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sábado, 2 de março de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 18


Texto para leitura: Apocalipse 6:1-17

No capítulo anterior vimos que somente o Cordeiro foi digno de abrir os sete selos. Esses setes selos representam acontecimentos desagradáveis que irão acontecer no planeta terra. Começa então a apresentação dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

O primeiro selo (Ap 6.1-2). João vê um dos quatro seres vivente anunciando o primeiro cavaleiro. Ele vê um cavalo branco. Aquele que o cavalga vai à conquista, tendo um arco na mão e uma coroa na cabeça (6.2). Há várias interpretações, mas pelo menos duas delas são as mais utilizadas:
1)     Alguns comentaristas entendem que esse cavaleiro se refere a Jesus. Isso devido à coroa posta em sua cabeça como na de um rei, e por ele estar assentado num cavalo branco, que é uma cor que simboliza paz ou pureza. Argumenta-se que Jesus veio trazendo o Evangelho libertador e vitorioso, tendo como consequência natural a reação do mal em levantar outros cavaleiros trazendo angústias.
2)     Outros interpretam como sendo a chegada do anticristo, ou seja, a autorização dada para que ele comece a reinar sobre a terra, vindo como um grande líder, e enganando a todos (parecendo-se com o Cristo), cumprindo-se assim diversas profecias. Sabe-se que o anticristo virá trazendo “paz e segurança” (1Ts 5:3) e se assentará no templo afirmando ser Deus e exigindo adoração (2 Ts 2:3-4). Assim, esse cavaleiro tem aparência de algo bom, com um arco de vitória, e o branco da paz, mas é um enganador.

O segundo selo (Ap 6.3-4). João vê o segundo ser vivente anunciando o segundo cavaleiro. Ele vê um cavalo vermelho. Aquele que cavalga recebe poder para tirar a paz da terra. A humanidade vive em guerras e conflitos. A cada ano uma nação se levanta contra outra. Diversos pequenos conflitos acontecem ao redor do mundo e de muitos deles não ficamos sabendo, não despertam mais a nossa atenção. No século 20 duas grandes guerras abalaram o mundo. Milhões de pessoas perderam a vida por causa do egoísmo humano. A base de todo pecado é o egoísmo. Satanás incita os homens a se destruírem por causa do orgulho. Não há paz porque os homens rejeitaram o príncipe da paz.

O terceiro selo (Ap 6.5-6). João vê o terceiro ser vivente anunciando o terceiro cavaleiro. Ele vê um cavalo preto. Aquele que cavalga segura uma balança na mão, indicando que grande fome se aproxima. Sempre que ocorre uma guerra, a fome a acompanha. Se a paz é tirada da terra, não poderá haver livremente comércio nem negócios. Em tempos de guerra as coisas ficam muito caras. A prioridade da alimentação passa para os combatentes, para que continuem lutando. Toda a logística de um país é alterada. Com isso, a população geme de sofrimento com a escassez de alimento.

A balança representa o controle dos alimentos. Tudo será pesado e restrito. Os preços dos alimentos serão tão altos que um denário (valor de um dia de trabalho), só poderá comprar uma medida de trigo. O trigo é o principal alimento. Ele é a base para a fabricação da maioria das comidas. Já a cevada, por ser mais barata, é utilizada pela população mais humilde e pelos animais. Esta poderá ser adquirida na proporção de três medidas por uma diária. O azeite e vinho são alimentos da classe alta. Porém, mesmo havendo escassez de alimentos básicos, a classe alta estará se preocupando com luxos gastronômicos. Ou seja, enquanto parte da população sofre para adquirir alimentos básicos, outros esbanjam luxo. Isso é o que ocorre frequentemente em nosso planeta. Os ricos sempre sabem garantir o seu luxo, enquanto a população passa fome. No mesmo mundo em que reina a fome, reina também o esbanjamento, o luxo, a desigualdade.

O quarto selo (Ap 6.7-8). João vê o quarto ser vivente anunciando o quarto cavaleiro. Ele vê um cavalo amarelo. Aquele que cavalga é a Morte, e o inferno o acompanha. Milhões morrerão por espada, fome, pragas e animais selvagens. A morte pede o corpo, enquanto o inferno (gr. hades) reclama a alma do morto. Observe que “lhe foi dada autoridade” para atingir um quarto da população do planeta. Essa autoridade é do Senhor, pois vimos na passagem de Ap 1:18 que Jesus é quem tem a chave da morte e do hades (inferno). Tudo que acontece é por permissão de Deus. Ele está derramando a sua ira. Normalmente Deus se utiliza dos próprios males terrenos para cumprir seus objetivos de julgamento (Is 45:7; Rm 1.28).

O quinto selo (Ap 6.9-11). Ele vê a alma dos martirizados sob o altar celestial. Os mártires clamam: “até quando...esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?”. Jesus responde dizendo que eles devem aguardar um pouco mais até que se complete “o número de seus conservos e seus irmãos, que deveriam ser mortos como eles” (v.11). Observe que eles foram mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram. Milhares de cristãos morrerão por não negar sua fé. Em todos os séculos aconteceram assassinatos de cristãos. Esses irmãos estão clamando no céu pelos que estão na terra. Essas pessoas foram mortas, mas ainda não ressuscitaram. As almas sobrevivem sem o corpo e são conscientes. Elas não estão dormindo. Elas estão no céu com o Senhor. Essa é nossa gloriosa convicção. Morrer é estar com Cristo. É deixar o corpo e habitar com o Senhor. É entrar na posse do Reino. A morte não os havia separado de Deus.

Enquanto os falsos crentes vão apostatar (desistir, abandonar), amando o presente século, adorando o anticristo e apostatando diante da sedução do mundo ou da perseguição do mundo, os fiéis selarão com o seu sangue o seu testemunho e preferirão a morte à apostasia. Jesus deixou isso claro no sermão profético: "Então vos entregarão à tribulação, e vos matarão, e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome" (Mt 24:9,10). Precisamos saber que nos é dada a graça não apenas de crer em Cristo, mas também de sofrer por ele e até de dar a vida por ele (Fp 1.29; 2 Tm 3.12).

O sexto selo (Ap. 6.12-17). Ocorre um grande terremoto:
a)      O sol torna-se negro e a lua, vermelha (v.12).
b)     As estrelas caem (v.13).
c)     O céu enrola-se como um pergaminho (v.14).
d)     Todas as montanhas e ilhas são removidas de seus lugares (v.14).
e)     As pessoas de todas as classes sociais se escondem em cavernas e entre as rochas das montanhas. Todos clamam para serem escondidos da ira do Cordeiro (v.15,16).