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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os ministros de Deus precisam se arrepender da negligência no cumprimento de seu chamado

Da mesma forma como os cristãos do primeiro século se dedicavam continuamente ao ensino dos apóstolos, os cristãos da igreja do século 21 devem priorizar a pregação da Palavra de Deus em seus cultos. Stephen Olford diz aos pastores: “A leitura da Bíblia é a única parte infalível de sua pregação”. Sábias palavras. Todo o restante é falível. Ler a Bíblia em público é expor as pessoas à mensagem infalível e inerrante de Deus.

Meu apelo é que voltemos à pregação das Escrituras. Durante décadas, a pregação expositiva era encontrada na maioria das igrejas evangélicas e em muitas igrejas das principais denominações protestantes. 

Os pastores sabem, melhor que qualquer outra pessoa, quão difícil é definir em termos sucintos e exatos o que significa “pregação expositiva”. Recentemente, pediram que eu providenciasse uma definição. Tarefa complicada! Conferindo cerca de cinco fontes confiáveis, verifiquei que essas definições ou eram muitos longas ou muito enroladas ou simplesmente confusas, de modo que decidi recomeçar do zero e escrever uma definição de próprio punho. Duas horas depois obtive o seguinte:
  • A pregação expositiva é a proclamação das Escrituras Sagradas com o propósito de capacitar os outros a compreender o que Deus escreveu, qual a importância desses registros e de que maneira eles se relacionam com a nossa vida pessoal.
  • A fim de que as pessoas compreendam a mensagem de Deus, é necessário que o expositor seja exato na preparação e na pregação da palavra, de modo a permitir que a Bíblia fala por si  mesma.
  • A compreensão da importância da Palavra de Deus requer que o expositor comunique a verdade de um modo apaixonado, a fim de que o ouvinte seja compelido a prestar atenção e esteja disposto a reagir.
  • Para que haja entendimento acerca da maneira como essa mensagem se relaciona à nossa vida, é preciso que o expositor use termos claros, entregue a mensagem de modo a estabelecer uma ligação com as necessidades pessoais de cada um e aplique a mensagem de uma maneira tão específica a ponto de o ouvinte perceber a relevância da Palavra de Deus e a necessidade de alinhar sua vida a ela. 
 Não há nada de inspirado nessa definição, mas devo admitir que esse processo de reflexão reacendeu minha paixão pela pregação expositiva. Peço encarecidamente que você estude as Escrituras por si mesmo, medite a respeito da ordenança bíblica pastoral e escreva sua própria definição. Se você é pastor, esse processo será útil em sua pregação e servirá de critério para autoavaliar suas mensagens. Por favor, nade contra a correnteza e recoloque a pregação da Palavra de Deus em seu lugar central no culto da igreja. Entretanto, um aviso: é provável que alguns indivíduos pensem que você está lendo a correspondência pessoal deles.

Charles Swindoll. A igreja desviada. p.280-282