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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 25

Texto para leitura: Apocalipse capítulo 13.

O capítulo treze é um dos mais importantes e comentados trechos do livro de Apocalipse, pois fala especificamente da aparição do Anticristo e do Falso Profeta. Muitos têm debatido a respeito dessas duas figuras escatológicas. Existem diversas interpretações publicadas até mesmo fora do ambiente cristão. Precisamos manter o foco na Bíblia, pois nela encontraremos textos suficientes para uma boa compreensão. Faz-se necessária a leitura de outros livros da Bíblia, como: Daniel 7, Mateus 24, II Tessalonicenses 2 e I João 2:18-27. Faremos a citação deles quando necessário.  

O Diabo é um imitador. Desde o princípio, quando se rebelou, ele tem criado situações e personagens que se assemelham às coisas de Deus. Vejamos um resumo das suas imitações:

Dragão
Quer imitar
Deus Pai
Anticristo

Jesus Cristo
Falso Profeta

Espírito Santo ou João Batista
A Grande Meretriz (falsa igreja)

A Noiva (a igreja)
Babilônia

Jerusalém

Eis que surge do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres. Besta, nas Escrituras, refere-se tanto a reinos como a reis (Dn 7.2-7, 17,23). No presente texto, João usa a palavra para descrever a “figura sombria do Anticristo”. Essa Besta será uma pessoa, a personificação do mal. Alguns teólogos afirmam que a Besta será o Império Romano ressuscitado, liderado por uma pessoa poderosa e influenciadora, que apareceu para o profeta Daniel como o quarto animal do cap. 7.7. Os dez chifres ou pontas são dez reinos que existirão nesse império (Dn 7:24). A Besta será apoiada por todas as nações em troca de promessas de “paz e segurança”.

Daniel tinha visto os reinos da Babilônia, Pérsia e Grécia nas figuras de um leão, um urso e um leopardo (Dn 7.3-6). João vê a besta como semelhante ao leopardo, com pés de urso e boca de leão tipificando o seu reinado, à semelhança daqueles reinos, nos seus diferentes aspectos de governo. Essa besta, sendo o último e mais perfeito representante dos poderes gentílicos do mundo, tem todas as características das precedentes. Ela é, realmente, a quarta besta no último tempo de seu reino, agora revivificada e restaurada no poder de Satanás. Ele levantará a sua força contra o Rei dos reis e encontrará a sua ruína nas mãos dele, depois que o Senhor e os seus santos reinarem sobre o mundo.

João vê que “uma das cabeças da besta parecia ter sofrido um ferimento mortal, mas o ferimento mortal foi curado. Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta”(v.3). Aqui João vê como fato consumado uma forma revivificada do império romano, que desapareceu há séculos. Nos dias atuais Roma existe, mas não o império. Durante o governo sombrio do “homem do pecado”, sua primeira grande maravilha será “curar” essa monarquia. A expressão “maravilhou-se” fala não somente do maravilhar-se no sentido de aplausos e louvores, mas da adoração e do endeusamento completos que renderão à besta. Ela será adorada universalmente, como acontecia com os antigos reis, que se julgavam os deuses supremos de toda a Terra.

Embora o mistério da iniquidade já esteja operando (2 Ts 2:7), o anticristo, como pessoa que encarnará o poder dos reinos ímpios e também todo o poder de Satanás, emergirá no tempo do fim, visto na Bíblia de várias formas: a) A apostasia (2 Ts 2:3); b) A grande tribulação (Mt 24:21-22); c) A revelação do homem da iniquidade (2 Ts 2:3); d) O pouco tempo de Satanás (Ap 20:3).

Atualmente alguns têm sugerido que os blocos econômicos de hoje, chamados de G-7, G-8 e G-10, podem ser o início do cumprimento dessa profecia. Será? O G-7 começou com os seguintes países: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá. O grupo continuou sendo composto de sete membros até que a Rússia, presente como observadora desde o início dos anos 1990, fosse convidada em 1997 a oficializar a sua participação. O grupo passou então a ser designado de G-8. Já o Grupo dos Dez (G-10) é uma organização internacional que reúne representantes de onze economias desenvolvidas. O G-10 foi fundado em 1962 por dez representantes dos governos centrais de Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Italia, Japão, Holanda e Reino Unido; e dos bancos centrais da Alemanha Ocidental e Suécia. Em 1964, a Suíça foi incorporada ao grupo, que manteve a denominação G-10.

 O anticristo fará forte oposição a toda adoração que não seja a ele mesmo (v.8) (2 Ts 2:4) - Ele vai se opor e se levantar contra tudo que se chama Deus, ou a todo objeto de culto. Assim agiram os imperadores romanos que viam no culto ao imperador o elo de união e fidelidade dos súditos do império. Deixar de adorar o imperador era infidelidade ao Estado. O anticristo também se assentará no templo de Deus, como Deus, fazendo-se passar por Deus. Ele vai usurpar a honra e a glória só devida a Deus.

A segunda besta (o Falso Profeta) seduzirá o mundo inteiro a adorar a primeira besta (Ap 13:11- 15) - Se a primeira besta é o braço de Satanás, a segunda é a mente de Satanás. Ela é o falso profeta. A primeira besta age no campo político, a segunda no campo religioso. O Falso Profeta vai preparar o terreno para o anticristo e vai preparar o mundo para adorá-lo.

A primeira besta será conhecida pelo seu poder conquistador, pela sua força (v. 4). A segunda besta será conhecida pelo seu poder sobrenatural de fazer grandes milagres (v. 13-16). O falso profeta usará também a arma do controle, para garantir a adoração da primeira besta (Ap 13:16-18) -Esse será um tempo de cerco, de perseguição, de controle, de vigilância, de monitoramento das pessoas no aspecto político, religioso e econômico. Todo regime totalitário busca controlar as pessoas e tirar delas a liberdade. A recusa na adoração à primeira besta implicará em morte (v. 15b). A segunda besta usará um selo distintivo para os adoradores da primeira besta (Ap 13:18; 14:9-11) -Assim como a noiva do Cordeiro receberá um selo (7:3; 9:4), também os adoradores da besta receberão uma marca (13:16). Então só haverá duas igrejas na terra, aquela que adora a Cristo e aquela que adora o anticristo. Assim como os que receberem o selo de Deus terão a vida eterna, os que receberem a marca da besta vão perecer eternamente (Ap 14:11; 20:4).

Acreditamos que a perseguição contra a Igreja nos últimos tempos começará de forma leve e paulatina, quando aqueles que forem contrários ao uso de novas tecnologias de identificação e controle, ou contrários a práticas que se opõem ao plano do Senhor para a humanidade, serão tachados de retrógrados, reacionários, fundamentalistas, supersticiosos e outros adjetivos afins.

Estamos vivendo um tempo de relativa paz e tolerância para a Igreja cristã. Esse momento não deve ser usado para justificar uma atitude de acomodação e apostasia, e sim como uma oportunidade única dada por Deus para a evangelização e o crescimento espiritual de seu povo. Dias virão em que muitos desejarão ouvir as boas novas, mas não poderão, pois os servos de Deus estarão sendo impiedosamente perseguidos e caçados.