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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Estudos em Apocalipse - Aula 33

Aula 33
(adaptação do estudo do Pr. Antônio Rodrigues da Silva)

Texto para leitura: Apocalipse capítulo 21

O nosso texto básico descreve aspectos do Reino Eterno, uma consumação por obra e graça de Deus em Cristo, para morada dos santos na era vindoura.

Pelo versículo 1, entendemos que já findou tudo que era relacionado com a era presente. Em confirmação, reitera o próprio Deus, dizendo: “Eis que faço novas todas as coisas”(Ap 21.5).

Do capítulo 17 ao 20, acompanhamos sete julgamentos:
  1. Julgamento da Babilônia ou a meretriz (17.1).
  2. Julgamento da Besta (19.20).
  3. Julgamento do Falso Profeta (19.20)
  4. Julgamento dos reis na batalha do Armagedom (19.21).
  5. Julgamento do Gog e Magog (20.7-9).
  6. Julgamento do próprio Satanás (20.10).
  7. Julgamento dos ímpios no juízo do trono branco (20.11-15).
Não ocorrência do último julgamento, o do trono branco, sentimos que já passamos do tempo presente para a eternidade. A cena já está acontecendo bem no exterior da história humana.
 
O velho mundo, terra e céu, fugiram da presença do Todo-Poderoso, e do pós das cinzas emerge um novo mundo, o estado eterno, pois a era presente já desapareceu (Ap 6.14; 20.11; 2Pe 3.7-10, 13; Hb 1.10-12).

  1. A nova Terra. Em Gênesis 3.17, Deus amaldiçoou a Terra por causa do homem, o primeiro Adão. Porém prometeu resgatá-la por meio do segundo Adão, Jesus Cristo (Ef 1.9-10; At 3.21). No momento, somos peregrinos na Terra. Logo mais seremos participantes do Reino Milenar. Mais uma vez restauradas todas as coisas, então seremos cidadãos do novo mundo, onde Deus será tudo em todos (1Co 15.28; Is 65.17-19). Pelo poder do Espírito Santo, a alma humana é redimida, e pela ressurreição, o corpo. Também a Terra há de ser restaurada pela nova criação para felicidade dos santos e glória de Deus Pai (Ap 21.5).
  2. Uma nova Terra sem mar (Ap 21.1). Sabemos que o mar é muito importante para a vida na Terra, embora crie também alguns problemas, tais como: a) Separação de povos, dificultando melhor relacionamento entre eles, sendo muitas vezes agente de grandes destruições; b) Com suas grandes turbulências e espumando sujeiras tem aspecto ameaçador e aterrorizante. Essas coisas não existirão na nova terra. O mar, mesmo como figura, representando nações, povos e línguas em desordem política de cuja massa sairá a Besta, ainda assim, jamais estará presente na nova terra. Essa terá uma nova configuração que lhe permitirá ser uma unidade como um todo, sem perturbações (Ap 13.1; 17.1-15; Dn 7.2-3,23-24).
  3. Um novo céu. A ação remidora de Cristo não se limitará apenas à Terra, terá uma extensão cósmica. O seu objetivo é desfazer as obras do diabo. Até porque o mundo está posto no maligno e ele tem livre curso em todo o universo, incluindo as regiões celestes (1Jo 5.19, Ef 6.11-12; Mt 4.8-9).  De modo espontâneo, o diabo teve origem no céu. Embora expulso de lá, ficou com momentânea liberdade de ir e vir, rodear a terra e passear por ela. Mas no dia da reunião dos filhos de Deus, ele vem no meio deles e visita o céu (Is 14.12-15; Jó 1.6-7). Daí o sacrifício de Cristo purificar também o ambiente celestial, ainda que até simbólico, mas por ali também passou o maligno (Hb 9.23-24). A nova Terra e o novo céu estarão isentos de resquícios do mal que corroeu a velha criação (Ap 21.27;22.3).

A NOVA JERUSALÉM, CAPITAL DO ESTADO ETERNO (ap 21.2-21)

A cidade quadrangular tem a mesma dimensão de comprimento, largura e altura. É simétrica, perfeita, suficiente para abrigar toda a família de Deus, os salvos de todos os tempos.

1.  Os versículos 2-8 mostram que:
  • A simbólica noiva do Cordeiro é divina, elegante e dedicada (v.2);
  • Haverá total união, comunhão e louvor dos remidos com Deus (v.3);
  • Serão curadas as feridas e enxugadas as lágrimas (v.4);
  • As promessas serão cumpridas, todas as coisas renovadas e provisão garantida para sempre (v.6-7);
  • A segurança será total, haverá pureza absoluta e total ausência do mal (v.8).
2.  O esplendor e as riquezas da cidade santa (v.9-21). Quanto à alta muralha, os doze fundamentos, as doze portas, as doze pérolas e as preciosas pedras, desde o jaspe até a ametista, nas suas figuras e símbolos, tudo retrata a divindade de Cristo, Sua obra redentora e Sua glória. Retrata também a unidade do ministério da velha e nova aliança e sua participação nesse todo glorioso. Sem dúvida a igreja dos salvos de todos os tempos é parte da rutilante glória, do gigantesco e cintilante quadrângulo suspenso no espaço a iluminar o novo mundo (Ap 21.11).

O santuário e a luz da nova Jerusalém (Ap 21.22-27).

 Ali não se vê santuário. Como morada de Deus em Cristo com todos os santos, a cidade é um todo glorioso e santuário celeste, e é também o Tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3). Mais radiante que o sol, ilumina a imensidão do novo mundo, e as nações andarão sob a sua luz.
  1. Sua fonte inesgotável de energia. Jesus, que é a Luz do mundo, a glória de Deus e o Cordeiro, é a sua lâmpada (Jo 8.12; Ap 21.23).
  2. Jerusalém celestial, uma cidade aberta. Haverá livre acesso para honrar e glorificar o Rei. Até porque os habitantes não são estrangeiros, mas da família de Deus, e têm os nomes no Livro da Vida. A segurança é total, nenhum mal entrará ali, por isso será coisa do passado e da velha e extinta criação (Ap 21.8,25).
A vida futura no novo céu e na nova Terra será marcada pela presença eterna do próprio Deus (Ap 21.3). um lugar sem lágrimas, morte, luto, pranto e dor (Ap 21.4) é o que podemos chamar de verdadeira felicidade eterna.