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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

HÁ DOIS DEUSES? UM QUE MANDAVA MATAR E UM QUE PROÍBE?






Gente boa de Deus!

Antes de tudo quero dizer que Deus é Deus, e que se Ele desejar acabar com a criação agora, quem poderá lhe perguntar: Por que fazer isso? É duro; mas é assim que é!


Sabe qual é o problema na cabeça de muita gente com a pergunta acima? É a Bíblia! É a relação da maioria dos cristãos com a Bíblia, que é mais forte do que o vinculo deles com Jesus.

Sim! Porque até hoje a maior parte dos cristãos não creem em quem Jesus é; nem no que Ele disse; e nem no que todos os apóstolos disseram sobre o que era “velho, caduco, obsoleto, ultrapassado” ante a revelação de Cristo; a qual estabelece o fim da Lei.

Ora, tudo o que se diz ser “o problema” de conciliação com Jesus, é justamente aquilo que em Jesus morreu na Cruz, para sempre.

O conflito é especialmente daqueles que não aceitam que em Cristo uma boa parte da Bíblia virou “história”; e nada mais que isto; pois, aquilo no que tais coisas tiveram a sua relevância, expirou, pois, nunca salvou ninguém de acordo com Paulo (Romanos e Gálatas; e em Hebreus); além de que eram “sombras de coisas que haviam de vir”; e que vieram em Cristo.

A equação da maioria é: [A Bíblia Toda + O Que De Jesus Couber No Todo Da Bíblia]; e nunca é o contrário: JESUS; E, DEPOIS, O QUE DA BÍBLIA CONTINUAR VIGENTE CONFORME O ESPÍRITO DO EVANGELHO.

Mas não precisa crer em mim. Creia em Jesus, e nos escritos dos apóstolos. Por exemplo: veja em Paulo e Hebreus quantas vezes se faz alusão à Lei como caduca, esclerosada e obsoleta...

Então, agora, me diga: por que a maioria das pessoas fica angustiada se Jesus e os apóstolos não deram a mínima para esta questão?

Paulo diz que a Lei era terror. Diz que a Lei veio para que avultasse o pecado. Diz que a Lei trouxe consigo a morte; e a consciência dela. Diz que as coisas passadas eram incompletas; todas elas. E diz que o fim da Lei e de tudo o que com ela foi dado para salvação ou para a sociedade de Israel, expirou; só ficando “daquilo" o que em Jesus permaneceu.

Você viu Jesus tendo que explicar algo assim?  Ou leu de alguma angústia apostólica sobre o assunto?

Ora, esse tema começou com o “Cristianismo” e com sua vontade judaizante de “conciliar” o Velho e o Novo Testamentos; o que, segundo Jesus, é loucura; pois, é como remendo de pano novo em vestes velhas.

De fato, mano, o que se pergunta é: Há dois deuses? Um que mandava matar e um que proíbe?

Não! Há sim uma humanidade crescendo, saindo da Idade da Pedra e andando na direção das coisas excelentes, as quais nos vieram todas em Cristo.

De modo que o que fica, a menos que Jesus não lhe baste, é simples: Jesus é a chave interpretativa de tudo: o que Ele encarnou é Palavra para sempre; o que Ele não encarnou (antes repreendeu) caiu em estado de caduquice e morte para sempre.

O que falta para muitos cristãos é crer em Jesus!
O que falta para muitos cristãos é crer no Evangelho!

O que falta para a maioria é deixar de tentar criar uma solução para um problema pessoal, religioso, condicionado pela “igreja híbrida”, de natureza romano-judaica (que é o “Cristianismo”) — e que nada tem a ver com o Evangelho.

Por que não se pega o livro de Levítico e vive por meio dele, como um todo? Veja se alguém aguenta!

Ora, se não suporta, por que ser seletivo tanto no que escolhe da Lei para dizer que permanece como também em relação ao que da Lei se acha absurdo?

A Lei é tão santa quanto absurda; ensina Paulo!

Ora, pergunte a Jesus por que Ele não tocou em tal assunto?

Pergunte por que Ele apenas disse que o Novo era o que permaneceria, e que o velho já morrera?

O mais, sinceramente, é apenas o resultado de até hoje não se ter aceitado que Jesus é Tudo; e que Nele tudo o que não foi vivido-encarnado-ensinado por Ele, é porque não é para ser vivido por ninguém; nunca mais...

Um abraço sincero!

Nele, em Quem a Lei da Morte foi desbancada pela Lei da Vida,

Extraído e adaptado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Submissão - Uma virtude, não um defeito


        Bem, realmente a palavra "submissão" se tornou um problema. Diante dela as pessoas reagem com indignação sem refletir corretamente a respeito de seu conceito.
        Na Bíblia o princípio da submissão é o amor. Quem ama se submete. Isso não tem a ver com sexo! Quem nunca amou não sabe o que é submissão. Quem ama sabe do que se está falando...
        Submissão também é princípio da liderança. Quem não se submete a um líder está sendo rebelde, insubmisso.
        Submissão não significa burrice. Também não significa ser capacho e obedecer cegamente. Na Bíblia, como na administração, na sociedade ou na natureza, a submissão é uma virtude, não um defeito.
        Extremismos provocados tanto pelo machismo quanto pelo feminismo levaram a sociedade a condenar e a demonizar o conceito de submissão. Frequentemente algumas pessoas para se mostrarem "bem na mídia" e ser "politicamente corretas", discordam da submissão para não serem taxadas de machistas, retrógradas e burras. Muitos, porém, dentre os que assim reagem, no fundo concordam que é necessário haver submissão e a praticam com seus cônjuges, namorados, namoradas, pais, mães e chefes, mas não têm coragem de falar... São submissos simplesmente porque amam! Simples assim... Muitos agem com hipocrisia quando estão frente aos holofotes.... Desligam-se as câmeras e o discurso muda...
        Podemos dar vários exemplos. No mundo animal existe submissão para haver ordem... Quem ensinou a submissão aos animais?
        Jesus é um dos maiores exemplos de submissão. Ele amou, por isso foi submisso à vontade do Pai. A Bíblia diz que Jesus amou a igreja, por isso se entregou por ela, ou seja, se submeteu (Efésios 5:25). Em Filipenses 2:5-8, Paulo fala da submissão de Jesus ao vir ao mundo.
        Também a igreja ama a Jesus, por isso se submete a ele... Ele é a cabeça, ou seja, o líder.
        O Apóstolo Paulo diz em sua carta aos Coríntios que quem ama é "paciente, é benigno; não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconveniente, não se exaspera, não se ressente de mal... tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".
        Muita gente se engana em achar que a Bíblia ensina o machismo. Só quem não conhece a Palavra de Deus a fundo comete essa injustiça.
        Vejamos como exemplo o texto de Provérbios, datado de 700 a.C. No capítulo 31, versos de 10-31, fala-se da mulher virtuosa. Leia e observe cada detalhe do texto. Aquela mulher virtuosa é inteligente, trabalha, faz negócios com comerciantes, compra um terreno, distribui tarefas aos empregados, estende a mão ao necessitado, fala com sabedoria, etc. Ou seja, a submissão dela não anulou suas qualidades.
        Na carta de Paulo aos Romanos, ele também fala da submissão às autoridades e explica que não há autoridade que não venha de Deus, e que as que existem foram por Ele ordenadas. Devemos nos sujeitar a elas por causa da consciência. Jesus disse a Pilatos: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se do alto não te fora dado”. Se um líder é ruim, ele prestará contas a Deus.
       Resumindo: A submissão que a Bíblia ensina é uma virtude, pois é pautada no amor e na obediência. Primeiro porque Deus é Pai, Rei e Senhor. Exercitamos isso por meio dos nossos líderes na terra, seja em casa ou no trabalho.
        Ser submisso não significa ter que concordar com o líder e sim, respeitá-lo. Uma esposa é submissa à luz da Bíblia quando ela ama e obedece. A mulher sábia reconhece o papel de líder dado por Deus ao homem, sem querer usurpar o seu lugar. E é feliz por isso e gosta disso...
        Uma mulher se sente segura quando tem um marido líder, um pai líder, um chefe líder... As mulheres ficam indignadas quando o homem não assume seu papel de líder e a mulher tem que tomar as decisões no lugar dele...
       Mulher detesta homem frouxo! Estou mentindo?...


Lincoln (Novembro de 2014)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Mal uso do Antigo Testamento na Pregação


Vê-se hoje uma pregação maciça no Antigo Testamento. Isto não é ruim em si mesmo. O ruim é que se vê muita pregação para os cristãos como sendo analisada pelo Antigo. Está havendo uma supremacia do Antigo sobre o Novo não apenas em quantidade, mas como critério de interpretação. O Antigo tem interpretado o Novo e seus pressupostos teológicos têm sido empurrados para a Igreja, a comunidade do Novo. A Igreja precisa conhecer o Antigo Testamento, mas não precisa obedecê-lo.

A questão fundamental é a visão que se tem da Bíblia. Todos os grupos evangélicos a declaram como Palavra de Deus. Nenhum deles a nega. Mas tendo dito isto, muitos se afastam de uma hermenêutica sadia e começam a interpretá-la à luz de escritos institucionais ou de opiniões de seus fundadores ou, ainda, de seus comitês doutrinários. A questão não é a Bíblia, mas a forma como se vê a Bíblia. Não é o discurso sobre, mas o uso dela.

O Antigo Testamento é inspirado como Palavra de Deus, mas não pode ser palavra absoluta. Suas verdades são penúltimas, não últimas. Sua inspiração é absoluta, mas sua aplicação à nossa vida é relativa. A maneira correta de se pregar no Antigo Testamento passa, primeiramente, pelo conceito de revelação progressiva. Mas muitos pregadores se esqueceram disto.  Revelação progressiva significa sair do incompleto para o completo. Sair da sombra para a realidade. O Antigo Testamento era a sombra. A realidade é Cristo, o Novo Testamento. Aqui está, em outras palavras, a essência da revelação progressiva. Jesus Cristo é o fio de prumo para a interpretação. Jesus é o padrão para interpretar a Bíblia.

Aonde vamos com esta argumentação? A este ponto: a autoridade final da Bíblia é o Novo Testamento e, mais especificamente, a pessoa de Jesus. A pessoa de Jesus, é o eixo hermenêutico de toda a Bíblia. Podemos usar o Antigo Testamento o quanto quisermos, mas o cânon chamado Jesus é o padrão hermenêutico para interpretá-lo. Pregação que não sirva para ensinar sobre Jesus deixou de cumprir sua missão.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho (in memoriam)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quando a Bíblia faz mal!



Sempre que se obedece à Escritura por causa dela mesma, se está cedendo à tentação do Diabo!

Não é de estranhar, portanto, que o pai da fé, Abraão, tenha vivido pela fé na Palavra antes de haver Escritura, mostrando-nos assim, que a Palavra precede a Escritura.

A fé vem pelo ouvir-escutar-crer-render-se à Palavra.

E a pregação só é Palavra se o Espírito estiver soprando. Do contrário, é só prega-ação!

E a pregação que não é Palavra é apenas estudo bíblico, podendo gerar mais doença do que libertação.

A grande tentação é fazer a Escritura se passar por Palavra. As Escrituras se iluminam como a Palavra somente quando aquele que a busca tem como motivação o encontro com a Palavra de Deus. 

Ou quando o Deus da Palavra fala antes ao coração!

A Bíblia é o Livro.

A Escritura é o Texto.

A Palavra É!

“Escritura” sem Deus é apenas um texto religioso aberto à toda sorte de manipulações!

No genuíno encontro com Deus e com a Palavra, a Escritura vem depois.

Sim! A Escritura vem bem depois!

O processo começa com a testificação do Espírito — pelo testemunho da Palavra de que somos filhos de Deus (Atos 16:14; Romanos 8:14-17; 10:17).

Depois, nos aproximamos da Escritura, pela Palavra. Então, salvos da “Escritura” pela Palavra, estudamo-la buscando não o seu poder ou o seu saber, mas a “revelação” imponderável acerca da natureza e da vontade de Deus, que daquele “encontro”—entre a Escritura, a Palavra e o Espírito — pode proceder.

Para tanto, veja João 5:39-40, onde o exame das Escrituras só se atualiza como vida se acontecer em Cristo.

Um exemplo do que digo é a tentação de pular do Pináculo do Templo. Tinha uma “base bíblica”— se levarmos em conta a Escritura como sendo a Palavra. Mas o que Jesus identificou ali foi a Escritura sem a Palavra.

Um ser pré-disposto ao sucesso teria pulado do Pináculo em “obediência” à Escritura e à sua literalidade, violando, para sua própria morte, a Palavra.

Sim! Estava escrito.

Porém, não estava dito!

Ora, é em cima do que está escrito mas não está dito, que não só cometemos “suicídios”, mas também “matamos” aqueles que se fazem “discípulos” de nossa arrogância, os quais, motivados pelas nossas falsas promessas, atiram-se do Pináculo do Templo abaixo.

E é também por causa desse tipo de obediência à letra da Escritura que nós morremos. 

A letra mata!

Olhamos em volta e vemos o Livro de Deus em todas as prate-Lei-ras. Vemos o povo carregando-o sob o braço e percebemos que eles são apenas “consumidores de Bíblias”.

Vemos seus lideres e os percebemos, muitas vezes, apenas como “mercadejadores” de Bíblias e dos “esquemas” e “programas” que se derivam do marketing que oferece e vende sucesso em “pacotes em nome de Jesus”.

Sim! E isso tudo não porque nos faltem Bíblias e muito menos acesso à Palavra.

O que nos falta é buscar a Deus por Deus.

O que nos falta é sermos filhos amados de Deus não porque isto nos dá status Moral sobre uma sociedade que não é mais perdida que a própria “igreja”, coletivamente falando, é claro!

O que nos falta é a alegria da salvação, sendo essa alegria apenas fruto de gratidão.

É somente na Graça que a leitura da Bíblia tem a Palavra para o coração humano. Sem a iluminação do Espírito a Bíblia é apenas o mais fascinantes de todos os best-sellers.

Caio Fabio