristãs pregam isso. A maior esperança do cristão é o retorno de Jesus à terra e o cumprimento das profecias que faltam. A alegria será imensa para os que creram e ao mesmo tempo um desespero para os que não creram.

A expressão “até mesmo aqueles que o traspassaram” se refere ao povo judeu, que literalmente o crucificaram. No momento da vinda de Cristo o povo judeu reconhecerá que Jesus é o messias, e ficarão com profunda contrição por o terem rejeitado. Jesus afirmou que depois da tribulação ele aparecerá com poder e glória, vindo sobre as nuvens, e todos os povos se lamentarão (Mateus 24:30).

Apocalipse 1:8:

"Eu sou o Alfa e o Ômega", diz o Senhor Deus, "o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso".

Alfa e ômega são a primeira e a última letra do alfabeto grego, indicando que o Senhor Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. Ele é o dono do tempo e controla todas as coisas. Esta expressão aparece três vezes no livro de Apocalipse (1:8; 21:6 e 22:13). Algumas vezes atribuídas a Deus Pai e outras ao Filho. Também a expressão “o que é, o que era e o que há de vir” completa a ideia de eternidade e de domínio sobre tudo.

Apocalipse 1:9:

Eu, João, irmão e companheiro de vocês no sofrimento, no Reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

João afirmou que estava na ilha de Patmos sofrendo por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Registros históricos afirmam que os cristãos sofreram muito nas mãos dos imperadores romanos. Eles eram colocados frente a estátuas de deuses Greco-Romanos para que negassem Jesus Cristo como seu Senhor e Rei, e eram impelidos a se curvarem diante desses ídolos. Caso recusassem, eram imediatamente levados para execução ou então exilados na ilha de Patmos. Muitos crentes foram mortos por métodos terríveis. Alguns desses métodos eram o de passar óleo sobre o corpo e queimá-los vivos. Outros eram obrigados a sentarem numa cadeira de ferro incandescente, outros eram cerrados ao meio, e outros jogados aos leões para divertimento da plateia nas arenas dos gladiadores. “A resistência ao sofrimento foi considerada como reflexo do poder de Deus. Em resultado, quanto mais intensas eram as perseguições, mais aumentava o número de convertidos". (PILETTI e ARRUDA, Toda a História, pg 79).


Apocalipse 10-11:

No dia do Senhor achei-me no Espírito e ouvi por trás de mim uma voz forte, como de trombeta, que dizia: "Escreva num livro o que você vê e envie a estas sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia".

Algumas traduções trazem “fui arrebatado em espírito” ou “pelo Espírito” indicando que João entrou numa espécie de êxtase espiritual e teve as visões. Isto ocorreu no “dia do Senhor”, ou seja, nessa passagem é uma referência ao primeiro dia da semana, o dia da ressurreição. A igreja primitiva começou a se reunir no primeiro dia da semana não só por causa de ser o dia da ressurreição, mas porque o sábado passou a ser um dia perigoso, devido à perseguição dos judeus. No início, os cristãos iam às sinagogas dos judeus para ouvirem a Escritura e a pregarem quando convidados. Grande parte da liturgia da igreja foi herdada dos cultos das sinagogas.

João recebe a instrução de registrar as revelações num livro. Desde o inicio, Deus utilizou essa técnica para preservar suas Palavras. Os dez mandamentos foram escritos em pedra por Deus e dado a Moisés. Depois, Deus pediu para Moisés registrar o restante da Lei num livro e passar para Josué, e assim sucessivamente. O Novo Testamento possui mais de cinco mil cópias de manuscritos que foram espalhados pelos cristãos primitivos. No decorrer dos séculos Deus têm levantado pessoas tementes a Ele que se especializaram nas técnicas da crítica textual para nos garantirem que o que temos hoje é 99,99% fidedigno aos escritos originais. Muitos dizem assim: “a Bíblia foi escrita por homens”, querendo afirmar que isso é motivo suficiente para desacreditá-la. Mas certo pregador respondeu a essa afirmação: “você gostaria que fosse escrita por sapos?”. Paulo diz que Deus escolheu as coisas fracas para confundir os fortes (1 Coríntios 1:27-29). Todo aquele que estuda a Bíblia com seriedade e imparcialidade sabe que é impossível ao homem ter inventado e dito coisas que Jesus disse.

As igrejas que João foi instruído a escrever existiam perto da ilha de Patmos e faziam parte da região da Ásia. Alguns estudiosos acreditam que essas igrejas representam as épocas da igreja até os nossos dias. Outros entendem que essas mensagens foram dirigidas exclusivamente para elas e têm pouca importância para nós. De uma forma ou de outra precisamos aprender com tudo o que está escrito, pois são Palavras de Deus. Mesmo que sejam mensagens direcionadas e específicas, precisamos aprender com os erros deles e aguardar também as bênçãos prometidas aos vencedores.