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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Fuja das Formas, Siga Princípios!



“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:2)

Em Romanos, Paulo faz uma evocação a fugirmos das formas fixas. Fujam da doença dos modelos, da tirania das fórmulas. Este mundo tiraniza formas todo dia, toda hora, impõe formatos para nós, constrói prisões douradas e quer aprisionar-nos dentro delas.

Paulo está dizendo: não aceitem a forma deste mundo, deste século. E, mais do que isto, está dizendo: não se escravize em forma nenhuma. Parece que nosso problema como cristão é este: eu não quero conformar-me com este século, e aí me conformo com outras formas só porque elas são formatadas em nome de Deus ou da Igreja. E é assim que a gente troca a conformação do mundo pela conformação da religião, o que é igualmente aprisionante.


Paulo diz: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se”, estejam em transmutação. A vida da gente é uma constante evolução, crescendo, experimentando dinâmicas interiores, ininterruptas, é uma metamorfose, um apontar para uma forma que está ainda longe da gente, de modo que tudo o que sou hoje poderá ser melhor amanhã, pois eu estou sendo autofabricado, produzido pela graça de Deus, andando em direção desta meta.

A "igreja" é uma das instituições que mais sofre a tirania da forma. Comumente, existem pessoas que a gente admira, algumas são líderes, outras são referências religiosas que nos apresentam forma. E aí fica todo mundo querendo ajustar-se, adaptar-se, àquela forma. A partir desta tentativa começam as angústias e os desencontros, e onde também nascem as simulações, a falsa santidade e a pretensa religiosidade.

Sei bem que a comunidade evangélica sofre disto, e o resultado é um monte de gente frustrada, mas que continua a procurar por mais formas, novas formas, diferentes formas. O que eu faço? Qual é a forma para eu ficar bem? E aí se cumpre em nós o que a Bíblia diz que nós deveríamos fugir, que é o fato de que eu preciso ter a consciência de que eu não sei conclusivamente nada, a única coisa que eu sei é que eu era cego e agora vejo. Eu sei de algumas coisas, mas eu não formo saber conclusivo, estou aberto. Quero saber como convém saber.

Texto Extraído e Adaptado de "Brincadeira de Gente Grande" (Fábrica de Esperança,1998).