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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 20



Texto para leitura: Apocalipse capítulo 8



Na abertura do sétimo selo ocorre um silêncio no céu (v.1). Os louvores cessam. Não se sabe ao certo o que significa essa “meia hora” de intervalo. Acredita-se que essa pausa seja uma preparação para o juízo de Deus que está prestes a acontecer (v.6). No livro de Salmos (ex: Salmo 3), a expressão “Selá” aparece cerca de 70 vezes indicando uma pausa entre os louvores. Em Apocalipse, a pausa na adoração perdura até a sétima trombeta, quando o reino do mundo passa para o domínio do Senhor Jesus (Ap 11.15).



Nesse último selo começa a sequência das sete trombetas. Os estudiosos se dividem quanto à maneira de interpretar a sequência dos selos, trombetas e taças. Alguns defendem a ideia de que essas três séries de sete são, na realidade, eventos paralelos mostrando diferentes detalhes das mesmas catástrofes. Outros preferem a leitura natural do texto e entendem como uma sequência, ou seja, três séries de sete eventos catastróficos. O texto na forma simples de leitura sugere a seguinte ordem:


Sete selos: 1 2 3 4 5 6 7
                                Sete trombetas: 1 2 3 4 5 6 7

                                                                                Sete taças: 1 2 3 4 5 6 7



Os julgamentos progressivamente pioram e se tornam mais devastadores à medida que o fim dos tempos progride. Os sete selos, trombetas e taças estão conectados uns aos outros – o sétimo selo inicia as sete trombetas (Apocalipse 8:1-5), e a sétima trombeta inicia as sete taças (Apocalipse 11:15-19; 15:1-8).



Como se pode observar em diversas passagens do livro, catástrofes semelhantes afetam o céu e a terra.  Por exemplo, na abertura do sexto selo (Ap 6:12-17), há uma sequência de eventos como: terremoto, chuva de meteoros, sol escurecendo, lua vermelha como sangue, ilhas se movendo dos seus lugares, etc. Agora, na abertura do sétimo selo e os toques das primeiras quatro trombetas, novamente ocorrem catástrofes no céu, na terra e no mar (Ap 8.5,7-12).



Um incensário de ouro com as orações dos santos é colocado diante do trono de Deus (v.3). O mesmo incensário com as orações é usado pelo anjo para ser cheio de fogo do altar e atirado à terra (v.5). Em seguida começam os trovões, relâmpagos e terremoto.



Os anjos se preparam para tocar suas trombetas (v.6):


a) Trombeta 1: O primeiro anjo toca e começa uma chuva de granizo sobre a terra, queimando uma terça parte das árvores e plantas
b) Trombeta 2: lançamento de um vulcão em erupção (“grande montanha ardendo em chamas”) no mar, com o resultado que a terça parte do mar se transforma em sangue ao mesmo tempo que perecem uma terça parte da vida marinha e dos navios que navegavam nos oceanos; 
c) Trombeta 3: a queda de um meteorito, descrito como uma estrela ardente chamada “absinto” , em uma terça parte do suprimento de água potável (rios e fontes de água), tornando-a amargosa e venenosa, em razão do que muitas vidas se perdem; 
d) Trombeta 4: escurecimento do sol, da lua e das estrelas em um terço de seu resplendor.


É evidente que muito da linguagem apresentada nessas descrições pode ser entendidos simbolicamente. Por exemplo: a montanha ardente, as estrelas que caem, ou meteoritos, podem simbolizar anjos caídos e até mesmo o próprio Satanás vindo à terra. Embora a linguagem simbólica transmita verdades literais, o intérprete deve evitar exageros na interpretação. Muitas interpretações fantasiosas surgem a cada ano, como por exemplo, a mudança de Papa ou presidente dos EUA, despertam falsos profetas com seus estudos mirabolantes. Até o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio da Silva (Lula), foi considerado o Anticristo.



Jesus predisse vários acontecimentos numa sequência semelhante. Em Mateus 24, está escrito:

a)      Falsos cristos e falsos profetas (Mt 24:5,11,23-26);

b)     Guerras e rumores de guerras (Mt 24.6-7);

c)     Fomes e Terremotos (Mt 24.7);

d)     Perseguição e tortura aos crentes (Mt 24.9);

e)     Traição e abandono dos falsos crentes (Mt 24.10);

f)      Esfriamento do amor e aumento da maldade (Mt 24.12);

g)     Aparição do Anticristo (Mt 24.15);

h)     Grande tribulação (Mt 24.21);

i)       Cuidado com os escolhidos (Mt 24.22);

j)       Sol, lua e estrelas abalados (Mt 24.29);

k)     Arrebatamento e Vinda de Jesus nos ares (Mt 24.27,30-31).



Outra questão importante a ser levada em consideração é que alguns intérpretes consideram que vários eventos já se cumpriram. Por exemplo, em 13 de Novembro de 1833, ocorreu uma grande chuva de meteoros, conhecida como Leónidas. Em 19 de Maio de 1780, alguns estados do norte do EUA visualizaram o “escurecimento do sol” ao meio-dia, fruto de um evento climático na região. Tanto os Adventistas do Sétimo Dia quanto as Testemunhas de Jeová entendem que aqueles acontecimentos foram profecias cumpridas. Guerras, fomes, pragas, terremotos, falsos profetas, sinais no céu, etc., estão sempre ocorrendo na face da terra. Esse é um argumento bastante utilizado por intérpretes que defendem que o arrebatamento da igreja pode acontecer a qualquer instante. Porém, o nosso estudo está seguindo a linha de interpretação mais simples e literal possível, ou seja, sem abusar de alegorias e entendendo que os sinais catastróficos descritos no Apocalipse ainda não se cumpriram.