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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Como Jesus ensinava sobre a Santificação?




        Jesus não usou a palavra “santificação” em relação aos seus discípulos. Por que será? É claro que tudo o que Jesus fez e ensinou é o caminho do santo, mas ele não desenvolveu o tema como nós estamos acostumados a ouvir, ou seja, como uma “doutrina” a ser aprendida ou como uma lista de coisas a se fazer ou deixar de fazer, mas sim como o caminho do amor e da misericórdia.
        Para Jesus o santo não fala de santidade, mas de vida. Sim, para ele, o santo é quem crê; e busca a verdade, a justiça e a humildade. Santo, para Jesus, é aquele que não julga o próximo; que anda mais de uma milha com o inimigo; que dá a capa para cobrir o necessitado; que não passa ao largo quando vê um homem caído na estrada; que dá água com amor aos irmãos (como se fossem profetas ou o próprio Jesus quem bebesse); que trata o diferente, o estranho, como se fosse Jesus; que veste o nu, abriga o órfão, acolhe o desamparado, abre a alma ao faminto, e não se esconde de seu semelhante.

         No meio cristão normalmente se ensina que para ser “santo” deve-se orar e jejuar. Mas será que é a prática de jejuns e orações que nos torna mais santos? Em Isaias 58:1-10 está registrado o tipo de jejum que Deus gostaria que seu povo praticasse, ou seja, que não explorassem os empregados, não vivessem em brigas, rixas, discussões e não fossem brutos uns com os outros. O que agrada a Deus é a prática da justiça, do amor, da misericórdia. A nação de Israel praticava seus rituais religiosos com muitos jejuns e orações, mas não se arrependiam dos pecados e não amavam o próximo.
         Jesus, no Novo Testamento, também nos ensina algo semelhante (Lc 6:27-42). É algo prático e verdadeiro que vem de um coração bondoso e misericordioso.
        Conforme Jesus, o santo é alguém livre para ir onde quer, para amar a quem ninguém ama, para transgredir a Lei a fim de tirar... mesmo que seja um boi... do buraco no qual caiu, ainda que o dia seja sábado. Santificação é maturidade; é liberdade para viver todas as coisas lícitas tendo o discernimento de saber o que convém e o que edifica. Santificação é ter os olhos limpos, e assim, considerar pura todas as coisas. O santo não costuma falar em santificação, mas em Graça e Misericórdia.
        Quem fala na Graça, fala em santificação, pois é somente na Graça que somos santos e santificados.
Lincoln Máximo Alves (Extraído e adaptado).