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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Meu olhar reflete o que está dentro de mim

Sermão do dia 13-01-2013
Igreja Batista no Setor de Mansões Sobradinho II

 
 INTRODUÇÃO

Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mt 6:22-23).

É interessante notar que Jesus fala sobre os olhos bons e olhos maus dentro de um contexto sobre riquezas e a preocupação com os bens materiais. Nos versos anteriores ele se refere ao acúmulo de tesouros na terra; depois, ele fala sobre a impossibilidade de servir a dois senhores, pois há de odiar a um e amar o outro, se dedicará a um e desprezará o outro. Não se pode servir a Deus e às riquezas.

O que Jesus queria dizer com “se teus olhos forem bons... e se teus olhos forem maus”? Ele está se referindo sobre a nossa percepção a respeito das coisas e das pessoas. Como nós estamos enxergando as coisas e as pessoas que nos cercam? Como você vê a vida? O que você vê?

Em primeiro lugar, precisamos analisar como Jesus via as coisas e as pessoas, para aprendermos com Ele. Também precisamos analisar como as pessoas que conviveram com Ele, o viam, e como enxergavam as coisas.

O olhar revela o nosso interior e é capaz de nos trazer luz ou trevas. A luz do corpo está no olhar.

I. COMO JESUS ENXERGAVA?

Jesus veio ao mundo e causou diversas reações. A Bíblia diz que Ele seria uma pedra de tropeço para alguns, ou pedra de edificação para outros (1 Pe 2:6-8). Ele tem causado isso até hoje. Jesus nos trouxe a verdadeira forma de ver a vida. Ele nos trouxe a visão de Deus e andou conosco para que aprendêssemos com Ele. A Bíblia traz situações que Jesus agiu de tal forma que ninguém foi capaz de pensar. Suas atitudes desafiaram os mais sábios dos homens. Analisemos o que Jesus diz em João 4:35-38:
Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita. Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe. Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia, e outro colhe’. Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.
Jesus olhou para as multidões e as viu como uma plantação que está pronta para a colheita, porque alguém já havia plantado, enquanto que os homens olhavam e viam que não era o tempo certo. Jesus estava vendo pessoas prontas para a salvação.

O olho do homem sem visão espiritual não vê o trabalho dos outros e também não vê que o tempo é agora. Não consegue ver que, no Reino de Deus, um é que semeia e outro é que colhe. Mas como? Se o evangelho estava sendo divulgado naquele momento? Isso nos mostra que a semente da Palavra de Deus já havia sido plantada nos corações, pois a Palavra de Deus nunca ficou parada, e já havia produzido o fruto, esperando apenas para ser colhido.

Os apóstolos foram chamados para colher o que não plantaram. Eles iriam plantar para outros colherem. Você consegue ver isso hoje? Aquele que trabalha para o reino de Deus e consegue enxergá-lo como uma única coisa, com um único Senhor, sabe reconhecer o trabalho dos outros e ajuda a colher o que não plantou.

Qual a sua visão do Reino de Deus? Será uma visão limitada por seus conceitos e pré-conceitos? Quando você olha para as pessoas dentro de um ônibus, ou num shopping, no trabalho, ou na escola – como você as vê? Tem gente que acha que só sua igreja será salva. Só sua denominação é que planta e que colhe. Esses limitam Deus dentro de quatro paredes e veem o restante como uma terra seca, sem plantio, sem cultivo, sem frutos. Tem gente que não vê povo de Deus em outros lugares, nas ruas, por exemplo, precisando ser colhidas.

Em outro momento, Jesus disse: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros, mas o vosso Pai celestial as alimenta" (Mt 6:26). Em seguida disse: “Olhai para os lírios do campo, não trabalham, nem fiam, mas eu vos digo que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como um deles” (Mt 6:28-29). Jesus via graça e beleza em tudo que Deus fez e enxergava o cuidado de Deus com os detalhes.

A ansiedade é um mal que cega as pessoas. Quantos casos de crianças que morreram porque foram esquecidas dentro dos carros por seus pais. Quem os matou? Foi a ansiedade, a correria! Quem vive ansioso demais não consegue ver as maravilhas de Deus. O ansioso não enxerga os filhos, o cônjuge, os amigos. Não tempo para curtir aquilo que é bom. Não tem tempo para família, para Deus, para os amigos. O ansioso só tem tempo para si. É uma pessoa que trabalha demais pelo dia de amanhã e esquece-se de viver o hoje. Tem pessoas que só enxergam os parentes quando eles estão indo embora. Só enxergam os filhos quando eles estão se casando. Jesus disse para não vivermos ansiosos, basta a cada dia o seu mal (Mt 6:34).

II - O OLHO MAU RECLAMA ATÉ DO BEM QUE O SENHOR FAZ!

Na parábola dos trabalhadores na vinha (em Mateus 20) alguns trabalhadores vieram reclamar do seu Senhor por causa dele ter dado a mesma quantia para todos os trabalhadores, pois alguns tinham sido contratados no inicio do dia, e outros, no final do dia. Porém, o senhor disse aos murmuradores: “não me é permitido fazer o que quero com o que é meu? Ou os teus olhos são maus porque eu sou bom?” (v.15). Os trabalhadores foram contratados pelo seu senhor para ganharem uma diária. Esse foi o combinado. Mas, no decorrer do dia, o senhor foi contratando outros que estavam desocupados e combinava o mesmo valor. Na hora do acerto de contas, os trabalhadores do inicio do dia achavam que iriam receber mais, mas não aconteceu como eles imaginaram, por isso foram reclamar. A moral da história é que o Senhor foi generoso com os últimos trabalhadores, mas não foi injusto para com os demais. Pois, o que foi combinado foi pago. Porém, houve murmuração. É assim quem olha e não vê a bondade de Deus para com os outros.

John Piper comentou que o olho mau é aquele que não pode ver a beleza da graça. Ele não pode ver o brilho da generosidade. Ele não pode ver bênção inesperada para os outros como um tesouro precioso. É um olho que é cego para o que é verdadeiramente belo, precioso e divino. É um dos olhos do mundo. Ele vê o dinheiro e recompensa material como mais desejável do que uma bela exibição da livre e graciosa generosidade Divina.

Quem tem o olho mau acha sempre que está sendo injustiçado. Quando você olha com os olhos do bem, o que verá será bom, e então, em você haverá luz. Se teu olho for mau, você não enxerga o próximo, e achará que sempre está sendo prejudicado pelos outros. Não adianta reclamar do mal do mundo se os teus olhos não forem bons.

Mesmo um cego tem que ver com bons olhos. Jesus está falando de percepção. Como estão os meus olhos em relação aos outros?

Quando me sinto julgado por alguém, e tenho plena certeza que estão enganados ao meu respeito, devo perceber também que quando julgo os outros, em geral, eu erro também, pois estou fazendo a mesma coisa, ou seja, julgando precipitadamente as pessoas e cometendo a mesma iniquidade. Por isso é que a Bíblia diz que todos pecaram e todos carecem da graça de Deus. Pois, se na maioria das vezes, os outros erram ao meu respeito, por que a regra é diferente quando faço o mesmo com os outros?

Jesus disse que antes de se julgar alguém e tentar tirar o cisco do olho do outro, deveríamos, antes, verificar se há algo maior em nosso próprio olho (Mt 7:3-5). O nosso julgamento reflete uma confissão necessária em nós. Estamos a todo tempo medindo os outros. Jesus disse que com a mesma medida com que medimos os outros, também nos medirão a nós (Mt 7:1-2). Isso é o efeito bumerangue. Quanto mais força você arremessa, com mais força retorna à sua cabeça.

Em 1 Jo 2:9-11 diz: “quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está em trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram”.

Em 1 Jo 4:20 diz: “se alguém afirmar: ‘eu amo a Deus’, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.
 
Em outras palavras: Como você vê, determina se você está em trevas ou não.

Jesus foi criticado demais. Foi criticado porque comia com os pobres e pecadores; foi criticado porque curava no sábado; foi criticado porque falou a verdade; foi criticado porque expulsava os demônios (disseram até que era pelo maioral dos demônios que ele fazia aquilo). Jesus foi criticado pelos seus apóstolos. Os apóstolos criticaram a mulher que derramou um perfume nele, porque era caro. Eles não viam o valor espiritual do que ela estava fazendo. Eles estavam preocupados com o valor material. Jesus via a todos com os olhos do amor, ele não julgava pela aparência.

Muitas vezes perdemos amizades e oportunidades de conhecer pessoas maravilhosas que aparecem em nossas vidas porque as julgamos pela aparência. Não gastamos tempo com as pessoas. Jesus gastou tempo com uma mulher samaritana (que era uma pessoa excluída da sociedade judaica) e conseguiu uma missionária exemplar. Em pouco tempo ela trouxe vários para encontrar-se com Ele.

Olhar é interpretar! O evangelho limpa o olhar. Com o nosso olhar podemos ver o outro como nossa vítima ou como nosso irmão.

Não adianta converter um homem de uma religião para outra, ou de uma igreja para outra, se seu olhar essencial não for alterado pelo olhar de amor e fé.

Quando se muda o olhar, até o passado ruim passa ser visto como algo bom que contribuiu para nosso crescimento. Você glorifica a Deus pelos maus pedaços que passou. O salmista diz: “foi-me bom eu ter sido afligido, para que aprendesse os teus mandamentos”. (Sl 119.71).
 
CONCLUSÃO

Como você vê as mudanças em sua vida?

Com que olho você vê as coisas e as pessoas?

Você murmura o tempo todo?

Você consegue enxergar as belezas que Deus tem te dado? Ou não?

Você tem agradado a Deus com o seu olhar?

Se essa é a sua situação, peça a Deus para mudar sua visão. Se você é uma pessoa pessimista, que só vê o mal, então peça para Deus mudar seu olhar! Peça para ele te dar um olhar como o de Jesus.

Peça para Deus restaurar sua alegria que lhe foi roubada. Volte seus olhos para o Senhor, e ande com Ele, e você verá novamente a alegria das cores da vida.

Que o Senhor nos abençoe.

Amém!






sábado, 12 de janeiro de 2013

Liberdade Cristã

Por Lincoln Máximo Alves 
Estudo preparado para a EBD da Igreja Batista no Setor de Mansões em Sobradinho II-DF Brasília, Janeiro de 2013
 

Introdução 

 
Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. [...] Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a Lei se resume num só mandamento: “Ame o seu próximo como a si mesmo”(Gálatas 5:1,13,14). 
Falar de Liberdade Cristã não é uma coisa tão simples. Gera-se grande polêmica, especialmente devido aos mal-entendidos a respeito do uso do Antigo Testamento (AT) e do Novo Testamento (NT) para os cristãos em cada geração. Também existe a dificuldade em se definir os conceitos de mundanismo e de espiritualidade, ou como dizem, daquilo que é sagrado e do que é profano.

A Bíblia diz para sermos santos, porque Deus é santo (1 Pe 1:16). Mas o que queremos dizer com “ser santo” e “ser mundano”? Muita gente considera espiritualidade e mundanismo como sendo uma lista de coisas permitidas, e não. A ideia que temos sobre isso afeta a nossa maneira de tratar os jovens crentes, convertidos de meios não evangélicos, e afeta igualmente os conselhos que damos a outros para que vivam santamente, e bem assim os métodos que usamos com crianças na Escola Dominical ou em casa. Nossa maneira de definir santidade influi também em nossas relações com crentes que são mais rigorosos do que nós, ou mais liberais, em suas atitudes concernentes a várias práticas e divertimentos.

O que um cristão pode ou não fazer? Qual é a maneira correta de se aplicar o Velho e o Novo testamento para os cristãos? Os cristãos estão sob a Lei de Moisés? Os cristãos podem julgar os outros se baseando numa lista de regras de “pode e não pode”? Que parâmetros o cristão deve basear a sua vida? Como usar a liberdade em Cristo? Como ser santo em nosso século?

Durante muito tempo os cristãos têm debatido sobre isso. Inúmeras denominações foram criadas nos últimos dois mil anos, e em sua maioria, as divisões ocorreram devido às divergências em questões secundárias do que propriamente na essência do evangelho e da fé. Ou seja, as divisões começaram por causa de doutrinas que eram inicialmente importantes, e para determinado grupo de indivíduos, se tornaram essenciais, e vice-versa. Como se diz: “O que é importante para você, é irrelevante para mim; e o que irrelevante para você é muito importante para mim”. Isso engloba a forma de batismo, a ceia, a liturgia, a lista de pecados, o sábado ou o domingo, as comidas, o vestuário, a mãe de Jesus, os dons do Espírito Santo, a forma de governo da igreja, entre outras. Ao final, se formos extrair das diversas denominações a essência de quem é Jesus Cristo e qual a mensagem do Evangelho, iremos encontrar a mesma resposta: Jesus é o filho de Deus que veio à terra, para morrer pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1 Co 15:1-4). E todo aquele que crê nisso será salvo, pois o Evangelho (essa boa notícia) é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1:16). Essa é a essência, pois toda a Escritura se baseia nesses dois princípios para a salvação de qualquer pessoa. Portanto, o que encontraremos é uma divisão acerca de doutrinas que são na realidade, importantes, sem dúvida, mas não são essenciais para a salvação. São secundárias e de aplicações diferenciadas. Não se pode afirmar que um cristão não será aceito por Cristo no céu por ele ter sido batizado com menos água do que você, por exemplo.

É claro que existem divisões que foram causadas por divergências na parte essencial. Isso é fato. Outras religiões e denominações possuem sempre outro tipo de escritura para fundamentar suas ideias, e com isso, acrescentam, diminuem, modificam aquilo que é essencial, enfim, deturpam a essência da Bíblia, que é a própria pessoa de Jesus Cristo. Quem segue a Bíblia, e é fiel à mensagem do Evangelho irá sempre ter a mesma convicção.

Mas como resolver a questão da diversidade de culturas e de pensamentos sem cairmos nos extremos do relativismo e do etnocentrismo? ETNOCENTRISMO é a característica de um individuo ou grupo achar que o seu modo de vida, suas ideias e seus hábitos são os mais corretos, melhores e superiores do que dos outros. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros. Já o RELATIVISMO é uma doutrina que prega que tudo é relativo, e que rejeita os conceitos absolutos e afirmações categóricas. Afirmam que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar.

Realmente existem coisas relativas e coisas absolutas. A Bíblia fala sobre isso e iremos tratar disso mais adiante. Devemos ser maduros para saber discernir aquilo que é relativo e aquilo que é absoluto. Não podemos tratar tudo como absoluto, nem tudo como relativo. Podemos usar como exemplo o futebol no Brasil, o beisebol nos Estados Unidos. Não era coisa de crente ir a um estádio para ver um jogo. Era considerado mundano. O jogo de dominó, o xadrez, a dama e o baralho eram proibidos em alguns círculos evangélicos. A mulher usar calça, maquiagem e brincos, entre outras coisas, era considerada mundana. Hoje, quantas mulheres, que não são mundanas, estão na igreja usando essas coisas e não concordam com os irmãos do passado. Ao mesmo tempo não podemos achar que tudo é relativo e que a igreja deva aceitar tudo que aparece no mundo com a desculpa de que precisa se modernizar. Então, o que fazer? Para isso, precisamos entender três conceitos que são tratados na Bíblia: Liberdade, Legalismo e Licenciosidade.
 

1 - Liberdade


Jesus começou seu ministério cumprindo a seguinte profecia de Isaías:
“o Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”. (Lucas 4:18-19 cf. Isaías 58:6;61:1,2).

Jesus nos libertou não somente da escravidão espiritual, mas também da escravidão religiosa, cultural, racial e, futuramente, governamental, pois Cristo irá reinar sobre todos os povos e nações literalmente. Aonde o evangelho chegou, nações foram libertas de suas práticas que atentavam contra a vida. Mulheres foram libertas da escravidão e do preconceito. Crianças foram salvas do infanticídio, como é o caso de algumas tribos indígenas que enterravam seus filhos gêmeos, ainda vivos, porque o pajé dizia que eles eram amaldiçoados. Também crianças que nasciam com algum problema físico ou mental eram assassinadas para não sobrecarregar a tribo. Mulheres na áfrica tinham seus órgãos genitais mutilados por causa de costumes religiosos, porque a mulher não podia ter prazer sexual. Outras tribos praticavam o Canibalismo.

Para exemplificar, aconteceu na ilha Fugi o caso de um rapaz ateu que começou a ridicularizar as Escrituras Sagradas e a menosprezar a fé sincera daqueles nativos usando de arrogância e enaltecendo seus conhecimentos científicos evolucionistas. O chefe daquela tribo se dirigiu ao rapaz, dizendo: “O Senhor está vendo aquele velho forno? Ali assávamos carne humana; não fosse a Bíblia e a transformação que Deus realizou em nós pela sua mensagem, hoje o senhor seria o nosso jantar”. Aquele rapaz viu a mudança que a Palavra de Deus operou naquele povo, pois ao invés dele ser o jantar, foi convidado para jantar. Esses são alguns exemplos do poder do Evangelho na vida de um povo.

É muito importante para se compreender o conceito de liberdade cristã entender primeiramente a relação de Jesus Cristo com a Lei de Moisés. O texto de Gálatas 5, em que começamos o nosso estudo, fala da nossa liberdade conquistada por Jesus Cristo na cruz. O apóstolo Paulo fala para não deixarmos nos prender novamente a um jugo de escravidão. Ele estava se referindo às normas do Judaísmo.

1.1 - Jesus aboliu a Lei ou a mudou?


Lei é norma de vida. A lei de Deus é uma norma de vida que Ele entregou para ensinar sua vontade aos homens. No progresso da divina revelação, Deus achou por bem estabelecer diferentes formas ou sistemas de regras que variam de acordo com a época, os povos e o propósito divino. Uma visão adequada dessa organização é especialmente importante, quando se trata da questão da liberdade cristã, e da lei.

Há grande confusão no meio cristão a respeito da interpretação de Mateus 5:17 quando Jesus disse que não veio revogar a Lei, e sim, para cumpri-la. Essa dúvida confunde muitos cristãos. Por causa disso, inúmeras denominações surgiram extraindo trechos da Lei de Moisés e montando suas doutrinas daquilo que eles achavam mais interessantes e que deveria permanecer para os cristãos. Mas, qual a interpretação dada pelos apóstolos no Novo Testamento?

Paulo argumenta em sua carta aos Gálatas que Jesus Cristo cumpriu a Lei, e por isso mesmo, Ele pôde modificá-la, pois estava previsto na própria lei que o Messias iria mudá-la no estabelecimento da nova aliança (Gl 3:23-25). O escritor de Hebreus deixa isso bem claro quando diz: “Certo é que, quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança da lei [...] Chamando nova esta aliança, ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido está a ponto de desaparecer” (Hb 7:12;8:13). Em Romanos 10:4 diz: “porque o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crê”. Em Efésios 2:14-16 diz: “Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade”. Em Colossenses 2:14 diz: “e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”.

Paulo insistia em uma absoluta liberdade do sistema de leis de Moisés como o resultado da justificação por meio da fé em Cristo (Rm 7:1-6; 1 Co 10:29; 2 Co 3:17; Gl 2:4; 4:21-31; 5:1,13). Ao mesmo tempo, ele advertiu contra o uso desta liberdade como uma base para a licenciosidade (1 Co 6:12;10:23; Gl 5:13; cf 1 Pe 2:16), e também contra a permissão para que se torne uma pedra de tropeço para algum irmão mais fraco (Rm 14:1-23; 1 Co 8:7-13).

Então, se o cristão não está subordinado à Lei de Moisés, qual a lei para os cristãos? Jesus veio dar o verdadeiro sentido da Lei de Deus. Deus prometeu que escreveria a sua Lei em nossos corações e nossas mentes (Hb 10:16). Jesus transformou aquela lista de regras e maldições em princípios que valem para qualquer nação, povos e culturas. Ele derrubou todas as barreiras (religiosas e culturais) e formou uma nova nação, a igreja (Jo 11:51-52).

Como o próprio apóstolo Paulo se via em relação à Lei de Moisés? Veja o que Paulo disse em 1 Coríntios 9:19-22 está escrito:
Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da Lei, tornei-me como se estivesse sujeito à Lei (embora eu mesmo não esteja debaixo da Lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei. Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei (embora não esteja livre da lei de Deus, e sim sob a lei de Cristo), a fim de ganhar os que não têm a Lei. Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns.

Paulo diz que ele agora não está mais subordinado à Lei do AT, mas sob a Lei de Cristo, e essa Lei é baseada no amor, pois quem ama cumpre a Lei (Gl 5:14; Rm 13:9). Em Gálatas 6:2 ele diz: “Levai os fardos uns dos outros e assim estareis cumprindo a lei de Cristo”, ou seja, ajudem uns aos outros por amor. Jesus resumiu toda a Lei em dois mandamentos:
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22:37-40).

Também em Mateus 7:12, Jesus disse: “assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os profetas”. Observe que por esses princípios Jesus deu a real direção da Lei, extraindo a essência do que Deus queria para o seu povo. Paulo explica que a Lei de Moisés foi dada por causa das transgressões para que o povo reconhecesse os seus erros e pudesse haver julgamentos justos (Gl 3:19). Mas da mesma forma que um termômetro mostra que um indivíduo está com febre, mas não consegue eliminar a causa da febre, é assim com a Lei. Ela jamais consegue resolver o problema, simplesmente exibe o problema, mas não o remove. Quanto mais Lei você impõe sobre si mesmo ou sobre os outros, você acabará aumentando a força do pecado (1 Co 15:56). Daí é que surge o Legalismo.
 

 2 - Legalismo  

 
Malcon Smith definiu legalismo como um caldo mortífero. Quem dele se nutre adoece e morre. O legalismo é uma ameaça à igreja, pois dá mais valor à forma do que a essência, mais importância à tradição do que a verdade, valoriza mais os ritos religiosos do que o amor. O legalismo veste-se com uma capa de ortodoxia, mas em última análise, não é a verdade de Deus que defende, mas seu tradicionalismo conveniente. O legalista é aquele que rotula como infiéis e hereges todos aqueles que discordam da sua posição. O legalista é impiedoso. Ele julga maldosamente com seu coração e fere implacavelmente com sua língua e espalha contenda entre os irmãos.

O legalismo é o erro que amordaça e prende a consciência e sufoca a liberdade cristã. Podemos definir o termo legalista como sendo aquela pessoa que procura viver por força de lei ou por observância rigorosa aos preceitos da lei, mas não propriamente da lei de Deus, e sim das muitas leis que ele mesmo cria para si, crendo que expressam a vontade de Deus para sua vida. Desta forma, o legalista é aquele que crê ter encontrado na Bíblia mandamentos, claros ou não, que proíbam de passear no shopping, jogar bola, etc. O legalista é o responsável direto pelo fato de o cristianismo ser visto, por muitos incrédulos, como uma religião meramente proibitiva, carente de alegria e de vida.

O legalista acaba criando uma série interminável de mandamentos humanos que ele se esforça em cumprir à risca ( não use essa cor, não gaste dessa forma, e assim por diante), e com isso ele acaba negligenciando a lei de Deus. Aquele que se esforça para dar ares de religiosidade em tudo aquilo que o rodeia se esquece com muita facilidade que o pecado não está somente fora dele, mas também dentro dele, dentro de seu coração. À luz dessas considerações não é de admirar que os fariseus, que eram extremamente legalistas, tenham sido considerados por Jesus como guias cegos, que coam o mosquito e engolem o camelo (Mt 23.24), pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los (Mt 23:4).

Vamos exemplificar como acontece o legalismo na vida de uma pessoa. Um indivíduo tem sérios problemas com chocolate e não consegue se controlar. Então ele cria pra si uma lei que não pode comer chocolate. Todas as vezes que ele não consegue se controlar e come um chocolate, lhe vem o sentimento de culpa. Quando esse indivíduo está conseguindo se controlar e vê alguém comendo chocolate com alegria, ele passa a considerar aquela pessoa como uma transgressora de sua lei (como sendo de Deus), pois, em sua mente, aquilo é um pecado terrível, pois faz lembrar-se do seu mal. Esse indivíduo passa a querer impor as suas regras sobre o outro, que não vê problema algum em comer chocolate, mas recebe toda a culpa da consciência do legalista. Usando um termo científico mais moderno, é uma espécie de clonagem de comportamento. Esse tipo de atitude criou o estereótipo do crente ser uma pessoa bitolada.

Paulo explica isso quando escreve aos Colossenses no capítulo dois, quando diz:
Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: “Não manuseie!”, “Não prove!”, “Não toque!”? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. (Cl 2:20-23).

A Lei de Moisés está dividida em 613 mandamentos que abrangem todas as áreas da vida e da religião judaica. Embora seja possível dividir esse sistema de leis em diferentes categorias, nunca se deveria esquecer de que a lei de Moisés é uma unidade e, como tal, ela se mantém como um todo, ou desmorona como um todo. Dizer que apenas uma parte da lei mosaica permanece em vigor atualmente (como os Dez mandamentos) é ignorar sua natureza unitária (cf. Charles Ryrie, The Grace of God, Moody Press, 1963, pp. 98-105).

Além de ser unitária em sua natureza, a lei mosaica é distintamente judaica, isto é, seus pretendidos destinatários eram os israelitas, e esse ponto ficou bem claro nos dois testamentos (Lv 26:46; Rm 2:14; 9:4).

Como regra de conduta para o crente, a lei mosaica teve o seu fim a partir do ministério do Senhor Jesus Cristo, em virtude de Cristo ter atendido todos os seus requisitos, além de ter sido o seu cumprimento e a sua meta (Rm 7:4; 10:4; Gl 3:1-10-13; 2 Co 3:7-11; Hb 7:11,12; 8:13). Aqueles que destacam algumas seções da lei de Moisés (como os Dez Mandamentos ou as leis alimentares) e insistem que ainda estão em vigor atualmente, embora outros elementos tenham chegado ao fim a partir do ministério do Senhor Jesus Cristo, ignoram o fato de que quando a lei de Moisés terminou, ela terminou como uma unidade, um sistema ou um todo. O crente de hoje não está vinculado ao sistema de leis de Moisés.

Entretanto, o fato do cristão estar isento da lei mosaica (Rm 7:6) não significa que ele esteja isento da lei, isto é, das normas de vida. Essa não é a natureza da liberdade cristã, pois além do cristão estar livre da lei Mosaica, ele também está livre da escravidão do pecado (Rm 6:17-23). Isso não implica em uma falta de normas. Na verdade, essa mesma passagem fala sobre a nova situação do crente como servo da justiça, e servo de Deus (Rm 6:19,22).

O legalismo religioso é, portanto, tentar impor seções da Lei de Moisés, bem como outras tradições aos cristãos como uma lista de “certo e errado” para garantir a salvação. Isso é comentado por Tiago que diz:
Se vocês de fato obedecerem à lei do Reino encontrada na Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, estarão agindo corretamente. Mas se tratarem os outros com parcialidade, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores. Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: “Não adulterarás”, também disse: “Não matarás”. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei. Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo! (Tiago 2:8-13).
 

3 - Licenciosidade


As doutrinas da graça e da liberdade têm sido, muitas vezes, mal interpretadas e mal utilizadas por aqueles que procuram satisfazer seus desejos pecaminosos. Está bastante claro que a graça e a liberdade não justificam a tolerância que alguns demonstram em relação à carne. (1 Co 6:9-10; Rm 6:1-1; Gl 5:13,19-21). A licenciosidade e a libertinagem foram não só categoricamente repudiadas (como em Rm 6:1-2 e Gl 5:13), mas sua impropriedade para o cristão está claramente implícita na responsabilidade que este tem perante a lei de Cristo, como explicamos acima. Mas, nesta conexão, três coisas são especialmente importantes: a liberdade cristã está limitada pelo amor (Gl 5:13,14); a liberdade cristã, em um certo sentido, é uma nova escravidão (Rm 6:16-22); e a liberdade cristã deve ser exercida sob o controle do Espírito Santo (Gl 5:13-24).

Ao analisarmos os textos de 1 Coríntios 8:1-13 observaremos que Paulo explica que a nossa liberdade não pode ser exercida pelo orgulho do conhecimento em relação aos mais fracos na fé (v.1). Ele coloca o exemplo da comida para mostrar que ainda que tenhamos liberdade para comer o que quisermos, não podemos causar escândalo (v.9), visto que naquela época os irmãos que antes participavam de festas e práticas idólatras ficavam escandalizados por causa de outros cristãos comerem das coisas que eles sabiam que foram dedicados aos ídolos (v.10). Como acontece hoje quando alguém que não come um acarajé, por exemplo, por preconceito de achar que a cozinheira baiana que fez aquilo em dedicação a algum espírito, como também os doces de Cosme e Damião etc, e que ainda causam escândalos em algumas pessoas. Paulo conclui que se exercermos nossa liberdade ferindo a consciência dos irmãos que ainda não têm o mesmo conhecimento, estamos pecando contra Cristo (v.12). Assim, nossa liberdade será limitada pelo amor ao próximo (v.13).

No trecho de 1 Coríntios 10:23-33, Paulo continua sua explicação afirmando que em Cristo, nós temos total liberdade para fazermos o que quisermos, porém, nem todas as coisas convém nem edificam (v.23), e não devemos pensar em satisfazer nossos desejos sem se importar com o irmão ao lado (v.24). O mundo nos ensina que não devemos nos importar com o que os outros pensam, porém, a Palavra de Deus diz o contrário. Nós, os servos de Deus, devemos nos preocupar com o nosso irmão mais fraco para não causar escândalo (v.32), pois se a nossa consciência não nos acusa, devemos tomar cuidado com a consciência do outro (v.25-33).

Também em Romanos 14, Paulo explica mais uma vez como devemos proceder com a nossa liberdade em relação aos demais. Em primeiro lugar, não devemos discutir e brigar sobre dogmas religiosos (v.1-2). Sabemos que alguns irmãos guardam dias especiais e se abstém de alguns tipos de comidas, mas não devemos julgá-los por isso, pois, se eles fazem em dedicação a Deus, fazem com boas intenções, e é o Senhor que os mantém e não nós (v.2-6). Em segundo lugar, todos nós iremos comparecer diante do tribunal de Deus para darmos conta de si mesmo (v.10-12). Em terceiro lugar, não devemos ser motivo de tropeço para os outros irmãos (v.13). Não existe alimento impuro, exceto para aquele que assim o considere (v.14). Se algum irmão se entristece por algo que você faz, então você não está agindo com amor (v.15). O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (v.17). É melhor não fazer nada que venha a escandalizar outro irmão (v.21). Mas, se você mesmo tem dúvida em alguma coisa que queira fazer e acha que estará pecando, então não faça, para não ferir sua própria consciência e fraquejar na fé (v.22-23).

4 - O equilíbrio é dado pelo Espírito Santo


Sem o ministério do Espírito Santo, o crente cairá na libertinagem ou no legalismo. O Espírito Santo protege o cristão contra a libertinagem, provendo a direção para o exercício da liberdade pela aceitação de sua Palavra escrita , e pelo controle que Ele deseja exercer em cada cristão por meio de sua presença interior (1 Co 6:19-20). Este controle é descrito por meio de conceitos, como andar no Espírito (Gl 5:16,25), andar de acordo com a direção do Espírito (Rm 8:4), ser guiado pelo Espírito (Rm 8:14), e ser cheio com o Espírito (Ef 5:18). 
 
Por outro lado, a forma de controle do Espírito evita o legalismo. Ao invés dos preceitos do NT serem objetos de temor (medo), eles são objetos de prazer, pois o Espírito produz a vida, o poder e a motivação que tornam a obediência a Cristo e aos seus preceitos uma questão de amor, e não uma mera necessidade legalista. Por essa razão, as graças cristãs são chamadas de “fruto do Espírito” (Gl 5:22,23).  
 

CONCLUSÃO


Como temos usado nossa liberdade cristã? TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS…
  1. Elas me levarão à liberdade ou à escravidão (6:12)?
  2. Elas me farão uma pedra de tropeço ou uma pedra de passagem (8:13)?
  3. Elas irão me edificar ou destruir (10:23)?
  4. Elas irão apenas me agradar ou irão glorificar a Deus (10:31)?
  5. Elas irão ajudar a ganhar os perdidos para Cristo ou afastá-los dele (10:33)?
Paulo encerra esta sessão sobre liberdade cristã, dando algumas orientações positivas:
  1. Façam tudo para a glória de Deus (10:31) – não para determinar a minha liberdade;
  2. Procurem em tudo serem agradáveis a todos (10:33) – sem reclamar os meus direitos;
  3. Busquem o interesse de muitos (10:33) – não o meu bem-estar ou a minha satisfação pessoal;
  4. Busquem a salvação de muitos (10:33) – sem ficar preocupado com a minha salvação pessoal;
  5. Sejam imitadores de Cristo (11:1) – sem promover a minha reputação.

Isso é liberdade cristã: livrar-se de si mesmo para glorificar a Deus, tornando-se semelhante a Cristo. A espiritualidade genuína consiste em encarar tudo do ponto de vista de Deus: considerando e vivendo todas as partes de nossa vida segundo o Seu padrão de valores e em termos de Sua vontade revelada a nós, de sorte que tudo quanto dizemos e fazemos glorifique a Jesus Cristo, que nos ama e Se entregou por nós.
 
 

BIBLIOGRAFIA


LITTLE, Paulo E. Como compartilhar a sua fé. 5ª Ed. ABU EDITORA, 1993.

LOPES, Hernandes Dias. Como ser sábio a respeito da liberdade cristã. Disponível em:
< http://hernandesdiaslopes.com.br/2004/05/como-ser-sabio-a-respeito-da-liberdade-crista>.

LOPES, Hernandes Dias. Legalismo, um caldo mortífero. Disponível em: <http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/04/legalismo-um-caldo-mortifero/>.

PFEIFFER, Charles, et al. Dicionário bíblico Wycliffe. 2ª Ed. CPAD. 2007. 
 
REIS, Ricardo Aparecido dos. A Liberdade Cristã. Trabalho Monográfico.


Estudos em Apocalipse - Aula 13

Aula 13 


Apocalipse 3:1-6 

1 “Ao anjo da igreja em Sardes escreva: “Estas são as palavras daquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as suas obras; você tem fama de estar vivo, mas está morto. 
2 Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer, pois não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus. 
3 Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu; obedeça e arrependa-se. Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você. 
4 “No entanto, você tem aí em Sardes uns poucos que não contaminaram as suas vestes. Eles andarão comigo, vestidos de branco, pois são dignos. 
5 O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos. 
6 Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. 

A igreja de Sardes possui uma história semelhante à da cidade. Uma cidade imponente, orgulhosa de si, e que se considerava forte e inabalável. Foi atacada pelos exércitos inimigos por uma brecha em suas muralhas enquanto os soldados dormiam. Aprendemos com a Bíblia que a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda (Provérbios 16:18). Muitas igrejas vieram a cair em consequência de os membros agirem de semelhante modo. 

Jesus se apresenta como aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas, ou seja, ele é o dono da igreja e de suas ovelhas. As suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem. O número sete representa a perfeição e a totalidade. Ele é o nosso Senhor! 

Novamente Jesus diz para a igreja que conhece as suas obras. Ele conhece tudo que se passa nas igrejas. Normalmente são as igrejas que se esquecem de que Jesus sabe o que se passa no íntimo delas. Jesus sabe de tudo o que está se passando por trás dos bastidores. Por mais que a igreja tenha boa fama e aparência, ele sabe o que está acontecendo às escondidas. Ele afirmou: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados. (Lucas 12;2-3). 

O pregador Hernandes Dias Lopes comenta que na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos membros estava com suas vestes contaminadas pelo pecado. Estavam flertando com o mundo, por isso estavam em decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. Tinha a fama de ser uma igreja viva, reputação de uma igreja cheia de testemunho e vida, mas não realidade. Tinha aparência de vida, mas estava morta. 

Jesus achou uma igreja que praticava obras sem valor. Muitos membros são nominais, mas não são espirituais. Muitos estão inscritos no rol de membros da igreja local, mas não são membros da igreja verdadeira, invisível e universal. Suas orações não têm fervor nem intimidade com Deus, pois há frieza e formalidade. O prazer nas Escrituras já não existe mais, e nunca sobra tempo para Deus. Não existe prazer em estudar a Bíblia. Hoje, muitas igrejas desistiram da escola dominical por a considerarem coisa do passado. Consideram enfado e canseira estudar as Escrituras. Acham-se sábios aos seus próprios olhos e não estudam mais, pois não veem necessidade. Outros acham que basta ter um culto animado, cheio de agitações que o Espírito Santo completa o resto. Pensam que o cristão não precisa se dedicar ao estudo da Bíblia. A consequência disso é um crente fraco de doutrina, fácil de ser enganado por doutrinas estranhas, e sem convicção. Um raquítico espiritual, pois não se alimenta da Palavra de Deus. 

Jesus vê que algo pode ser restaurado nessa igreja, é o que resta e está para morrer. Mas é necessário que vigie. Sempre há oportunidade de restauração quando há arrependimento. Um cristão fraco pode se tornar forte quando se arrepende de verdade e entrega-se ao Senhor. Jesus nos ensina a vigiar e orar para não cair em tentação. Os apóstolos não conseguiram vencer o sono físico na hora mais tensa em que Jesus precisou deles, imaginem os que estão com o sono espiritual. A Bíblia diz: “desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti” (Efésios 5:14). 

Flertar com o pecado é um perigo terrível. As coisas começam sorrateiramente e quando menos se espera já se está totalmente envolvido com o erro. Aí tudo fica mais complicado. O remédio que Jesus recomenda é: recordar do que recebeu e ouviu; obedecer (guardar) e arrepender-se. Ele está se referindo à Palavra de Deus e a prática das primeiras obras, pois elas não estão perfeitas diante de Deus. Caso contrário, ele virá inesperadamente para julgar. 

Existem pessoas na igreja de Sardes que não contaminaram suas vestes, ou seja, não se corromperam com o pecado do mundanismo. Esses receberão vestes brancas e de maneira nenhuma terão seus nomes retirados do livro da vida. Seus nomes serão confessados diante do Pai e dos anjos. Essa promessa de segurança da salvação é de suma importância para nós. Ela nos traz descanso no poder do Senhor. Uma confiança maravilhosa, não uma desculpa para o relaxamento. Quem pensa que a segurança da salvação é algo desmotivador, é porque não entendeu a graça de Deus. Não precisamos comprar nossa salvação com obras nem a permanência no livro da vida. Não precisamos fazer barganhas com Deus. É uma questão de fé no Filho de Deus. Não é baseado no medo, e sim no amor, pois aquele que ama lança fora o medo e quem age com medo não está aperfeiçoado no amor (1 Jo 4:18). Amém!

Estudos em Apocalipse - Aula 12

Aula 12


Apocalipse 2:18-29
18 “Ao anjo da igreja em Tiatira escreva:“Estas são as palavras do Filho de Deus, cujos olhos são como chama de fogo e os pés como bronze reluzente.
19 Conheço as suas obras, o seu amor, a sua fé, o seu serviço e a sua perseverança, e sei que você está fazendo mais agora do que no princípio.
20 “No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos.
21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender.
22 Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica.
23 Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras.
24 Aos demais que estão em Tiatira, a vocês que não seguem a doutrina dela e não aprenderam, como eles dizem, os profundos segredos de Satanás, digo: Não porei outra carga sobre vocês;
25 tão-somente apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que eu venha.
26 “Àquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei autoridade sobre as nações.
27 “ ‘Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como a um vaso de barro.´
28 “Eu lhe darei a mesma autoridade que recebi de meu Pai. Também lhe darei a estrela da manhã.
29 Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Tiatira era uma cidade conhecida pelas suas associações de classe e pela manufatura de lã e tinturas. Ficava cerca de 60 quilômetros a sudeste de Pérgamo. Foi nessa cidade que o apóstolo Paulo conheceu Lídia, uma vendedora de púrpura, que se converteu escutando as pregações do apóstolo (At 16:14).
 
Essa carta se caracteriza por ser a maior das sete cartas de Apocalipse. Também mantém a mesma estrutura das outras cartas, que é composta de: a) apresentação de Jesus; b) elogio; c) repreensão; d) promessa aos vencedores. De início, Jesus se apresenta afirmando que é o Filho de Deus e que possui olhos como chama de fogo e pés como bronze reluzente. Conforme estudamos na sexta aula, essa simbologia significa duas coisas:
 
  1. Jesus é Onisciente. Ele tudo sabe, tudo conhece, tudo vê (Jo 2:25; 16:30). Sonda-nos as mentes e os corações (Ap 2:23). Portanto, o Senhor sabia muito bem o que se passava na igreja em Tiatira. O que ocorre em nossas igrejas não está oculto aos olhos do Filho de Deus. 
  2. Jesus é o Supremo juiz. Ele é o Juiz Supremo de todas as coisas, porque todas as coisas foram-lhe confiadas pelo Pai (Jo 5:22). Em breve, pois, Jesus haveria de submeter a severo julgamento tanto Jezabel quanto os que com ela adulteravam. Deus não mudou. Continua a julgar os lobos que, em sua igreja, vestem-se como cordeiros, a fim de levar as ovelhas ao pecado (Mt 7:15).

A igreja de Tiatira é elogiada por seu esforço, especialmente o amor, a fé e as obras. Ao contrário da igreja de Éfeso, que abandonou o primeiro amor e parou de praticar as primeiras obras, Tiatira foi elogiada por praticar mais obras do que no início. Mesmo assim, com todas essas boas características, não foi firme em sua conduta contra a idolatria e a imoralidade sexual. Jesus adverte que a igreja está tolerando os ensinos de uma falsa profetiza chamada Jezabel. Muitas vezes as igrejas toleram falsos profetas que trazem doutrinas que são contrárias ao Evangelho. Essas doutrinas aparentam certa espiritualidade, mas são perigos dentro das igrejas para atrapalhar o crescimento saudável e desviar os membros da verdade.

Jezabel é o símbolo de alguém que leva as pessoas a adorarem deuses pagãos. É possível que essa falsa profetisa se chamasse, de fato, Jezabel; no entanto, o mais provável é que fosse uma mulher bastante conhecida cujas ações faziam dela uma equivalente contemporânea da famosa rainha Jezabel do Antigo Testamento. 

A Jezabel do Antigo Testamento era filha de Etbaal, rei de SIDOM. O rei Acabe se casou com ela e dela teve um filho chamado Jorão (1Rs 16.31; 2Rs 3.1; 9.22). Promoveu o culto a BAAL, matou os profetas de Javé e obrigou Elias a fugir (1Rs 18.4-19.18). Tomou a vinha de NABOTE para Acabe (1Rs 21). Foi morta 11 anos depois por ordem de Jeú, e os cães comeram a sua carne (2Rs 9).. 

É interessante notar que o texto diz que ela “induz os meus servos à imoralidade sexual”. São alguns membros da igreja que estão sendo seduzidos por essa falsa profetiza. A palavra prostituição pode ter dois significados na Bíblia: a) prostituição do corpo, que é o sexo ilícito; b) prostituição espiritual, que é a idolatria. A palavra usada no original é porneia (grego), que é traduzida por imoralidade, prostituição e fornicação.

Jesus ainda dá um tempo para que Jezabel se arrependa, juntamente com os seus seguidores, mas eles se recusam. Jesus então promete enviar uma enfermidade para que eles sofram por causa do pecado até que se arrependam. A consequência final é a morte dos filhos dela, ou seja, dos seus discípulos. Observe que Jesus diz que retribuirá “a cada um” de acordo com suas obras, ou seja, sempre haverá recompensa ou disciplina para seus servos de acordo com o bem ou o mal que praticarem.
 
A Bíblia ensina em diversas passagens que Deus castiga (disciplina) seus filhos como um pai que ama seu filho. Em provérbios 3:11-12 diz: “Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR nem se magoe com a sua repreensão, pois o SENHOR disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem”. O objetivo da disciplina é proteger seus servos contra um perigo maior e ao mesmo tempo trazer a pessoa para mais perto de Deus. Após a disciplina há sempre um crescimento espiritual, pois o sofrimento momentâneo faz o crente rever seus conceitos e mudar de atitude, contribuindo para a santificação, que é o objetivo maior que Deus deseja para seus filhos (Hb 12:5-11).
 
No verso 23 diz: “Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”. Isso significa que Jesus usa a disciplina como exemplo para os demais. O caso de Ananias e Safira, logo no início da igreja, foi um grande exemplo de que Deus pode disciplinar duramente, até com a morte, mesmo na era da graça (Atos 5:1-11). Alguns pensam que, por estamos na era da graça, não somos alvos da correção de Deus como no Antigo Testamento. Outros se arriscam a dizer que “o Deus do Velho Testamento é diferente do Deus do Novo Testamento”. A Bíblia diz que Jesus é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hb 13:8). Deus é paciente, amoroso e misericordioso; aguardando que todos se arrependam, mas vai julgar a cada um conforme as suas obras (2 Co 5:10). O apóstolo Paulo também diz que, 

Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós tivéssemos o cuidado de examinar a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo (1 Co 11:30-32). 

No verso 24 diz: “Aos demais que estão em Tiatira, a vocês que não seguem a doutrina dela”. Isso significa que nem todos dessa igreja cometem o mesmo pecado. Existem pessoas fiéis que não aprenderam “os profundos segredos de Satanás”. Praticamente em todas as igrejas existem dois grupos: os fieis e os infiéis. Jesus, como um grande líder, sabe elogiar e repreender. Quem exerce liderança deve aprender com Jesus.
 
É incrível ter pessoas dentro da igreja que aprendem doutrinas de Satanás. Mas isso é verdade. Quantas doutrinas foram introduzidas nas igrejas no decorrer dos séculos que aparentavam espiritualidade, quando na verdade eram doutrinas do Diabo. O Apostolo Paulo em sua carta aos Coríntios (2 Co 11:3-5;13-15) e também aos Gálatas (1:8-9), faz um alerta aos membros dessas igrejas por estarem tolerando facilmente um falso evangelho, um falso espírito e um falso Jesus. Se isso já acontecia enquanto os apóstolos eram vivos, imaginem depois da morte deles! É por esse motivo que os crentes precisam crescer no conhecimento do Senhor para saberem discernir entre o falso e o verdadeiro.
 
Ainda no verso 24, Jesus promete não pôr mais outra carga sobre os fiéis, ou seja, de aumentar os seus sofrimentos; mas exorta que se mantenham firmes até o seu retorno. É interessante notar que esse trecho parece indicar uma abrangência para todas as épocas e todas as igrejas, e não somente para a igreja de Tiatira, pois fala em aguardarmos a sua volta. Precisamos nos lembrar de que o livro de Apocalipse é cheio de simbologias e verdades que podem ser aplicadas para várias épocas e para várias igrejas.
 
Jesus promete que dará autoridades aos crentes para governarem as nações. Para muitos estudiosos, isso acontecerá no período conhecido como o MILÊNIO, ou seja, um período de mil anos em que Satanás será preso, e Cristo reinará com os crentes sobre as nações dos descrentes, a partir de Israel (Ap 20). Será um período diferenciado, onde todos poderão experimentar a verdadeira liderança com justiça, paz e amor, cumprindo assim, as diversas profecias do messias em relação à nação de Israel, que ainda não foram cumpridas. Alguns entendem o milênio no sentido literal de 1000 anos; outros o entendem no sentido figurado de um longo e indefinido período de tempo. No capítulo 20 voltaremos a estudar sobre o Milênio.
 
No verso 27 diz que Jesus reinará com o cetro de ferro. Essa expressão significa grande autoridade e firmeza de atitude. No Antigo Testamento várias passagens fazem referência ao governo do Messias em que,
... levantarei para Davi um Renovo justo, um rei que reinará e agirá com sabedoria, executando a justiça e o direito na terra. Nos seus dias, Judá será salva, e Israel habitará seguro; e este é o nome com que será chamado: O Senhor, Nossa Justiça. (Jeremias 23:5-6). 

Em Isaias 11:4-5 diz:
mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios. A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão. 

“Também lhe darei a estrela da manhã”. A estrela da manhã é o próprio Senhor Jesus Cristo, conforme dito em Apocalipse 22:16. Existe certa confusão com essa expressão, pois ela também aparece em Isaías 14:12: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!”. O contexto de Isaías se refere ao rei da Babilônia e, a que tudo indica uma correlação ao próprio Satanás, segundo a maioria dos comentaristas. Os anjos também são chamados de estrelas da manhã em Jó 38:7. Não há motivos para se preocupar com essa expressão, pois ela pode significar coisas diferentes em contextos diferentes.