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terça-feira, 7 de maio de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 21

Texto para leitura: Apocalipse capítulo 9


No final do capítulo 8, João ouve um alerta do céu dizendo: “ai, ai, ai dos que habitam na terra, por causa dos toques das trombetas dos três anjos que ainda vão tocar” (Ap. 8.13). As quatro primeiras trombetas anunciaram juízos que afetaram coisas físicas como o sol, as estrelas, a lua e o planeta terra. Agora, as últimas trombetas anunciam juízos que envolverão coisas espirituais.

João vê uma estrela que cai do céu e abre o poço do abismo (v.1). A expressão “foi-lhe dada a chave do poço do abismo” representa autoridade e poder, como já estudamos em aulas anteriores, como por exemplo, Jesus é aquele que tem as chaves da morte e do inferno (Ap.1.18). Nessa passagem entendemos que se trata de algo espiritual, pois essa estrela libera do poço do abismo um anjo, que é chamado de rei, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego é Apoliom, que significa “o destruidor” (v.11). Alguns intérpretes entendem que esse anjo se refere a Satanás. Outros entendem que se trata de outro líder dos anjos caídos e seu exército, que estavam presos por causa dos seus pecados e que serão liberados para atacar os homens não convertidos no tempo do juízo (v.4). Na carta do evangelista Judas, está escrito que: “os anjos que não mantiveram seus domínios, mas deixaram sua própria habitação, ele [o Senhor] os tem confinado nas trevas em algemas eternas, para o juízo do grande dia” (Jd 1:6; 2 Pe 2:4). Entendemos que tanto os homens quanto os anjos pecadores serão alvos do juízo de Deus, mesmo que em determinados momentos sejam usados pelo próprio Deus para fins específicos, como veremos mais adiante no capítulo 20, onde Satanás será libertado de usa prisão temporária para enganar as nações antes de ser lançado definitivamente no lago de fogo.

Esses espíritos maus são apresentados como gafanhotos de aspectos estranhos (v.3). Observemos que esses “gafanhotos” não atacam as plantas, como um gafanhoto natural, entretanto eles têm o poder de ferir os homens que não foram selados por Deus, ou seja, os 144 mil judeus (v.4, cf. Ap 7:3-4). Alguns intérpretes veem aqui uma proteção espiritual a todos os crentes e não somente aos 144 mil judeus. É dito que esses seres espirituais “gafanhotos” trarão forte dor como de um escorpião (v.5). Os homens desejarão morrer e não conseguirão (v.6). Assim, entendemos que esse sofrimento não será físico, mas espiritual.

O sexto anjo toca sua trombeta e então outros quatro anjos que estavam presos junto ao rio Eufrates são liberados para atacar e matar um terço dos homens (v.13-15). A menção ao grande rio Eufrates pode significar que a região afetada por esses acontecimentos será no golfo pérsico, no Oriente Médio. É dito que eles agirão no tempo certo, ou seja, esses anjos estão presos só aguardando a ordem de atacar. Esse dia já tem data certa para acontecer, pois será na hora, dia, mês e ano determinados por Deus. Mais uma vez encontramos referência de que tudo está sob o controle de Deus, que é onisciente e onipotente, e há coisas que aguardam o dia certo de acontecer.

Esse novo ataque é feito por outro exército de seres espirituais cujo número é de duzentos milhões (v.16). Nessa visão João vê aspectos um pouco diferentes dos gafanhotos espirituais. Ele vê cavalos com cabeça como de leão e com caldas como de serpente, e de suas bocas saiam fogo, fumaça e enxofre (v.17). Logo em seguida João vê que o que sai da boca desses animais são pragas lançadas sobre a terça parte dos homens, e eles morrem por causa delas (v.18).

Os homens que não morreram por essas pragas também não se arrependem de seus pecados (v.20). Encontramos aqui o propósito de Deus em lançar seus juízos sobre a terra. Deus está sempre dando oportunidades para o povo se arrepender. Mesmo assim, as Escrituras nos mostram que muitos não querem reconhecer seus erros, mesmo sabendo que o que está acontecendo é fruto do pecado. Vimos no capítulo seis que muitos preferem se esconder de Deus e de sua ira, mas não se entregam, nem se arrependem (Ap 6.15-17). Muitos criticam Deus, mas não veem que Ele está sempre pronto a perdoar. O homem é que não quer. Por isso, sofrerá o dano por causa do pecado.

Os tipos de pessoas pecadoras que não querem se arrepender de suas obras, mesmo depois das pragas, estão descritas no verso 20 e 21: adoradores de demônios, idólatras, homicidas, feiticeiros, prostitutos e roubadores. No antigo testamento, Deus enviou juízos à terra para punir os pecados das nações e dar oportunidade para arrependimento. Deus sempre espera antes de derramar sua ira. No decorrer dos séculos Deus tem derramado seus juízos sobre a terra e os homens não enxergam. Várias guerras já ocorreram, doenças e pragas já devastaram grande parte da população. A Aids é uma doença que veio como um freio para a imoralidade e homossexualismo. As gripes poderosas como a do porco e do frango assustaram e ainda assustam as nações. Ha inquietação no mundo. As pessoas não tem paz. Elas buscam refugio na religião, no dinheiro, na bebida, no sexo, nas drogas, na fama, mas o vazio é cada vez maior. A degradação de valores aumenta. As famílias estão se desintegrando. A imoralidade campeia. A violência aumenta. Os conflitos se avolumam. Vivemos dias difíceis, ferozes (2 Tm 3:1). O dia final está se aproximando. A última trombeta tocará e não haverá mais tempo para se arrepender.