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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Seguir a Jesus Sem Religião




Jesus combateu os líderes religiosos de sua época com muita firmeza; eles eram falsos, impunham suas regras moralistas e policiavam as pessoas; se sentiam superiores e rejeitavam os “pecadores”, se esqueciam da misericórdia, da fé e da justiça.

Eles tinham aparência de justos e Jesus os chamou de hipócritas, raça de víboras e filhos do Diabo. A religião cristã dos nossos dias, seja ela católica ou evangélica, está em pior situação que a religião dos dias de Jesus. O que impera é a hipocrisia, o moralismo, o controle da vida alheia, o orgulho teológico, o comércio e a corrupção.

O convite de Jesus a cada um continua sendo simples: SIGA-ME!

Seguir a Jesus é receber o amor dele e amá-lo! É ir com ele pelo Caminho; é por o pé na estrada e não olhar para trás; seguir a Jesus é continuar caminhando a cada dia, aprendendo com ele, ouvindo sua voz cheia de ternura e misericórdia!

Seguir a Jesus é ir no caminho do amor, da compaixão e da da graça, que é favor imerecido. Seguir a Jesus é ir abraçando os pecadores pela estrada, é ir sem pedras nas mãos, é ir perdoando e sendo perdoado, é ir chorando ou rindo sempre olhando para Ele!

Seguir a Jesus é ir sem o fardo dos pecados ou da religião; é apenas ir ao lado daqueles que também decidiram ir por onde Ele for e o vento do Espírito levar!

É ir com ele até a cruz, onde os pecados foram encravados; seguir a Jesus é abraçar esta Graça que perdoa e aceita; seguir a Jesus é celebrar a ressurreição, a vitória sobre a morte!

Se você quer seguir a Jesus, sem os pesos mortos da religião, se você quer seguir a Jesus por nada porque Ele é TUDO em sua vida, junte-se a nós! Somos todos pecadores, seguindo a Jesus por termos sido atraídos pelo amor dele!

Em Cristo, nosso querido Salvador!


Adailton César

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os ministros de Deus precisam se arrepender da negligência no cumprimento de seu chamado

Da mesma forma como os cristãos do primeiro século se dedicavam continuamente ao ensino dos apóstolos, os cristãos da igreja do século 21 devem priorizar a pregação da Palavra de Deus em seus cultos. Stephen Olford diz aos pastores: “A leitura da Bíblia é a única parte infalível de sua pregação”. Sábias palavras. Todo o restante é falível. Ler a Bíblia em público é expor as pessoas à mensagem infalível e inerrante de Deus.

Meu apelo é que voltemos à pregação das Escrituras. Durante décadas, a pregação expositiva era encontrada na maioria das igrejas evangélicas e em muitas igrejas das principais denominações protestantes. 

Os pastores sabem, melhor que qualquer outra pessoa, quão difícil é definir em termos sucintos e exatos o que significa “pregação expositiva”. Recentemente, pediram que eu providenciasse uma definição. Tarefa complicada! Conferindo cerca de cinco fontes confiáveis, verifiquei que essas definições ou eram muitos longas ou muito enroladas ou simplesmente confusas, de modo que decidi recomeçar do zero e escrever uma definição de próprio punho. Duas horas depois obtive o seguinte:
  • A pregação expositiva é a proclamação das Escrituras Sagradas com o propósito de capacitar os outros a compreender o que Deus escreveu, qual a importância desses registros e de que maneira eles se relacionam com a nossa vida pessoal.
  • A fim de que as pessoas compreendam a mensagem de Deus, é necessário que o expositor seja exato na preparação e na pregação da palavra, de modo a permitir que a Bíblia fala por si  mesma.
  • A compreensão da importância da Palavra de Deus requer que o expositor comunique a verdade de um modo apaixonado, a fim de que o ouvinte seja compelido a prestar atenção e esteja disposto a reagir.
  • Para que haja entendimento acerca da maneira como essa mensagem se relaciona à nossa vida, é preciso que o expositor use termos claros, entregue a mensagem de modo a estabelecer uma ligação com as necessidades pessoais de cada um e aplique a mensagem de uma maneira tão específica a ponto de o ouvinte perceber a relevância da Palavra de Deus e a necessidade de alinhar sua vida a ela. 
 Não há nada de inspirado nessa definição, mas devo admitir que esse processo de reflexão reacendeu minha paixão pela pregação expositiva. Peço encarecidamente que você estude as Escrituras por si mesmo, medite a respeito da ordenança bíblica pastoral e escreva sua própria definição. Se você é pastor, esse processo será útil em sua pregação e servirá de critério para autoavaliar suas mensagens. Por favor, nade contra a correnteza e recoloque a pregação da Palavra de Deus em seu lugar central no culto da igreja. Entretanto, um aviso: é provável que alguns indivíduos pensem que você está lendo a correspondência pessoal deles.

Charles Swindoll. A igreja desviada. p.280-282

O povo de Deus precisa voltar a sentir fome e sede da retidão do Senhor

Está na hora de os cristãos protestarem contra aqueles que conduziram a igreja na direção errada. Como cristãos, precisamos exigir a suspensão imediata da religiosidade superficial que tomou o lugar da sinceridade pessoal. Rejeitar o entretenimento e parar de chamar o entretenimento de “culto”. É hora de declarar abertamente o desejo de receber de nossos pastores um ensino profundo da Palavra de Deus, e não apenas minissermões de doze minutos. Precisamos começar a buscar nosso pastor com a intensão de que ele nos prepare para a obra do ministério, em vez de esperar que ele realize todo o trabalho para nós. 

Além disso, o povo de Deus precisa parar de sustentar e frequentar ministérios midiáticos[1] que omitem a verdade. Esses “ministérios” só têm a oferecer porcaria industrializada de autoajuda que não alimenta a alma. Não haverá mudança enquanto o povo de Deus não se rebelar contra esse tipo de modismo sem sentido. Colocando de forma mais positiva, precisamos voltar a ter fome e sede de justiça, aquela justiça que só pode ser ensinada e encontrada na Palavra de Deus.

Charles Swindoll. A igreja desviada. p.278.



[1] Midiáticos. Aquilo que envolve novas tecnologias de mídia e comunicação.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 33

Aula 33
(adaptação do estudo do Pr. Antônio Rodrigues da Silva)

Texto para leitura: Apocalipse capítulo 21

O nosso texto básico descreve aspectos do Reino Eterno, uma consumação por obra e graça de Deus em Cristo, para morada dos santos na era vindoura.

Pelo versículo 1, entendemos que já findou tudo que era relacionado com a era presente. Em confirmação, reitera o próprio Deus, dizendo: “Eis que faço novas todas as coisas”(Ap 21.5).

Do capítulo 17 ao 20, acompanhamos sete julgamentos:
  1. Julgamento da Babilônia ou a meretriz (17.1).
  2. Julgamento da Besta (19.20).
  3. Julgamento do Falso Profeta (19.20)
  4. Julgamento dos reis na batalha do Armagedom (19.21).
  5. Julgamento do Gog e Magog (20.7-9).
  6. Julgamento do próprio Satanás (20.10).
  7. Julgamento dos ímpios no juízo do trono branco (20.11-15).
Não ocorrência do último julgamento, o do trono branco, sentimos que já passamos do tempo presente para a eternidade. A cena já está acontecendo bem no exterior da história humana.
 
O velho mundo, terra e céu, fugiram da presença do Todo-Poderoso, e do pós das cinzas emerge um novo mundo, o estado eterno, pois a era presente já desapareceu (Ap 6.14; 20.11; 2Pe 3.7-10, 13; Hb 1.10-12).

  1. A nova Terra. Em Gênesis 3.17, Deus amaldiçoou a Terra por causa do homem, o primeiro Adão. Porém prometeu resgatá-la por meio do segundo Adão, Jesus Cristo (Ef 1.9-10; At 3.21). No momento, somos peregrinos na Terra. Logo mais seremos participantes do Reino Milenar. Mais uma vez restauradas todas as coisas, então seremos cidadãos do novo mundo, onde Deus será tudo em todos (1Co 15.28; Is 65.17-19). Pelo poder do Espírito Santo, a alma humana é redimida, e pela ressurreição, o corpo. Também a Terra há de ser restaurada pela nova criação para felicidade dos santos e glória de Deus Pai (Ap 21.5).
  2. Uma nova Terra sem mar (Ap 21.1). Sabemos que o mar é muito importante para a vida na Terra, embora crie também alguns problemas, tais como: a) Separação de povos, dificultando melhor relacionamento entre eles, sendo muitas vezes agente de grandes destruições; b) Com suas grandes turbulências e espumando sujeiras tem aspecto ameaçador e aterrorizante. Essas coisas não existirão na nova terra. O mar, mesmo como figura, representando nações, povos e línguas em desordem política de cuja massa sairá a Besta, ainda assim, jamais estará presente na nova terra. Essa terá uma nova configuração que lhe permitirá ser uma unidade como um todo, sem perturbações (Ap 13.1; 17.1-15; Dn 7.2-3,23-24).
  3. Um novo céu. A ação remidora de Cristo não se limitará apenas à Terra, terá uma extensão cósmica. O seu objetivo é desfazer as obras do diabo. Até porque o mundo está posto no maligno e ele tem livre curso em todo o universo, incluindo as regiões celestes (1Jo 5.19, Ef 6.11-12; Mt 4.8-9).  De modo espontâneo, o diabo teve origem no céu. Embora expulso de lá, ficou com momentânea liberdade de ir e vir, rodear a terra e passear por ela. Mas no dia da reunião dos filhos de Deus, ele vem no meio deles e visita o céu (Is 14.12-15; Jó 1.6-7). Daí o sacrifício de Cristo purificar também o ambiente celestial, ainda que até simbólico, mas por ali também passou o maligno (Hb 9.23-24). A nova Terra e o novo céu estarão isentos de resquícios do mal que corroeu a velha criação (Ap 21.27;22.3).

A NOVA JERUSALÉM, CAPITAL DO ESTADO ETERNO (ap 21.2-21)

A cidade quadrangular tem a mesma dimensão de comprimento, largura e altura. É simétrica, perfeita, suficiente para abrigar toda a família de Deus, os salvos de todos os tempos.

1.  Os versículos 2-8 mostram que:
  • A simbólica noiva do Cordeiro é divina, elegante e dedicada (v.2);
  • Haverá total união, comunhão e louvor dos remidos com Deus (v.3);
  • Serão curadas as feridas e enxugadas as lágrimas (v.4);
  • As promessas serão cumpridas, todas as coisas renovadas e provisão garantida para sempre (v.6-7);
  • A segurança será total, haverá pureza absoluta e total ausência do mal (v.8).
2.  O esplendor e as riquezas da cidade santa (v.9-21). Quanto à alta muralha, os doze fundamentos, as doze portas, as doze pérolas e as preciosas pedras, desde o jaspe até a ametista, nas suas figuras e símbolos, tudo retrata a divindade de Cristo, Sua obra redentora e Sua glória. Retrata também a unidade do ministério da velha e nova aliança e sua participação nesse todo glorioso. Sem dúvida a igreja dos salvos de todos os tempos é parte da rutilante glória, do gigantesco e cintilante quadrângulo suspenso no espaço a iluminar o novo mundo (Ap 21.11).

O santuário e a luz da nova Jerusalém (Ap 21.22-27).

 Ali não se vê santuário. Como morada de Deus em Cristo com todos os santos, a cidade é um todo glorioso e santuário celeste, e é também o Tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3). Mais radiante que o sol, ilumina a imensidão do novo mundo, e as nações andarão sob a sua luz.
  1. Sua fonte inesgotável de energia. Jesus, que é a Luz do mundo, a glória de Deus e o Cordeiro, é a sua lâmpada (Jo 8.12; Ap 21.23).
  2. Jerusalém celestial, uma cidade aberta. Haverá livre acesso para honrar e glorificar o Rei. Até porque os habitantes não são estrangeiros, mas da família de Deus, e têm os nomes no Livro da Vida. A segurança é total, nenhum mal entrará ali, por isso será coisa do passado e da velha e extinta criação (Ap 21.8,25).
A vida futura no novo céu e na nova Terra será marcada pela presença eterna do próprio Deus (Ap 21.3). um lugar sem lágrimas, morte, luto, pranto e dor (Ap 21.4) é o que podemos chamar de verdadeira felicidade eterna.