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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 27

Aula 27


Texto para leitura: Apocalipse capítulo 15

João vê outro grande sinal no céu anunciando a última série de sete castigos que serão lançados sobre a terra. Sete anjos com as sete últimas pragas estão prontos para concluir a ira de Deus. O capítulo 15 é uma preparação para os capítulos seguintes. Lembremo-nos que a sétima trombeta, estudada no capítulo 11, aponta o fim das oportunidades, mas não é um dia, mas "dias" (10:7), visto que a sétima trombeta trazem os sete flagelos ou sete taças da ira de Deus (15:1).

Em seguida João vê uma multidão.  Quem é essa multidão?  São aqueles que venceram a besta e a sua imagem. São todos aqueles que rejeitaram adorar a besta e receber a marca. Se tivessem conservado a vida e sido infiéis na Fé teriam sido derrotados. Assim, os vencedores da besta são aqueles que amaram mais o Senhor do que suas próprias vidas. Eles perderam a vida, mas não se dobraram a adorar a besta. A Bíblia diz que são bem-aventurados aqueles que morrem no Senhor (Ap 14:13). Jesus disse que quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder por amor a Ele, de fato a salvará (Lc 17:33; Mt 10:39; Mc 8:35).

Alguns cristãos têm a seguinte dúvida: Há possibilidade de se colocar a marca da besta por engano?  A resposta é NÃO. A Bíblia nos diz que a aparição da besta e do falso profeta será explícita. Eles irão blasfemar contra Deus e exigir adoração (Ap 13:4-6,15). A marca da besta será uma forma explícita de rejeitar a Deus e seu Filho. Quem aceitar a marca da besta é porque rejeitou com consciência a Deus e a Jesus Cristo (Ap 14:9-11). Evidentemente que as dificuldades não serão fáceis de suportar, visto que a marca representará a aceitação do controle comercial financiado pelo anticristo: “para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13.17).

O que essa multidão está fazendo? Eles estavam com harpas louvando a Deus entoando um hino de glória ao Senhor, todo poderoso. No céu há muita música. A música do céu glorifica tão somente o Senhor. Vamos nos unir aos coros angelicais e cantar ao Senhor para sempre.

Que música essa multidão está cantando? O cântico de Moisés e do Cordeiro. O êxodo é um símbolo e tipo da redenção que temos em Cristo. Assim como Moisés triunfou sobre Faraó e suas hostes, a igreja triunfa sobre o diabo e suas hostes. Esse é um cântico de vitória! Assim como Moisés tributou a vitória a Deus (Ex 15:1-3), os remidos também o fazem (Ap 15:3-4).

Quais são as características do cântico vitorioso dos remidos? Os mártires não cantam sobre si mesmos e como venceram a besta. Antes, eles estão totalmente concentrados em glorificar a Deus.
O céu é o lugar onde os homens são capazes de esquecerem de si mesmos, de seus títulos, de suas conquistas e vitórias e tão somente glorificar a Deus. Quando você contempla a Deus na sua glória, nada mais importa. Diante da glória de Deus, os mártires esquecem-se de si mesmos e exaltam somente o Senhor. No céu entenderemos que nada mais importa, exceto Deus.

O que o cântico exalta? Podemos dividi-lo em seções:
a) Esse cântico exalta a Pessoa de Deus:
  1. Deus é Senhor Todo-Poderoso (v.3) - Isto está em contraste ao trono do Dragão, seu poder e autoridade (13:2) e grande e universal poder da besta (13:4,7,8). O diabo é poderoso, mas só Deus é o Senhor Todo-poderoso. Só ele recebe exaltação para sempre.
  2. Deus é o Rei das Nações (v.3) - O rei das nações não é a besta (13:7), mas o Senhor Todo-poderoso (15:3).
  3. Deus é temível e digno de glória (v.4) - A grande pergunta era: "quem é como a besta?”. Agora, a questão é: "quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor?". É o temor irrestrito, acima de qualquer respeito a governantes terrenos.
  4. Deus é Santo (v.4) - A santidade de Deus é única, singular e é ela que atrai todas as nações.
b) Esse cântico exalta as obras de Deus: 
  1. Elas são grandes e admiráveis (v.3) - O universo está nas mãos do Senhor. Ele é quem salvou o seu povo e quem castiga os ímpios. Deus é inescapável. Quando ele age ninguém pode impedir a sua mão.
  2. Os atos de justiça de Deus se fizeram manifestos (v.4) - Deus aplicou a sua justiça quando resgatou os seus eleitos por meio do sacrifício do seu Filho e aplicou sua justiça condenando os impenitentes à condenação eterna
c) Esse cântico exalta os caminhos de Deus
  1. Eles são justos e verdadeiros (v.3) - Os caminhos de Deus são a forma de Deus agir.
  2. Ele nunca pode ser acusado de injustiça nem de meios ilegítimos. Seus caminhos são justos e verdadeiros tanto na salvação dos eleitos, como na punição dos impenitentes.
  3. Os ímpios foram avisados pelas trombetas, mas não se arrependeram. Assim, os flagelos finais sobre os ímpios serão absolutamente justos.
d) Esse cântico exalta o triunfo final de Deus

  1. Todas as nações virão e adorarão diante dele (v.4) - Isto está em contraste com a adoração universal da besta (13:7-8). As nações vão se prostrar diante do Deus Todo poderoso. Todo joelho vai se curvar diante de Jesus (Fp 2:8-11). Só ele é exaltado eternamente.


Os sete anjos do flagelo saem do Santuário de Deus (v.5-6). O santuário era o lugar da habitação de Deus com o povo (Ex 25:8). No lugar santíssimo ficava a arca com as Tábuas da Lei. Isso significa que os anjos saem do lugar onde ficava a Lei de Deus. Saem para demonstrar como funciona a Lei de Deus. Saem para demonstrar mediante a vingança divina que nenhum homem ou nação pode desafiar impunemente a vontade de Deus. Ninguém pode desobedecer a Lei de Deus sem sofrer o castigo da Lei. Aqui "Santuário" designa morada de Deus, o céu. Esses anjos vêm da presença de Deus e servem a Deus quando derramam os juízos. A igreja jamais deve duvidar disso.

Os cálices de ouro que os anjos trazem estão cheios da ira de Deus (v.7). Essas sete taças da ira de Deus estão cheias e elas atingem o mundo inteiro: a terra, o mar, os rios, os astros, os homens, o ar. Ninguém pode esconder-se do Deus irado. Esse dia será dia de trevas e não de luz. Os homens desmaiarão de terror. A justiça de Deus é vingar as injustiças dos homens e ninguém pode deter esse juízo nem desvia-lo.

Os anjos do juízo saem do santuário cheio da fumaça inacessível da glória de Deus (v.8). Quando o tabernáculo ficou pronto no deserto a glória de Deus o encheu (Ex 40:34-35), e Moisés não pôde entrar. Quando o templo de Salomão foi consagrado, a gloria de Deus o encheu (1 Rs 8:10-11) e os sacerdotes não puderam entrar. Quando Isaías viu a Deus no santuário, a gloria de Deus o encheu (Is 6:4), e as bases do limiar se moveram. Quando Ezequiel viu a gloria de Deus encher o templo ele caiu com o rosto em terra (Ez 44:4).